Amigos unidos que data

Cerca de 60,000 tabletas JP4 (la predecesora de JP5mini que data de 2010) se usan en 11 estados del país. JPay afirma que, hasta el momento, la nueva JP5mini ha sido adoptada por centros ... Latino Dating Site - Meet Latino singles on Amigos.com! Meet Latino singles - Sign up today to browse single Latino women and single Latino men - Browse single Latino pics FREE. Amigos.com - Start dating Latino singles today! Si no tiene amigos o familiares que lo ayuden con la administración informal de su dinero, hay programas organizados que proporcionan personal o voluntarios capacitados para brindarle ayuda. Para localizar un programa de administración de dinero en su área, trate de comunicarse con la Agencia para Adultos Mayores de su localidad. A casi todos los solicitantes de visa para ingresar a Estados Unidos —se calcula que son 14,7 millones de personas al año— se les pedirá que proporcionen los nombres de usuario que han ... Patrias fusiona lo pol\u00EDtico y lo personal para tambi\u00E9n narrar la historia de la \u00FAltima gran migraci\u00F3n mexicana a trav\u00E9s de los ojos de cuatro amigos desde que la poblaci\u00F3n mexicana en los Estados Unidos era de 700,000 personas durante los a\u00F1os setenta hasta los m\u00E1s de 35 millones de personas en la actualidad. Cuando lo hagas y configures todo lo que necesites, deberás compartir el enlace en WhatsApp y así todos tus amigos, sin contar con Facebook, podrán unirse a la reunión. El límite de participantes es de 50 personas, es decir, tú y 49 personas más. Datos y cifras sobre la enfermedad de Alzheimer, un informe anual publicado por la Alzheimer's Association®, revela la carga de Alzheimer y demencia en las personas, los cuidadores, el gobierno y el sistema de atención médica del país.. El Informe especial adjunto examina las experiencias, la exposición, la capacitación y los comportamientos relacionados con la atención de la demencia ... Es una festividad celebrada cada 31 de octubre. No forma parte de las fiestas oficiales de Estados Unidos, sin embargo, es una tradición muy popular del país y el mundo. El Halloween proviene de la cultura celta, específicamente de la celebración del “Samhain”, que data de hace más de 1000 años de antigüedad. Un proyecto recién llegado a Europa busca acercar a algunas de las mentes más brillantes en ciencia de datos a las problemáticas sociales que podrían resolver. Entre ellos figuran dos españoles Get this from a library! Padres y adolescentes : más amigos que enemigos : una mirada inusual al mundo de la adolescencia. [Michael Riera] -- Encourages parents of adolescents to appreciate their children's difficult behavior and to adapt their own parenting styles to their teens' needs.

More about Belarus color "revolution"

2020.08.27 16:02 Scabello More about Belarus color "revolution"

Text from a amazing marxist virtual magazine from Brazil.

https://revistaopera.com.b2020/08/26/belarus-nacionalismo-e-oposicao/

Belarus: nacionalismo e oposição


As manifestações em Belarus estão recebendo uma grande cobertura nos meios ocidentais, o que se reflete na imprensa brasileira, que se contenta em traduzir e repetir aquilo que é dito em grandes veículos europeus. A amplitude e até a paixão dessa cobertura gera, por efeito de contraste, uma sensação de falta de profundidade, já que em meio de tantas notícias, carecemos até mesmo de uma introdução sobre aspectos específicos do conflito e dos atores que participam dele. O que a cobertura nos oferece, no entanto, é uma narrativa sobre manifestantes lutando contra um ditador em nome da liberdade, discurso fortalecido por uma certa abundância de imagens. Na frente desta luta, a candidata derrotada – alegadamente vítima de fraude – Sviatlana Tsikhanouskaya, uma “mulher simples”, “apenas uma dona de casa”, o símbolo da mudança. Em alguns dos meios de esquerda e alternativos, este posicionamento da grande mídia já gera uma certa desconfiança. Imediatamente surgem perguntas sobre quem forma essa oposição e se podemos fazer comparações com a Ucrânia em 2014, onde uma “revolução democrática” foi acompanhada por grupos neofascistas, ultranacionalismo e chauvinismo anti-russo. Outros já se revoltam contra o reflexo condicionado e declaram que não podemos julgar os eventos de Belarus pela ótica dos eventos ucranianos, e que avaliações não deveriam ser feitas na função inversa da grande mídia. Me deparando com a diversidade de problemas que podem ser desenvolvidos a partir do problema de Belarus, decidi começar com um problema simples de imagem e simbologia, mas que nos traz muitas informações. As imagens que estampam os jornais são dominadas por duas cores: branco e vermelho.

Uma disputa pela história

Uma faixa branca em cima, uma faixa vermelha no meio e outra faixa branca embaixo – esta bandeira domina as manifestações oposicionistas em Belarus. Ela surgiu primeiro em 1919, em uma breve experiência política chamada de República Popular Bielorrussa, órgão liderado por nacionalistas mas criado pela ocupação alemã no contexto do pós-Primeira Guerra, Guerra Civil na Rússia e intervenção estrangeira que ocorreu naquele período. Uma bandeira diferente do símbolo oficial de Belarus: do lado esquerdo, uma faixa vertical reproduz um padrão tradicional bielorrusso, como na costura, em vermelho e branco, do lado duas faixas horizontais, vermelho sobre verde (somente um terço em verde). Bandeira muito similar à velha bandeira da República Socialista Soviética de Belarus, com a diferença que na antiga o padrão tradicional estava com as cores invertidas e na massa vermelha horizontal brilhava a foice-e-martelo amarela com uma estrela vermelha em cima. Os manifestantes também usam um brasão de armas histórico do Grão Ducado da Lituânia, a Pahonia, onde vemos um cavaleiro branco, brandindo sua espada e segurando um escudo adornado por uma cruz jaguelônica. O emblema oficial de Belarus, no entanto, é diferente, correspondendo à simbologia soviética, onde um sol que se levanta sobre o globo ilumina o mapa de Belarus, com bagos de trigo nos flancos e uma estrela vermelha coroando a imagem. Essa diferença entre símbolos do governo e da oposição não é só uma diferença política momentânea, mas remete a uma disputa pela identidade nacional de Belarus, a processos divergentes de formação de consciência nacional, conforme exemplificados por Grigory Ioffe. Quando Belarus se tornou independente da União Soviética nos anos 90, isto aconteceu apesar da vontade popular, sem movimentos separatistas como os que ocorreram vigorosamente nas repúblicas soviéticas bálticas, vizinhas de Belarus pelo norte, ou na parte ocidental da Ucrânia, país que faz fronteira com Belarus pelo sul. Pelo menos até pouco tempo atrás, a maioria dos cidadãos se identificava com a Rússia e concebia a história de Belarus no marco de uma história soviética. Para a maioria da população, o evento mais importante da história de Belarus foi a Grande Guerra Patriótica, isto é, a resistência contra os invasores nazistas, o movimento partisan como primeiro ato de vontade coletiva. É depois da guerra que os bielorrussos se tornam maioria nas cidades do país (antes de maioria judaica, polaca e russa), bem como dirigentes da república soviética – líderes partisans se tornaram líderes do partido. Esse discurso filo-soviético também é acompanhado pela ideia de proximidade com a cultura russa, inclusive a constatação de que é difícil fazer uma diferenciação nacional entre as duas culturas. Em termos de narrativa histórica, isso é acompanhado por afirmações como a de que a Rússia salvou o povo das “terras de Belarus” da opressão nacional e religiosa dos poloneses. Então, figuras históricas da Rússia são lembradas, como por exemplo o general Alexander Suvorov (1730 – 1800), que é celebrado como um herói da luta contra a invasão polonesa das “terras de Belarus” e da Rússia em geral. Essa ideia de união entre Rússia e Belarus é fundamental para o pan-eslavismo. A revolução em 1917 também é considerada um episódio nacional, o começo da criação nacional de Belarus dentro da União Soviética, com sua própria seção bolchevique e adesão dos camponeses à utopia comunista, mas nem isso e nem a história nacional russa superam a Segunda Guerra Mundial como fator de consciência nacional. Contra esta visão surgiu uma alternativa ocidentalizante, que propõe que Belarus é um país completamente diferente da Rússia, que foi dominado pela Rússia e que precisa romper com Moscou para ser um país europeu. Essa tendência tenta afirmar a existência de um componente bielorrusso específico na Comunidade Polaco-Lituana, identificando a elite pré-nacional com nobres locais. Atribuem a “falta de consciência nacional” no país à intrigas externas. Seus heróis de forma geral são heróis poloneses, e celebram quando os poloneses invadiram a Rússia. Se esforçam por fazer uma revisão histórica que justifique a existência de uma nacionalidade bielorrussa atacando a narrativa ligada à Segunda Guerra Mundial, renegando a luta dos partisans e enquadrando sua nação como uma “vítima do estalinismo”, que passa ser comparado com o nazismo como uma força externa. Suas preocupações centrais, além de tentar construir uma história de Belarus antes do século XX, está a preservação da língua bielorrussa em particular, com suas diferenças em relação ao russo. Nessa visão, as repressões do período Stálin deixam de ser uma realidade compartilhada com os russos e outras nacionalidades soviéticas, para ser entendida como uma repressão contra a nação de Belarus, exemplificada principalmente pela repressão de intelectuais nacionalistas. Na tentativa de desconstruir o “estalinismo” e os partisans, os nacionalistas defenderam a Rada Central de Belarus, um órgão colaboracionista criado pela ocupação alemã, que não pode ser chamado sequer de governo títere, mas que adotava a visão histórica dos nacionalistas e fez escolas de língua exclusivamente bielorrussa em Minsk. A Rada foi liderada por Radasłaŭ Astroŭski, que foi para o exílio norte-americano e dissolveu órgão depois da guerra para evitar responsabilização por crimes de guerra. A versão nacionalista não só defende a “posição complicada” dos colaboradores nos anos 40, como revisa positivamente o papel do oficial nazista Wilhelm Kobe, Comissário Geral para Belarus entre 1941 e 1943 (até ser assassinado pela partisan Yelena Mazanik). Argumenta-se que Kobe seria um homem interessado nas coisas bielorrussas e seu domínio permitiu o florescimento nacionalista. Do lado colaboracionista existiu uma Polícia Auxiliar e a Guarda Territorial Bielorrusa, as duas ligadas aos massacres nazistas e associadas a uma das unidades mais infames da SS, a 36ª Divisão de Granadeiros da SS “Dirlewanger”. Depois, foi formada por uma brigada bielorrussa na 30ª da SS. A colaboração usava as bandeiras vermelha e branca, com a Guarda Territorial usando braçadeiras nessa cor. Essas cores seriam retomadas na independência do país em 1991, mas foram muito atacadas por sua associação com a colaboração. Por isso ela foi rechaçada por uma maioria esmagadora em um referendo realizado em 1995, que definiu os símbolos nacionais de hoje e mudou o “Dia da Independência” para 3 de Julho, dia em que Minsk foi libertada das forças de ocupação nazista, em 1944. A visão nacionalista e ocidentalizante é minoritária, compartilhada por algo entre 8% e 10% da população; número que é consistente com o número de católicos do país – um pouco maior, na verdade, o que serve para contemplar uma minoria de jovens de Minsk, que proporcionalmente tendem a ser mais adeptos de uma visão distinta da história soviética. Em 1991, o nacionalismo se reuniu na Frente Popular Bielorrussa, em torno da figura do arqueólogo Zianon Pazniak, que representava uma militância radical, anti-russa, europeísta e guardiã dessa simbologia nacional. O movimento fracassou e parte disso provavelmente se deve à liderança de Pazniak, tido como intolerante. Havia também um movimento paramilitar chamado Legião Branca, que se confrontaria com Lukashenko no final dos anos 90. Estes seriam “os nazis bielorrussos dos anos 90”, pecha que é disputada por seus defensores, que os retratam até mesmo como democratas, mas que é justificada por seus detratores baseada em seu separatismo étnico e intolerância dirigida aos russos apesar de viverem no mesmo espaço e a maioria do seu próprio país falar a língua russa. Ainda assim, o alvo-rubro vem sendo reivindicado como um símbolo de liberdade, democracia e independência: seus defensores vêm tentando firmar a identidade dessa bandeira mais em 1991 do que em 1941. Para todos os efeitos, se tornou um símbolo de oposição Lukashenko, símbolo de “outra Belarus”, com boa parte dos jovens mantendo uma atitude receptiva em relação a ela – um símbolo carregado de controvérsia, mesmo assim. Essas divergências simbólicas escondem diferentes histórias e questões políticas radicais. Além disso, é possível constatar que Belarus tem dois componentes nacionais externos em sua formação: os poloneses e os russos. No plano religioso, o catolicismo associado com Polônia e a ortodoxia associada à Rússia (segundo dados de 2011, 7,1% da população católica, 48,3% ortodoxa e 41,1% diz não ter religião, 3,5% se identificam com outras). Na disputa histórica, existe uma narrativa filo-soviética e outra ocidentalizante. Nesta última década, o próprio governo Lukashenko presidiu sobre uma política de aproximação e conciliação dessas narrativas históricas sobre Belarus, tentando ocupar uma posição mais nacionalista, mesmo que mantendo o núcleo soviético como fundamental. Esta aproximação foi muito criticada por um núcleo duro de patriotas e irredentistas russos. Por outro lado, dentre os manifestantes não necessariamente há uma ruptura total com a narrativa histórica partisan e motivos antifascistas, pelo menos não se buscarmos casos individuais – nesse caso, o uso histórico da bandeira seria ignorado ou superado por outra proposta. Apesar de existir uma oposição que busca lavar a bandeira alvirrubra, é possível identificar nacionalistas radicais na oposição?

Belarus não é Ucrânia – mas pode ser ucranizada?

Pelo menos em meios ocidentais, se afirmou muito que “a crise de Belarus não é geopolítica”. Muitos textos publicados no Carnegie Moscow Center elaboraram em torno dessa afirmação. A declaração da Comissão Europeia afirmou isso. O professor e colunista Thimothy Garton Ash escreveu no The Guardian que sequer se pode esperar um regime democrático liberal depois da saída de Lukashenko, e relata contatos com bielorrussos que dão a impressão de um sentimento ao mesmo tempo oposicionista e pró-russo. Por esse argumento, Belarus é diferente da Ucrânia, as manifestações não têm relação com geopolítica, os bielorrussos até gostam da Rússia e a lógica extrapola ao ponto de dizer que, portanto, Putin tende a apoiá-las. Mais de um texto fala de como a identificação entre bielorrussos e russos, como povos irmãos ou até iguais, “anula” essas questões – isto é, estes textos têm como pressuposto uma solidariedade nacional, uma continuidade entre os dois povos, algo distinto do radicalismo nacionalista. Até parecem acreditar que isto tiraria de Putin o interesse de ajudar Lukashenko ou da Rússia enquadrar esses eventos na sua visão estratégica como algo equivalente ao problema ucraniano. De fato, Belarus não é a Ucrânia. A divisão sobre a identidade nacional não é tão polarizada em Belarus como é na Ucrânia. A divisão regional e linguística, bem como as diferentes orientações geopolíticas, não é tão radical. A marca da colaboração e suas consequências políticas não é tão forte em Belarus como é na Ucrânia – não acredito que o nacionalismo em Belarus está no mesmo patamar do ultranacionalismo ucraniano. No plano da operação política, a comparação com a Ucrânia é feita em função do Maidan de 2014, onde também existem diferenças. O Maidan teve a participação decisiva de partidos políticos consolidados e posicionados dentro do Parlamento, que no momento final tomaram o poder do presidente Yanukovich usando seu poder parlamentar. Partidos ligados a oligarcas multimilionários, com políticos que enriqueceram em negócios de gás, e nas ruas uma tropa de choque de manifestantes formada por nacionalistas bem organizados. Dito isso, devemos olhar para o posicionamento da oposição bielorrussa e não aceitar de forma acrítica as narrativas de que a manifestação não tem nada a ver com geopolítica e que não possuí liderança. Alegam que questões como adesão à OTAN e integração europeia não são primárias na política de Belarus – será mesmo? E essas questões nacionais, não têm relação alguma com as manifestações? Primeiro, um dos movimentos que protagoniza enfrentamentos de rua em Belarus desde outros anos (especialmente nos enfrentamentos de rua de 2010) e se destaca nos meios oposicionistas, inclusive com reconhecimento ocidental, é a Frente Jovem, que é um movimento nacional radical, acusado de filo-fascista e ligado aos neofascistas ucranianos. Este movimento também é ligado ao partido Democracia Cristã Bielorrusa (DCB), o qual ajudou a fundar. Ambos são contra o status oficial da língua russa e querem retirar o russo das escolas. Pavel Sevyarynets, um dos fundadores da Frente Jovem e liderança da DCB, é frequentemente referido como dissidente e “prisioneiro de consciência” foi organizador da campanha “Belarus à Europa”. Ele foi preso antes das eleições como um organizador de distúrbios. A Revista Opera teve acesso ao material de um jornalista internacional que entrevistou um professor de artes bielorrusso, autoproclamado anarquista e defensor das manifestações, que se referiu à prisão de Sevyarynets como um ato preventivo do governo e respondeu a uma pergunta sobre as reivindicações do movimento dizendo que as pessoas tem em sua maior parte bandeiras nacionalistas. Em segundo lugar, cabe ressaltar que um dos principais partidos de oposição e representante das declarações atuais é o Partido da Frente Popular Bielorussa (PFPB), descendente da Frente Popular dos anos 90, um partido de direita, adepto da interpretação nacionalista, hostil à Rússia e pró-europeu. O PFPB, a Democracia Cristã, a Frente Jovem e o partido “Pela Liberdade” são parte de um “Bloco pela Independência de Belarus”. Estes movimentos tiveram vários contatos com grupos neofascistas ucranianos, com a Frente Jovem em específico mantendo relações de longa data e tomando parte em marchas em homenagem a colaboradores como Stepan Bandera e Roman Shukeyvich (que na SS Natchigall foi um carrasco dos habitantes e partisans do sul de Belarus) – diga-se, entretanto, que não necessariamente funcionam da mesma forma que as organizações extremistas. Mesmo movimentos que se organizam como ONGs, com aparência de ativismo genérico e recebendo dinheiro de programas para promover a democracia a partir da Lituânia (que por sua vez direciona dinheiro do Departamento de Estado dos Estados Unidos), servem como organizações nacionalistas, como é o caso da ONG BNR100. Em terceiro lugar, podemos olhar para algumas lideranças de oposição presentes no Conselho de Coordenação formado para derrubar Lukashenko. Foi proclamado que o Conselho de Coordenação é composto por “pessoas destacadas, profissionais, verdadeiros bielorrussos”, por aqueles que “representam o povo bielorrusso da melhor maneira, que nestes dias estão escrevendo uma nova página da história bielorrussa”. Olga Kovalkova, peça importante da campanha de Sviatlana Tsikhanouskaya, que já havia listado pessoas do conselho antes dele ser anunciado oficialmente, em sua página do Facebook. Ela mesma é um dos membros. É graduada pela Transparency International School on Integrity e pela Eastern European School of Political Studies (registrada em Kiev, patrocinada pela USAID, National Endowment for Democracy, Open Society Foundation, Rockefeller Foundation, Ministério das Relações Exteriores da Polônia, União Europeia e estruturas da OTAN). Kovalkova é co-presidente da Democracia Cristã Bielorrussa; defende a saída de Belarus da Organização Tratado de Segurança Coletiva (OTSC; Tratado de Takshent), a separação do Estado da União com a Rússia e a retirada do russo da vida pública. O outro co-presidente da DCB, Vitaly Rymashevsky, também está no conselho. Ales Bialiatski, famoso como defensor dos direitos humanos e que foi preso sob acusação de enganar o fisco a respeito da extensão de sua fortuna, também fez parte do movimento nacionalista da Frente Popular de Belarus, do qual foi secretário entre 1996 e 1999 e vice-presidente entre 1999 e 2001. Também é fundador da organização Comunidade Católica Bielorrussa. É presidente do Viasna Human Rights Centre (financiado por Eurasia Foundation, USAID e OpenSociety) e recebeu o prêmio liberdade do Atlantic Council, além de prêmios e financiamentos na Polônia. Sua prisão em 2011 foi baseada em dados financeiros fornecidos por promotores poloneses e lituanos, enquadrado por um artigo de sonegação da lei bielorrussa.
Na hoste dos nacionalistas mais comprometidos representados no Comitê de Coordenação temos também Yuras Gubarevich, fundador do partido “Pela Liberdade”, antes um dos fundadores da “Frente Jovem” e foi durante anos liderança do Partido Popular; uma das grandes lideranças oposicionistas.
📷
Pavel Belaus é ligado à Frente Jovem, um dos líderes da ONG Hodna e dono da loja de símbolos nacionalistas Symbal. Ele também é ligado ao movimento neofascista ucraniano Pravy Sektor e esteve envolvido na rede de voluntários bielorrussos para a Ucrânia. Andriy Stryzhak, do BNR100, ligado ao Partido da Frente Popular, coordenador da iniciativa BYCOVID19. Participou do Euromaidan, de campanhas de solidariedade com a “Operação Antiterrorista” de Kiev no leste da Ucrânia e de articulação com voluntários bielorrussos. Andrey Egorov promove a integração europeia. Alexander Dobrovolsky, líder liberal ligado ao velho eixo de aliados de Boris Yeltsin no parlamento soviético, é pró-ocidente. Sergei Chaly trabalhou em campanhas de Lukashenko no passado, é um especialista do mundo financeiro, ligado a oposição liberal russa e pro ocidente. Sim, também existem elementos de esquerda liberal ligados ao Partido Social Democrata de Belarus (Hromada), uma dissidência do PSD oficial, que é a favor da adesão à União Europeia e da OTAN. Dito isso, não falamos o suficiente da influência nacionalista. Tomemos por exemplo o grupo Charter 97, apoiado pelo ocidente, principalmente pela Radio Free Europe, que se estiliza como um movimento demo-liberal. Dão espaço para a Frente Jovem, onde naturalmente seu líder pode chamar os bielorrussos que combatem na Ucrânia de “heróis” pois combatem a “horda” (se referindo a Rússia da mesma maneira que o Pravy Sektor). Voluntários bielorrussos combateram ao lado de unidades do Pravy Sektor e do Batalhão Azov. Durante as manifestações, o Charter 97 publicou, no dia 15 de agosto, um texto comemorando o “Milagre sobre o Vistula: no dia 15 de agosto o exército polonês salvou a Europa dos bolcheviques” e “Dez Vitórias de Belarus”, em que a Rússia é retratada como “inimigo secular” dos bielorrussos. Ações de ocupação de poloneses contra a Rússia são celebradas como “vitórias bielorrussas”. É importante também observar o papel que padres católicos vêm cumprindo nas manifestações, inclusive se colocando à frente de algumas delas. O bispo católico Oleg Butkevich questionou as eleições no dia 12 de agosto. Pelo menos em Lida, em Vitebetsk, Maladzyechna e em Polotsk, clérigos organizaram manifestações. Em Minsk, tomou parte o secretário de imprensa da Conferência de Bispos de Belarus, Yury Sanko. Em Polotsk, sobre a justificativa de ser uma procissão, o padre Vyacheslav Barok falou do momento político como uma “luta do bem contra o mal”. É claro que padres católicos podem participar de movimentos políticos de massa, eles também são parte da sociedade, mas este dado não deixa de ter uma significação política específica, visto que os radicais do nacionalismo bielorrusso se organizam no seio da comunidade católica. Ao mesmo tempo, isso gera ansiedade em um “outro lado”, no que seria um lado “pró-russo”, não só por conta de conspirações sobre “catolicização” do país, mas por ter visto na experiência ucraniana a associação de clérigos do catolicismo grego a neofascistas e eventualmente o Estado bancando uma ofensiva contra a Igreja Ortodoxa russa, o que inclui tomada de terras e expropriação de templos. O mesmo problema está ocorrendo neste ano com os ortodoxos sérvios em Montenegro; existem dois precedentes recentes no mundo religioso cristão ortodoxo que podem servir para uma mobilização contra as manifestações.

Programa de oposição: em busca do elo perdido

A candidatura de Tikhanovskaya não tinha um programa muito claro fora a oposição a Lukashenko. Porém, um programa de plataforma comum da oposição, envolvendo o Partido da Frente Popular, o Partido Verde, o Hramada, a Democracia Cristã e o “Pela Liberdade” chegou a ser formulado em uma “iniciativa civil” envolvendo estes partidos e ONGs que estava no site ZaBelarus. Depois, parte deste programa foi transferido para o portal ReformBy. Quando o programa passou a ser exposto no contexto das manifestações (por volta do dia 16), a oposição tirou o site do ar, mas ele ainda pode ser acessado com a ferramenta Wayback Machine. O programa quer anular todas as reformas e referendos desde 1994, retornando à Constituição daquele ano (e conforme escrita pelo Soviete Supremo). Se compromete a retirar da língua russa seus status oficial, além de substituir a atual bandeira por uma vermelho e branca. Existe uma proposta de reforma total de todas as instituições: bancárias, centrais, locais, judiciais, policiais, militares.
O programa também tem uma sessão dedicada à previdência, criticando o sistema de repartição solidária de Belarus como “falido” e responsável por uma “alta carga tributária sobre os negócios”. Propõem “simplificação”, “desburocratização” e “alfabetização financeira da população” para que esta assuma sua parcela de responsabilidade pela aposentadoria. O sistema seria “insustentável” no ano de 2050 por razões demográficas. Também criticam o “monopólio” da previdência pública, “sem alternativas no mercado”. A proposta oposicionista é de contas individuais de pensão com contribuição obrigatória, mas sem eliminar o sistema solidário, tornando o sistema “baseado em dois pilares”; elevar a idade de aposentadoria das mulheres (57) para igual a dos homens (62); “desburocratização” através da eliminação e fusão de órgãos públicos de seguridade social; eliminar diversos tipos de benefício e igualar os valores para todos os cidadãos (independente da ocupação). Essas propostas previdenciárias em específico são assinadas por Olga Kovalkova. Na seção de economia, o programa fala de um “problema do emprego” criticando as empresas estatais e demandando flexibilização da legislação, “incentivos para os investidores”, “uma política macroeconômica de alta qualidade, i.e. inflação baixa, política fiscal disciplinada, escopo amplo para a iniciativa privada”; “o mercado de trabalho é super-regulado”, diz o documento. “Melhorar o ambiente de negócios e o clima de investimentos”, “tomar todas as medidas necessárias para atrair corporações transnacionais”, “privatização em larga escala”, “criação de um mercado de terras pleno”, “desburocratização e desmonopolização da economia”, “adoção das normas básicas de mercado e padrão de mercadorias da União Europeia”, enumera o programa dentre as diversas propostas, que incluem privatização de serviços públicos e criação de um mercado de moradia competitivo. Até aqui, com exceção da referência à língua russa, estamos falando mais de neoliberais do que nacionalistas propriamente. Podemos dizer também que pontos como adoção de padrões europeus e reformas econômicas influenciam a questão geopolítica. Ainda assim, boa parte dessas reformas econômicas também são defendidas por Viktor Barbaryka, empresário bielorrusso que era tido como principal candidato de oposição a Lukashenko que está preso por crimes financeiros; Barbaryka é considerado um “amigo do Kremlin”, pró-russo. Existe uma seção perdida, a seção de “Reforma da Segurança Nacional”. Na primeira semana de protestos, surgiu na rede uma suposta reprodução do conteúdo dessa seção¹. O conteúdo é uma análise ocidentalista que enquadra o Kremlin como uma ameaça, propondo a saída do Tratado de Takshent, da União com a Rússia e medidas para fortalecer o país com “educação patriótica”. Muitos temas que já foram vistos na Ucrânia, com a identificação do Kremlin como uma ameaça tendo como consequência a proposição de medidas contra “agentes do Kremlin” dentro do país, na mídia e na sociedade civil (e, dentre elas, uma proposta de “bielorrussificação” das igrejas). Tão logo isso passou a ser denunciado na primeira semana depois das eleições, o site inteiro foi tirado do ar. A oposição, tendo entrado em um confronto prolongado que pelo visto não esperava (contando com a queda rápida de Lukashenko) sabe que esse tipo de coisa favorece o governo e cria um campo favorável para ele, por isso agora tentam se dissociar, falando deste programa como produto de uma iniciativa privada, apesar de ser uma articulação política envolvendo líderes da oposição. Tanto seus elementos de reforma econômica combinam com o que diziam políticos de oposição liberal em junho, como as supostas posições geopolíticas casam com os nacionalistas que tomam parte da coalizão (e na verdade, é um tanto óbvio que pelo menos uma parte considerável dos liberais é pró-OTAN). No mesmo dia que tal documento foi exposto na mídia estatal bielorrussa – e mais tarde, comentado por Lukashenko em reunião do Comitê Nacional de Defesa – o Conselho de Coordenação declarou oficialmente que desejam cooperar com “todos os parceiros, incluindo a Federação Russa”. Desinformação? Por mais provocativas que sejam as posições do suposto trecho do programa, é fundamentalmente o discurso normal de nacionalistas e liberais atlantistas em Belarus; agora que os dados foram lançados, é natural que a direção oposicionista que não reconhece os resultados das eleições procure se desvencilhar desses posicionamentos estranhos aos seu objetivo mais imediato, que é derrubar Lukashenko.² Ainda que os manifestantes possam ter motivações diversas, a situação atual está longe de ser livre do peso da geopolítica e das narrativas históricas que sustentam o caminhar de um país.
Notas:¹ – Procurando o trecho em russo no Google com um intervalo de tempo entre o primeiro dia de janeiro de 2020 até o primeiro dia de agosto (isto é, antes disso virar uma febre na rede russa), o próprio mecanismo de pesquisa oferece uma página do “Za Belarus” que contém o trecho, mas com um link quebrado – sinal de que há algum registro no cache do Google. A data é dia 25 de junho.
² – O Partido da Frente Popular da Bielorrússia acusou Lukashenko de “fake news” ao divulgar o que seria o seu programa como se fosse de Tikhanovskaya, tratando as medidas como “inevitáveis para Belarus” porém “fora de questão” no momento. O programa, naturalmente, é marcado pela retórica nacionalista e defende adesão de Belarus na OTAN, mas não usa o mesmo palavreado. Da mesma forma o programa do PFPB também tem princípios liberais-conservadores na economia.
submitted by Scabello to fullstalinism [link] [comments]


2020.07.25 19:20 carapazon2017 Realstate en USA desde Argentina

Hola gente de merval, hablando con amigos y buscando oportunidades de inversión para escapar del riesgo argento nos surgió esta duda.
Alguien participa o sabe si es posible participar en inversiones de realstate en Estados Unidos, ya sea via crowfunding, ETFs o bien directamente? los ciudadanos argentinos podemos hacerlo o estamos restringidos? alguna recomendación, experiencia, dato a tener en cuenta (montos mínimos, plazos, retornos, tema impositivo, etc)?

Como siempre, muchas gracias por la data invalorable que siempre dan!!!
submitted by carapazon2017 to merval [link] [comments]


2020.06.25 09:29 _nice_tchola Meu ex levemente psicopata

Eai luba e companhia, hoje vim contar uma história que me deixou levemente traumatizada que aconteceu quando eu tinha 16 anos. No 2º ano do ensino médio eu namorava um menino que não vou expor o nome, mas o Lucas era bem estranho no geral e eu namorava ele fazia uns 6 meses. Estávamos no mês de junho e eu ia pros Estados Unidos fazer intercâmbio em agosto por UM ANO e eu ia terminar com ele, mas ele não sabia. Quando foi se aproximando da data eu tava meio seca com ele porque não aguentava mais, ele era muito chato e grudento. Até que na minha festa de despedida eu terminei com ele logo (na cabecinha imbecil dele ele achava que a gente ia voltar depois q eu voltasse pro Brasil). Depois que a gente terminou eu ainda fiquei uma semana no BR até meu voo e fui pra um rolê na casa de uma amiga minha um dia antes da minha viagem. Neste lindo dia (o ex estava lá no rolê) minhas amigas vieram me questionar sobre coisas que elas haviam ouvido sobre mim, aparentemente o bossal tinha falado pra todo mundo várias mentiras, tipo que a gente tinha transado em cima de um carro (??) e que ele tinha nudes meus salvos e poderia espalhar a qualquer momento, o que já faz dele um grande merda. Como qualquer pessoa normal eu fiquei muito puta, então fiquei ignorando ele o rolê inteiro. Quando eu estava indo embora ele me chamou pra conversar e eu não queria ver a cara dele mas ele tava me relando muito então aceitei pra ele parar de encher meu saco. Ele veio falar um monte de “coisas fofas” e eu queria muito enfiar um cacto no cu dele. Depois do bla bla bla ele tentou me dar uma Nutella (que eu amo muito) pra eu levar na viagem, mas eu mandei ele enfiar a Nutella no cu e saí. Quando cheguei em casa depois do rolê minha mãe disse que o Lucas tinha entregado a Nutella pra ela me dar e eu peguei aquela porra e coloquei na minha mala. (Lembrem da Nutella)
Quando eu tava já nos EUA, Lucas tentou me ligar de todos os telefones da casa dele e eu fui obrigada a bloquear a família dele inteira e falar pra minha mãe não atender as ligações dele. Certo dia, meus amigos vieram me perguntar se eu tinha comido a Nutella que ele me deu, e eu achei uma pergunta muito estranha e disse que ainda não, mas aí decidir comer. Quando eu abri o maldito pote, tava sem o lacre, fiquei até com medo do menino ter envenenado minha Nutella, e foi quase isso. Quando eu percebi, tinha um Fucking vidrinho mergulhado no meio da Nutella e eu peguei e abri e, pasmem, ELE TINHA COLOCADO O PERFUME DELE dentro de um vidro, DENTRO DE UMA NUTELLA. eu fiquei muito puta (e levemente assustada) e desbloqueei ele só pra perguntar se ele fazia terapia e mandar ele tomar no cu pq ele era psicopata.
Depois disso ele mandou mensagem pra dois meninos que eu tava conversando dos Estados Unidos falando pra eles “cuidarem de mim”. Fim. Não sei como não pedi uma ordem de restrição contra ele até hoje
submitted by _nice_tchola to TurmaFeira [link] [comments]


2020.06.25 03:26 IntroHoover Pessoal, precisamos falar sobre o Jeff the Killer.

Existem muitas, mas muitas pedras a serem viradas a respeito do Jeff. Eu pretendia postar isso em um subreddit gringo, tentar reunir um pessoal num server do Discord pra fechar de vez esse caso, mas no que se refere a investigações eu confio mais nesse subreddit (e seu ilustríssimo proprietário, claro) do que qualquer outro meio por aí. Então... por favor, me ajudem.
Há controvérsias sobre absolutamente tudo a respeito do Jeff. O principal alvo de investigações é aquela infame foto que todos vocês já conhecem, entretanto... a própria origem do texto da pasta é meio turva também.
Alguém aí topa escavar comigo? :)
BOO!
[EDIT] Obrigado pela paciência e perdão pelo atraso, pessoal. Como prometido... eis aqui o que eu fui capaz de encontrar.
Comecemos pelo começo. Ao pesquisar por "Jeff the Killer" no Google Trends, percebe-se que essa palhaçada começou em janeiro de 2012, e explodiu que nem as Torres Gêmeas nos dois anos seguintes. Sério, olha o gráfico dessa porra nos Estados Unidos.
https://preview.redd.it/rgsmrul7z3751.png?width=1920&format=png&auto=webp&s=462e08a1ab17c810e915daea8541c89ee3a7fdc1
Ate aí, confere. A maioria das pessoas lembra ter tido contato com a pasta nesse período de 2012-14 mesmo, eu inclusive. Aliás, eis aqui o blog em que eu li essa história traduzida pro português em 2013. Como dá pra ver, é um blog de creepypastas, e se eu me lembro bem, ele era a referência na época pra quem quisesse ler pastas traduzidas.
E mais uma coisa: a imagem que representava o Jeff pra mim e pros meus amigos na época era essa aí. Também tenho como objetivo achar a origem dela, se possível.
OK, mas se pesquisarmos agora por "Jeff the Killer" no Google, o primeiro resultado será um artigo da Villains Wiki.
Lá, diz que a pasta foi escrita por um tal "GameFuelTv" e que existiu um vídeo de 2008 de um tal Sesseur que postou um vídeo da história "original" do Jeff, usando a tal infame foto. O vídeo original foi derrubado por algum motivo, mas há um suposto re-up: https://www.youtube.com/watch?v=Vy69mQQRfCM&feature=emb_logo.
Lá também há versões alternativas da foto. Seguem:
https://preview.redd.it/hmc8gwjkb4751.jpg?width=243&format=pjpg&auto=webp&s=9341e013979101d794c215869eb48c9db63941be
Diz na legenda que essa é a versão \"não-photoshopada\" da foto, mas há controvérsias.
Também é linkado um vídeo do MrCreepypasta, que postou uma versão narrada da história que conhecemos no dia 29 de novembro de 2011 (que pode ser encontrada em inglês aqui) que possivelmente foi o que deu ao Jeff a popularidade que ele tem (ou pelo menos teve). Nesse vídeo, é usada um edit da foto clássica com um sorriso enorme e deformado.

https://preview.redd.it/e1mytio4c4751.png?width=1920&format=png&auto=webp&s=71a05f751c8a47bcb2c3ae05df50d0491330fd5a
Para a versão em inglês da história, eu fui pro terceiro resultado, do site creepypasta.com, onde aparentemente temos a versão original da pasta, datando de 12 de agosto de 2012. No rodapé, achei algo interessante.
Tem créditos pro tal Sesseur aqui, dizendo que ele criou o Jeff, e que essa pasta era uma fanfic em cima do Jeff "original" do Sesseur. Esses links dão pra página do Deviantart do tal Sesseur, com posts de 2019 em que ele escreve a versão dele do Jeff. Não é claro que esse Sesseur do Deviantart seja o mesmo que postou a história do YouTube.
https://preview.redd.it/pjmejs9044751.png?width=1920&format=png&auto=webp&s=3a5fee9957e5456ae684810519a8a1cfe93844ef
Mas de um jeito ou de outro: esse rodapé não estava aqui em agosto de 2012. Decidi ir à Wayback Machine. Achei o que aparentemente era o primeiro registro dessa copypasta na internet.
https://preview.redd.it/v6rsqis7e4751.png?width=1920&format=png&auto=webp&s=80d6fadedcfeef95ffbe3ccc68a050c668fa0be0
Mas lá embaixo, olha o que eu achei:
https://preview.redd.it/mpyy51pqe4751.png?width=1920&format=png&auto=webp&s=6fa11f103cb026352072e38838bb11fc59b7ffb3
A clássica foto e uma menção de crédito ao Sesseur com um link, também citadon a descrição do vídeo do MrCreepypasta como fonte. O link dá pra página da Creepypasta Wiki do Jeff the Killer, que já não existe mais: foi deletada em setembro de 2014 pela comunidade, que ODIAVA essa pasta e não aceitava considerá-la "digna" de estar catalogada lá. Foi aberta uma votação, e a página foi deletada. Mas a coisa é: a copypasta parece ter surgido na própria Wikia: publicada pelo tal GameFuelTv.
Eis aqui uma captura de 21 de novembro de 2011 do extinto link do Jeff na Creepypasta Wikia.
https://preview.redd.it/4vt6rwd7i4751.png?width=1920&format=png&auto=webp&s=88dcb6b2224ff8139fb5f8294965a012e83d8860
Não achei a data de publicação em nenhum lugar, mas ao que tudo indica, foi em Agosto - Novembro de 2011.
Pessoal, isso é só a ponta do iceberg. Stay tuned para mais updates em breve.
[UPDATE] Pessoal, acho que vou ter que passar o controle pra vocês. Estou super atabalhoado com uns compromissos escolares e simplesmente não tem como eu continuar fazendo muita pesquisa no momento. Enfim, eu respondi todos os comentários que vocês deixaram e joguei um monte de links na rodinha. Se vocês realmente pretenderem continuar investigando, boa sorte! Podem me mandar DM se precisarem de mais links ou que eu esclareça alguma coisa.
Valeu,
IntroHoover
Go to sleep.
submitted by IntroHoover to fabricadenoobs [link] [comments]


2020.06.08 23:03 babyryanrecords Aduana - Envio al exterior para Reparacion

Hola gente! Tengo un problema y talvez alguien sepa la respuesta. Un amigo con el que trabajo que vive en Tucuman Argentina se le rompio el microfono caro y tiene que enviarlo acá a Estados Unidos para que sea reparado. No puede ser reparado en Argentina porq tiene garantia aun y realmente es un vendedor muy "pequeño" y "boutique".
Lo que no logramos saber es si la aduana Argentina va a cobrarle dinero cuando el microfono vuelva de reparacion de Estados Unidos. En mi mente, yo no entiendo porque le cobrarian dinero si es una reparacion. Pero bueno talvez alguien en este reddit entiende mejor y tiene mas data.
Muchas gracias!
submitted by babyryanrecords to argentina [link] [comments]


2020.06.07 06:42 wcfaulkner La realidad alterna de La Luz del Mundo en México The alternate reality of The Light of the World in Mexico

ESPAÑOL
La realidad de la situación actual de Naasón Joaquín García en Estados Unidos se vive de manera diferente en México. Un miembro de la iglesia en México entra a este Reddit, y en los relatos, encuentra una realidad alterna de la iglesia que creía conocer al 100%, ese es el principal motivo por el que cree que todo lo que se expone en este grupo es falso. En diferentes canales de Youtube se dice que la feligresía cree ciegamente en Naasón porque son idolatras, pero yo creo que es porque toda la historia no les es familiar, no conocen a ningún implicado, no conocen a Alondra ni a Susana, por eso a Silem se le facilita decir que no las conocemos, porque es cierto, para la iglesia en México ellas son unas desconocidas. En Agosto, durante las Santas Cenas, había una clara línea divisoria entre la juventud mexicana y la estadounidense, tan sólo en el conocimiento que tenían los dos grupos sociales acerca de la familia Joaquín; la iglesia en Estados Unidos siempre ha hablado de Naasón Joaquín como alguien muy cercano, es obvio, al parecer siempre lo tuvieron allá de ministro, conocidos siempre hablaban de de él como el hombre que los animó a irse a la obra o de unirse a la plantilla de Berea Vision. La iglesia en México siempre vio a Naasón como un príncipe de una familia real, un personaje de linaje divino, y muy lejano para el ser terrenal. Eso me da la impresión que su bastión original siempre fue USA y que el centro de las cosas que pasaron siempre fue la iglesia de Los Ángeles. El objetivo de este texto, no es extenderme demasiado en estas descripciones, más bien, lo que intento es que me digan si estoy en lo correcto en la manera en la que identifico esa frontera, barrera o línea divisoria que hay entre la iglesia de USA y México, barreras que hacen a estas dos iglesias diferentes. Por favor, ayúdenme a responder estas preguntas:
  1. ¿Creen ustedes que la iglesia en México vive de la misma manera el arresto y encarcelamiento de Naasón? (Yo creo que no, creo que en USA la mayoría encuentra más familiar la situación dado que los sucesos por lo que lo detuvieron tuvieron su punto de acción en USA. En México no, para la juventud en las iglesias mexicanas todo lo que leen aquí y en los medios les suena como un escenario lejano difícil de creer porque los nombres de los implicados son extraños)
  2. En México ¿Creen que la también hay una brecha o barrera entre la iglesia de Hermosa Provincia y las demás iglesias en todo México? (Esta pregunta es por que siempre se nos ha dicho que la iglesia de HP es como la hermana mayor. Amistades de HP me han contado historias increíbles sobre la juventud de HP, sobre los incondicionales e hijos de ministros, referente a fiestas que se llevaban a cabo días antes del 14 de Agosto, fiestas donde había alcohol, y libertades sexuales, quizá alguien aquí sepa más)
  3. Un comentario. Yo creo que hay dos clases de feligreses en la iglesia: 1. El feligrés común, ese que se congrega tres veces al día y 2. Feligreses de la élite, esos que conocen de cerca a la familia Joaquín y que conoce sus perversiones, que son amigos de los Joaquín, ellos saben todo, pero jamás lo contarían a un feligrés común, creo que tienen intereses de todo tipo anlazados con la familia Joaquín.
El fin de este escrito es para hacer del conocimiento de todos ustedes, que en México se cree que tenemos información diferente a la que se tiene en las iglesias de Estados Unidos. Leyendo este reddit, veo que la intención de muchos de ustedes es ayudar a las almas realmente honorables, a salir de este engaño. Yo les puedo constatar que antes del COVID-19, las iglesias se seguían llenando, no había un claro declive de feligresía en México, al contrario, se sigue adorando a Naasón y se sigue dando la cara por él.
No doy mis datos personales por la razones que ustedes ya conocen, si estás en contra de la iglesia pierdes todo. Creo fielmente que si la iglesia de USA comienza a entablar conexiones con los hermanos de México, ellos abrirán los ojos antes de lo que creen.
Dios les bendiga.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
ENGLISH
The reality of the current situation of Naasón Joaquín García in the United States is experienced differently in Mexico. A member of the church in Mexico enters this Reddit, and in the stories, he finds an alternate reality of the church that he believed he knew 100%, that is the main reason why he believes that everything that is exposed in this group is false. In different YouTube channels, it is said that the parishioners blindly believe in Naasón because they are idolaters, but I think it is because the whole story is not familiar to them, they do not know any involved, they do not know Alondra or Susana, therefore Silem It is easy for him to say that we do not know them, because it is true, for the church in Mexico they are unknown. In August, during the Holy Suppers, there was a clear dividing line between the Mexican and the American youth, only in the knowledge that the two social groups had about the Joaquín family; the church in the United States has always spoken of Naasón Joaquín as someone very close, it is obvious, apparently, they always had him there as a minister, my acquaintances always spoke of him as the man who encouraged them to go to "la obra" or to join the Berea Vision headcount. The church in Mexico always saw Naasón as a prince of a royal family, a personage of divine lineage, and very distant for the common humans. That gives me the impression that it is original headquarter was always the USA and that the center of things that happened was always the church in Los Angeles. The objective of this text is not to elaborate too much on these descriptions, rather, what I am trying to do is that your tell me if I am correct in the way in which I identify that border, barrier or dividing line that exists between the church in the USA and Mexico, barriers that make these two churches different. Please help me answer these questions:
  1. Do you think that the church in Mexico lives the same way the arrest and imprisonment of Naasón? (I think not, I think that in the USA the majority find the situation more familiar since the events that arrested him had their point of action in the USA. Not in Mexico, for the youth in the Mexican churches everything they read here and in the media it sounds like a distant scenario difficult to believe because the names of those involved are strange)
  2. In Mexico. Do you think that there is also a gap or barrier between the church of Hermosa Provincia and the other churches throughout Mexico? (This question is why we have always been told that the HP church is like the "hermana mayor". HP friends have told me incredible stories about HP's youth, about the "incondicionales" and sons of ministers, about parties that were taking days before August 14, parties where there was alcohol, and sexual liberties, maybe someone here knows more)
  3. A comment. I believe that there are two kinds of members in the church: 1. The common member, the one who congregates three times a day and 2. The elite members, those who know the Joaquín family closely and who know their perversions, who They are friends of the Joaquín family, they know everything, but they would never tell a common member, I think they have interests of all kinds linked to the Joaquín family.
The purpose of this writing is to make it known to all of you, that in Mexico it is believed that we have different information than that available in the churches of the United States. Reading this reddit, I see that the intention of many of you is to help really honorable souls, to get out of this deception. I can confirm that before COVID-19, the churches continued to fill up, there was no clear decline in membership in Mexico, on the contrary, we continue to worship Naasón and continue to stand up for him.
I do not give my personal data for the reasons that you already know, if you are against the church you lose everything. I believe faithfully that if the US church begins to make connections with the brothers in Mexico, brothers and Sisters of México will open their eyes sooner than they think.
God bless you.
by: authorless
submitted by wcfaulkner to exlldm [link] [comments]


2020.03.13 19:20 existencialismoXX Carai ser criança é TOP, lembrei até de uma história

Antes de contar a história eu preciso que vocês conheçam meu primo quando ele era criança ainda.
Um menino moderadamente rico, aficionado por tudo que era militar, tinha uma coleção enorme de bonecos de ação e armas de brinquedo. Na escola era um bagunceiro, temido por sua força descomunal de criança obesa, mas amigo de muitas pessoas. Uma vez ele me perguntou se eu queria que ele descesse a porrada num moleque que me incomodava. Eu recusei porquê na época meu compasso moral era baseado no desenho "Doug".
Mas vamos direto ao ponto.
Em uma data aí dos anos 90, quando éramos bem pequenos, ele levou pra casa dos nossos avós uns bonecos G.I. Joe pra gente brincar. Eram uns brinquedos TOP, cabulosos, caros pra caralho e que todo moleque queria ter.
Antes da brincadeira começar ele me perguntou:
"Eu vou chamar meu boneco de * inserte aqui nome típico de estadunidense * ok? Aí você me chama assim e eu te chamo pelo nome do seu boneco, escolhe aí"
Eu demorei alguns segundos pra pensar no nome mais motherfucking badass que minha mente infantil podia imaginar, algo tão foda quanto o nome americano que ele escolheu. Olhei pro brinquedo e disse:
"Faiter".
"De Street Fighter???".
"É ué".
Ele olhou pra mim perplexo, como se eu tivesse dito que o Papai Noel não existe.
"Como que o miserável conseguiu pensar num nome tão PICA???" era o que ele deveria estar pensando, imaginando o Faiter dando rajadas de tiros com uma M16A1 em cada mão, explosões e a bandeira dos Estados Unidos no fundo.
Depois de uns segundos de silêncio, decidi que a melhor reação era começar a brincar como se o Faiter fosse um avião, fazendo barulhos de motor.
Meu primo tirou o boneco da minha mão, com uma agressividade que acabou dando uma esticada violenta no elástico que segura o torso e o quadril do boneco, mas felizmente nenhuma fatalidade ocorreu com o soldado super musculoso de plástico.
"Vamo videogame, vo ligar lá" ele disse.
E nem lembro se a gente jogou Street Fighter II ou não naquele dia.
Fim.

Não comi o cu de quem tá lendo.
submitted by existencialismoXX to brasil [link] [comments]


2020.03.03 21:16 Bilugaluga Preciso de ajuda para parar de ser ciumento.

Estou em um relacionamento a 6 meses e não consigo confiar na minha namorada. Ela nunca me deu um motivo direto, mas por alguma razão tenho uma sensação muito pesada quando algumas coincidências acontecem...
Nosso relacionamento começou logo após ela terminar um relacionamento de longa data, de modo que quando começamos a namorar ela levava nosso relacionamento de forma muito prática, tipo, sempre deixou claro que não teria problema em terminar.
Agora estamos mais unidos ela fala que não seria assim, que me ama, que não tem olhos para outro.
Mas as vezes quando saímos tenho a impressão que ela olha para outras pessoas, com um olhar que ela costumava me dar antes de namorarmos. Isso me deixou tão louco que cheguei ao ponto de fuçar no whatsapp dela, acabei sendo pego e ela me disse que isso era falta de confiança, perguntou se ela alguma vez deu motivo para isso? Me senti um lixo.
Realmente não quero desconfiar dela, mas as vezes sinto essa queimação no peito quando algo como um amigo dela faz algum comentário, ou quando coincidências do tipo "enviei uma mensagem para uma pessoa, essa pessoa acaba não respondendo e depois ela e essa pessoa respondem ao mesmo tempo". Estou ficando louco e por mais que ame ela penso em terminar para poupa-la dessa loucura.
Alguém sabe algo para resolver isso? algum método? gostaria de procurar um psicologo, mas não tenho tempo ou dinheiro para isso.
submitted by Bilugaluga to desabafos [link] [comments]


2020.02.27 23:48 marcinhocardoso Basic Attention Token

Basic Attention Token


  • Link para o Airdrop: Download Brave
  • Valor total: $ 10 + até 5 $ por referência
  • Plataforma: ETH
O Basic Attention Token é o novo token para o setor de publicidade digital criado pelo fundador do Javascript. Ele paga aos editores pelo conteúdo e pelos usuários pela atenção, enquanto fornece aos anunciantes mais em troca dos anúncios.
O Token de atenção básica compartilha 70% de suas receitas de anúncios com seus usuários. Basta baixar o navegador Brave , ativar “Brave Ads” no navegador e ser notificado sobre os anúncios para ganhar BAT grátis enquanto navega na web. Você também pode ganhar BAT reivindicando doações aleatórias de tokens no valor de 25 a 40 BAT . Novas concessões de token geralmente ficam disponíveis mensalmente. Os usuários podem reivindicar concessões de token uma vez a cada 30 dias, primeiro a chegar, primeiro a ser servido. Você pode fazer isso baixando o Brave e permitindo que “Brave Rewards” sejam elegíveis para possíveis concessões de token. Uma notificação aparecerá no ícone do Rewards quando uma concessão estiver disponível. Além disso, ganhe até US $ 5 em BAT por cada indicação. O Token de Atenção Básica já está listado no Coinmarketcap .

Passo a Passo:

Ganhe BAT grátis enquanto navega na Web (apenas dispositivos de desktop macOS, Windows e Linux ):
  1. Baixe e instale o navegador Brave no seu dispositivo desktop. Brave Ads será integrado nos aplicativos Android e iOS nos próximos meses.
  2. Inicie o navegador Brave e clique no logotipo do triângulo BAT ao lado da barra de endereço.
  3. Um pop-up ocorrerá onde você ativará as recompensas clicando em “Join Rewards”.
  4. Agora, navegue até as configurações de recompensa no pop-up ou digite “brave: // rewards /” e verifique se a opção “Brave Ads” está ativada.
  5. A partir de agora, você receberá ofertas em forma de notificações em um momento que o navegador considerar apropriado e não perturbador.
  6. Simplesmente envolva-se com essas notificações, visualize os anúncios e você obterá 70% da receita do anúncio visualizado, enquanto o Brave recebe apenas os 30% restantes.
  7. No final do ciclo mensal do Brave Rewards, você pode reivindicar seus tokens acumulados. O BAT pode ser doado automaticamente mensalmente aos sites mais visitados ou usado para dar dicas aos criadores de conteúdo ou amigos favoritos. Em breve, você também poderá usar o BAT para obter conteúdo premium, além de trocá-lo por recompensas do mundo real, como estadias em hotéis, cupons de restaurante e cartões-presente. A Brave também está trabalhando em uma opção para permitir que os usuários retirem o BAT de suas carteiras para uso pessoal, convertendo seu BAT em uma moeda fiduciária local por meio de parceiros de câmbio.
  8. Observe que os Brave Ads são restritos geograficamente aos seguintes países: EUA, Reino Unido, Canadá, Alemanha e França. Mais geografias estarão disponíveis em breve.
  9. Você encontrará mais informações sobre os Brave Ads no anúncio oficial .
Concessões de token mensais para usuários de desktop:
  1. Faça o download do navegador Brave aqui .
  2. Execute o navegador e ative “Brave Rewards”. Clique no ícone BAT na interface do navegador Brave. Se houver concessões de tokens disponíveis, você verá uma mensagem apropriada e poderá começar a reivindicar seus tokens BAT clicando em “OK”.
  3. Depois disso, clique em “Configurações de recompensas” e finalize sua reivindicação clicando no botão “Reivindicar” e concluindo um simples quebra-cabeça captcha.
  4. Novas concessões de token geralmente ficam disponíveis mensalmente. Os usuários podem reivindicar concessões de token uma vez a cada 30 dias, primeiro a chegar, primeiro a ser servido. Uma notificação aparecerá no ícone do Rewards quando uma concessão de token gratuito estiver disponível.
  5. Se você tiver problemas para reivindicar seus tokens gratuitos, consulte este tutorial em vídeo oficial para solicitar subsídios de tok BAT gratuitos .
  6. Os tokens não podem ser retirados diretamente, mas o BAT recebido pode ser usado para dar gorjeta a alguém (qualquer amigo ou credor de conteúdo que você queira apoiar). Uma vez derrubados, os tokens podem ser retirados pela pessoa / credor derrubado.
Concessões de token mensais para usuários de aplicativos Android / iOS (25 a 40 BAT):
  1. Faça o download do navegador Brave no seu dispositivo Android ou iOS.
  2. Vá para a barra de pesquisa no aplicativo Brave para navegador e digite chrome: // flags .
  3. Procure por “Recompensas” e clique no botão “Padrão” e selecione “Ativado”.
  4. Clique em “Reiniciar agora” e, uma vez concluído, um ícone BAT aparecerá na interface do navegador Brave.
  5. Agora você pode concluir as mesmas etapas mencionadas nas etapas da área de trabalho para se qualificar a partir de concessões de token no valor de 25 a 40 tokens BAT.
  6. Para mais informações, assista a este vídeo .
Programa de indicação corajoso (até US $ 5 em BAT por cada instalação):
  1. Para obter seu próprio link de indicação, basta seguir este link e clicar em “Tornar-se um criador” no menu de navegação “Recursos -> Criadores” para se registrar como editor.
  2. Você ganhará até US $ 5 em BAT por cada indicação usando seu próprio link de indicação de download.
  3. As recompensas de referência podem ser retiradas diretamente da sua carteira pessoal Uphold .

Valor estimado

$ 10 + até 5 $ por referência

Tokens por reivindicação

40 MTD

Máx. Participantes

Ilimitado

Visão geral

submitted by marcinhocardoso to u/marcinhocardoso [link] [comments]


2020.01.30 13:40 SuperkidNP Resume da carreira de Carlos Rocha na WON de hoje.

Olá amigos, o Dave Meltzer como prometido resumiu a carreira de Carlos Rocha na última Wrestling Observer Newsletter. Traduzi para português para vocês:
Carlos Rocha, considerado o maior lutador vindo de Portugal, faleceu dia 27 de Janeiro só umas semanas anes do seu 93º aniversário.
Rocha, nascido a 2 de Fevreiro de 1927, estava residindo na Florida.
Rocha era o lutador mais velho ainda vivo que teve carreira na América do norte. Com a sua partida, este record pertence agora a Cowboy Bob Ellis que está próximo dos 91 anos.
Rocha começou a sua carreira em Portugal nos anos 40. Foi uma das maiores estrelas na Europa durante os anos 50 e chegou aos Estados-Unidos em 1962 para competir no Texas e na Califórnia do norte. Regressou à Europa depois disto e só voltou à América em 1971.
Quase imediatamente tornou-se numa das maiores vedetas na América do Norte em 1971-1972, trabalhando em Toronto e Montreal. Foi campeão mundial na International Wrestling da família Rougeau e teve um reinado de quarto meses em 1971. A sua estadia em Montreal é relembrada principalmente pela sua rivalidade com Abdullah the Butcher. Rocha contra Butcher pelo Campeonato do Mundo encheu o Forum em Montreal com 16’557 expectadores no dia 29 de Novembro de 1971. A desforra trouxe 14’900 no dia 27 de Dezembro do mesmo ano.
Ele foi ainda uma maior estrela em Toronto onde foi cabeça de cartaz cinco vezes no Maple Leaf Garden em 1972 numa rivalidade com The Sheik, conseguindo esgotar a sala por três vezes, mais do que qualquer outro adversário do Sheik na altura onde ele era a estrela principal do território. Este periodo foi o tempo com mais sucesso na história da Maple Leaf Wrestling.
Rocha chegou a Toronto no final do ano 1971 e era anunciado como sendo o campeão de Portugal numa era onde ser um campeão nacional na Europa ainda tinha muito significado.
Esteve invicto com vitórias “explosivas” contra a maior parte dos luradores de menor nome, o mais conhecido sendo o George “Man Mountain” Cannon. Isto levou a a um combate contra o Sheik dia 6 de Fevreiro 1972 que acabou em dupla contagem for a do ringue em 2:22 e esgotou a sala com 18’000 fãs. The Sheik tinha conseguido consistentemente muito bom negócio na cidade onde os espetáculos decorriam dois Domingos por mês desde 1969. Mas esta foi só a terceira vez onde ele esgotou uma sala naquele periodo.
The Sheik venceu Rocha em 4:10 na desforra duas semanas depois, esgotando a sala mais uma vez com 18’000 fãs. Em vez de ser o fim da rivalidade como normalmente seria, por causa do sucesso da rivalidade decidiu-se prolongar esta durante mais três datas.
The Sheik nunca trouxe menos de 8’000 fãs num periodo de seis anos. Provavelmente a série de melhores negócios feitos por um lutador num mercado desses onde os eventos decorriam a cada duas semanas. Mesmo com este sucesso, só conseguiu esgotar o Maple Leaf Garden sete vezes nos anos 70, três com o Rocha, duas vezes em 1971 com Tiger Jeet Singh e uma vez com ambos Pampero Firpo em 1972 e Andre the Giant em 1973.
Com as suas “casas cheias”, Rocha teve resultadoes melhores do que literalemente todas as maiores estrelas da altura. O periodo de sucesso de The Sheik incluiu combates com lendas como Lou Thesz, Whipper Billy Watson, Gene Kiniski, Bruno Sammartino, Edouard Carpentier, Bobo Brazil, Lord Layton, Seiji Sakaguchi, Bull Curry, Haystacks Calhoun, Bulldog Brower, Dory Funk Jr., Angelo Mosca, Johnny Valentine, Johnny Powers, Chief Jay Strongbow, Bearcat Wright, Killer Kowalski, Abdullah the Butcher, Jack Brisco, Ernie Ladd, Mighty Igor, Tex McKenzie e muitos outros.
Os fãs da área lembram-se melhor da rivalidade entre Sheik e Brazil por causa do número de vezes onde eles se encontraram, sempre com muito sucesso na bilheteira. Em termos de fama é a rivalidade maior daquela geração. Também temos a rivalidade entre Watson e Kiniski numa série de combates que era apresentada como a batalha entre o héroi mais amado do Canada e o maior vilão da geração anterior. Mas em termos financeiros, Sheik contra Rocha está provavelmente à frente de rivalidades como Ric Flair contra Harley Race, equivalente a Hulk Hogan contra Randy Savage e atrás só de Hogan contra Paul Orndorff em toda a história do wrestling em Toronto.
Essa era a altura onde o Sheik estava numa serie de combates em Toronto dos quais saía sempre invicto. O resultado era sempre uma dupla desqualificação, uma dupla contagem for a do ringue ou uma vitória do Sheik. The Sheik não fazia empates de uma hora como era comum na altura (na realidade fez um com Bobo Brazil em 1973 e não foi bonito de se ver). Quase todos os combates eram intensos, violentos e curtos. O Sheik raramente fazia combates maiores de 6 minutos e muitos dos seus combates principais (main events) duravam menos de 3 com um formato muito simples onde Sheik usava um lápis para fazer sangrar o seu adversário que depois revertia para fazer o mesmo a ele. O combate acabava muito rapidamente depois disto.
A série de invencibilidade do Sheik durou de 1969 a 1974 em 127 combates. Terminou quando perdeu por desqualificação contra o André The Giant dia 11 de Agosto de 1974.
As afluéncias tinham começado a descer no ínicio daquele ano depois de um combate dia 17 de Fevreiro de 1974 que atraíu mais de 15’000 pessoas. O combate foi um Texas Death Match (o que hoje chamariamos um Last Man Standing Match) onde André não conseguiu responder à contagem de 10 depois do Sheik lhe ter mandado uma bola de fogo para a cara. O combate só durou 3:32 e essa foi a única derrota de André com o nome de Andre the Giant (já tinha perdido quando tinha o nome de Jean Ferre) até aos combates contra Canek e Antonio Inoki nos anos 80. Esta derrota também foi escondida por muitas das revistas na altura para não estragar o mito que André era um lutador invicto.A crença é que quando nem o André conseguiu ganhar ao Sheik, os fãs desistiram da ideia de encher a sala para ver quem iria conseguir. Ou simplesemente cansaram-se desta história depois de cinco anos.
Sheik perdeu algumas vezes por desqualificação nos anos seguintes. Com uma vitória de Rocha em 1976 a ser a sua primeira derrota que não foi uma DQ. A primeira derrota do Sheik por assentamento de espadas (pinfall) foi dia 19 de Novembro de 1976 quando perdeu o campeonato dos Estados-Unidos para Thunderbolt Patterson.
Dia 16 de Abril de 1972, empatou mais uma vez com Rocha em 6:10 numa dupla contagem fora do ringue mas a audiencia desceu para 8’500 pessoas. O combate final entre eles foi no dia 30 de Avril num Portuguese Death Match (Last Man Standing Match), um formato de combate que foi apresentado como sendo um que Rocha nunca tinha perdido. Mas o Sheik saiu vencedor em 4:40, numa sala que contava com 11’000 pessoas nas bancadas. Rocha permaneceu no território até Agosto e nunca mais perdeu na cidade naquela altura.
Rocha era um herói cultural. Toronto tinha e ainda tem uma comunidade portuguesa muito grande. O hino nacional português tocava antes de todos os seus combates e os fãs levantavam-no nos seus ombros depois. As suas entrevistas eram sempre feitas em inglês e português.
Por causa do seu sucesso nos dois mercados (Toronto e Montreal), ele era considerado como uma das maiores estrelas no mundo do wrestling, na altura. O território de Montreal raramente era falado nas revistas por causa da barreira da língua (Montreal é uma das cidades francófonas do Canadá). Toronto, por causa do Sheik, dos seus combates cheios de sangue e das salas cheias que esses traziam, era um dos territórios mais falados. Rocha também trabalhou em Detroit, o território onde The Sheik era o promotor e sem ser a estrela principal, sempre foi um dos babyfaces (lutador com o papel de “bom da fita”) com mais sucesso.
Depois desapareceu e regressou à Europa. Sempre foi bastante estranho haver um lutador na faixa dos 40 que era um desconhecido na América do Norte (porque as revistas nunca falavam do circuito europeu e muitos dos fãs nem liam as revistas), aparecer de repente, “explodir” como cabeça de cartaz em dois dos maiores territórios de wrestling e depois, da mesma forma, desaparecer e nunca mais ser falado.
Regressou à América do Norte em 1976, trabalhando como cabeça de cartaz em Vancouver, Toronto e outras partes do Canadá. Terminou a carreira trabalhando em 1976-77 na WWWF (hoje WWE).
Mas o seu trabalho mais notável foi mais uma vez em Toronto contra The Sheik num regresso da rivalidade de há quarto anos atrás.
Regressou e venceu nomes como Ox Baker, Waldo Von Erich, Mighty John Quinn e Chris Colt para se preparar para um combate dia 27 de Setembro de 1976 contra o Sheik.
A dinámica era diferente nesta segunda série. O auge já tinha passado e a afluência nas salas era muito menor. O record de público na cidade neste ano foi 8’000 pessoas com uma media de 6’500. O Sheik já não era invicto mas era o campeão dos EUA. Agora podia perder por desqualificação e manter o título desta forma.
O sentimento geral era que o número de fãs tinha caído por causa dos anos de combates de menos de cinco minutos, então as coisas tiveram de mudar. Rocha venceu Sheik por DQ em 10:44 no primeiro combate pelo título e duas semanas depois ganhou-lhe por contagem for a do ringue em 16:24. Essa foi a derrota mais limpa que o Sheik sofreu desde que começou a sua série de combates invictos.
O Sheik usava a regra que diz que um título não pode mudar de mãos por contagem fora do ringue ou por desqualificação. Esta regra ainda não era aplicada na maior parte dos territórios Americanos na altura. A regra originou na WWWF como forma para o Bruno Sammartino de poder perder combates e voltar com desforras sem perder o Campeonato. Sheik ganhou o terceiro encontro dia 17 de Outubro, ganhando por contagem fora do ringue em 11:00. Rocha só perdeu uma vez por assentamento naquele periodo, dia 5 de Dezembro quando desafiou Terry Funk pelo campeonato mundial da NWA e perdeu em 10:17.
Rocha continuou a aparecer regularmente no Maple Leaf Garden até ao final do ano mas também regressou algumas vezes no verão do ano seguinte enquanto estava a trabalhar full-time na WWWF. Teve o seu ultimo combate com The Sheik foi em junho de 1977.
Trabalhou pela WWWF em 1976 e 1977 e era anunciado como sendo o Campeão português dos pesos pesados. Trabalhava principalmente em combates preliminares. Algumas vezes, em cidades mais pequenas competia no combate principal em lutas de equipa. Praticamente nunca perdia para não arruinar a imagem dele como campeão.Tinha na altura 50 anos e trabalhava a tempo completo. Só quando decidiu se reformar é que perdeu e mesmo assim, foi uma derrota por contagem fora do ringue contra Ken Patera num evento pequeno.
A sua única derrota em combates singulars foi contra o campeão da WWWF Superstar Billy Graham em Providence, RI, em frente a 7’500 fãs. Um grande público para aquela cidade. Nunca perdeu no Madison Square Garden (a sala principal da WWWF na altura) durante a sua carreira e reformou-se no verão de 1977.
submitted by SuperkidNP to lutalivre [link] [comments]


2020.01.09 01:33 BatataV Especificando a Emancipação

(esse é um texto falando mais a respeito da estratégia que eu criei e proponho para comunidades alcançarem a emancipação do estado, para ver o primeiro texto, veja esse link: emancipação cega)
Esse é um texto falando mais a respeito de uma estratégia proposta por mim para comunidades alcançarem uma emancipação da política eleitoral e buscarem uma maior autonomia, sem depender do estado, nem de prefeitos que buscam a exploração dos mesmos a quem ele pede votos em troca de quase -ou nenhuma- mudança.
Há um tempo eu escrevi um post na página Emaísmo falando sobre uma estratégia na qual eu bolei numa noite conversando com meu camarada de longa data Shäd.
Nós estávamos discutindo sobre algumas notícias de comunidades que fizeram o que chamamos de ação direta, que seria por exemplo, os moradores de um bairro colocarem asfalto na própria rua pois estavam cansados de receber as “sagradas" promessas dos prefeitos locais — isso é ação direta!
E nisso eu acabei pensando numa maneira de essas comunidades tentarem alcançar a autonomia de uma forma rápida, passando a resolverem questões e necessidades por si mesmos do que depender da espera das mesmas mudanças.
Pensadores anarquistas como Samuel Edward Konkin lll e Karl Hess, foram quem me inspiraram junto com exemplos práticos mostrados no dia-a-dia a criar a estratégia. Konkin com o agorismo e mercados subterrâneos para sufocar o estado através das trocas que não chegam ao alcance dele — melhor dito mercados negros e cinzas — e karl hess com a autogestão de bairros e anarquismo local sem adjetivos.
Já ficou bem claro de que: até mesmo sobre um governo ativo, as pessoas tem a tendência natural de se organizarem de forma totalmente espontânea para tratar das necessidades que em grande parte são criadas pelo estado e as corporações.
Quando o estado cria problemas sociais e econômicos que depois ele mesmo se diz quem vai resolver, muitas pessoas não querem ter que esperar ele para resolver isso. Se o estado decide criar leis que garantem o monopólio de grandes empresas para que elas continuem com o lucro a partir da falta de competição livre, e pequenos comerciantes que tentaram entrar no mercado para alguma concorrência e acabam entrando no prejuízo por causa disso, quem vai lhe vender uma solução é o estado, que vai tentar garantir algum tipo de bolsa empresário ou seguridade que irá servir mais como uma isca num anzol em vara de pesca do que uma “solução” de verdade.
Dito isso, quando problemas assim surgem na sociedade e a inevitável descrença das pessoas no estado as fazem ter alguma ação, eles praticam ação direta debaixo do queixo do estado, mesmo ele sendo o suposto “solucionador” de problemas que essas pessoas passam.
Nisso se criam iniciativas de forma totalmente espontânea a fim de beneficiar ambas as partes ou apenas quem está passando as necessidades. Se o estado “promete" que vai limpar as ruas de uma cidade que esteja cheia de lixo e isso não acontece, as pessoas se juntam e criam uma ação voluntária para limpar as ruas, ou catadores que antes eram individuais formam uma cooperativa para a mesma coisa, ou até como um caso que aconteceu nos estados unidos, um bairro pagava para moradores de rua limparem as ruas para os moradores.
Todas essas coisas feitas de forma espontânea, com a organicidade do ambiente local no qual eles vivem, e a partir das necessidades e dos problemas que todos juntos passam.
E ações como a de pagar pessoas que antes estavam desempregadas pelo próprio estado, e fornecer incentivos a elas como uma boa quantia de dinheiro equivalente ao trabalho de limpar as ruas de um bairro, são mais eficazes e trazem mais benefícios para ambas as partes (os moradores de rua e os que moram no bairro) do que seguridade social fornecida pelo próprio estado.
Com exemplos como esse, é mais fácil entender de forma mais específica como a emancipação cega funciona.
Ela tem o “cega” no nome, pois como a estratégia trata-se de pessoas fecharem os olhos pro estado — ignorar ele — é como se elas estivessem cegas diante de toda a farsa que o estado representa.
Os moradores, se todos concordassem, poderiam formar uma assembléia do bairro, onde iriam discutir as mudanças e os problemas da comunidade com cada um apontando seu ponto de vista e fazendo um sistema de votos.
Se os moradores forem mais individualistas, eles podem formar associações com pessoas próximas, como amigos, família etc. (Semelhante a uma união de egoístas de Max Stirner) para resolver os problemas das pessoas que fazem parte dessa associação familiar ou de amigos, se baseando nas relações desses associados. Da mesma forma não é excluída a possibilidade de eles funcionarem numa lógica de mercado, com cada um fornecendo serviços aos outros por um preço, nisso até se criando uma moeda local com bancos comunitários (ja citado no primeiro texto de emancipação cega) para ser usada nas comunidades ou bairros. Com isso se tem a estratégia agorista de mercados locais que não estão no radar do estado, fazendo assim um mercado liberto local com uma competição livre de fato, com a possibilidade de também — ainda dentro de uma ótica agorista — os moradores usarem recursos ou se apropriarem de instituições ou serviços do estado para beneficiar a eles mesmos.
Um exemplo dado pelo próprio SEK3 (Samuel Edward Konkin lll), são os que furam aquedutos para benefício próprio. Eles poderiam fazer isso para o próprio benefício ou para o benefício da comunidade, seria um passo de grande orgulho agorista, até o estado ficar tão sedento e até os dutos forem feitos a partir de iniciativa privada ou comunitária.
Se o bairro ou comunidade for um ambiente em que todos tenham uma maior intimidade com quem já mora ali, eles talvez nem precisariam de uma assembléia comunitária ou de associações familiares ou mercados, eles poderiam praticar a solidariedade baseada na intimidade dos próprios moradores. Se por exemplo, nessa mesma comunidade, Jonathan está com alguma necessidade, porém ja conhece metade ou todo o bairro, ele poderia pedir a ajuda de 2 ou 3 vizinhos para lhe ajudar com isso, algo feito de forma totalmente direta.
Emancipação cega é isso, é apenas algumas possibilidades que moradores possam praticar a partir do momento em que param de viver do conceito de estado e passam a viver a partir de seu próprio “eu" (ego), mas sendo de forma totalmente livre a prática criativa de outras alternativas rumo a uma maior autonomia. O ego é um ótimo incentivo para as pessoas resolverem seus próprios problemas sem depender de um estado ou governo, se o estado é eliminado, e a pessoa tenta ignorar as necessidades tentando manter neutralidade, hora ou outra essas mesmas necessidades podem tirar todo o conforto que ela apreciava da neutralidade, portanto, o próprio ego das pessoas diante das necessidades, é o incentivo para elas mesas quererem resolver os problemas e tratar das necessidades. A única coisa que é necessária para a prática da emancipação cega, é o voluntarismo, anarquismo se trata disso, todas as coisas que surgem de forma espontânea para resolver os problemas das pessoas para as pessoas, é voluntário, não imposto.
Há apenas um tipo de anarquista. Não dois. Apenas um. Um anarquista, o único tipo, conforme definido pela longa tradição e literatura da própria posição, é uma pessoa em oposição à autoridade imposta através do poder hierárquico do estado. A única expansão disto que me parece razoável é dizer que um anarquista se opõe a qualquer autoridade imposta. Um anarquista é um voluntarista.” -Karl Hess
Escrito por: VIctorie
(texto original em: https://medium.com/@baldedecapacete/especificando-a-emancipa%C3%A7%C3%A3o-971efd197c09 )
submitted by BatataV to AnarquismoBrasil [link] [comments]


2019.12.19 03:33 Sarieru2812 Sobre o Governo de Dom Pedro II

Encontrei este texto na aba comentarios de um video sobre a Monarquia, resolvi compartilhar...
Sou novo nesta Comunidade, será um prazer compartilhar conhecimento aqui com vcs...
Hino Nacional (VERDADEIRO): https://youtu.be/cELgENW81v4
Texto: (ESPERO QUE GOSTEM)

(1880) O Brasil teve a 4°Economia do mundo e o 9° maior imperio do mundo (1860-1889) a média do Crescimento Econômico foi de 8,81% ao ano (1880) Eram 14 impostos, atualmente são 92 impostos (1850-1889) a média da Inflação era de 1,08% ao ano (1880) O Brasil tinha a Segunda Maior e Melhor Marinha do mundo, superado apenas pela Inglaterra (1880) A Moeda Brasileira tinha o Mesmo Valor que o Dolar e a Libra Esterlina (1880) O Brasil foi o 1° da America Latina e o 2° do mundo a ter ensino Especial para Deficientes Auditivos e Visuais (1880) O Brasil foi o maior Construtor de Estradas de Ferro do mundo, com mais de 26 mil KM A Imprensa era Livre tanto para Pregar o ideal republicano quanto para mal do nosso Imperador. "Diplomatas europeus e outros Conservadores estranhavam a liberdade dos jornais Brasileiros" conta o Historiador José Murilo de Carvalho. "Schreiner, ministro da Áustria, afirmou que o Imperador era atacado pessoalmente na imprensa de modo 'causaria ao autor de tais artigos, em toda a Europa, até mesmo a Inglaterra, onde se tolera uma dose bastente forte de liberdade, um processo de Traição'." Mesmo diante desses ataques, Dom Pedro II se colocava contra a Imprensa. "A Imprensa se Combate com a Imprensa", dizia "Quanto as Opiniões Politicas, tenho duas, uma Impossivel, outra realizada. A Impossivel é a Republica de Platão. A realizada é o Sistema Representativo [Monarquia], É sobretudo como brasileiro que me agrada sobre essa última opinião, e eu peço aos Deuses (também creio nos Deuses) que afastem o Brasil do sistema Republicano, porque esse dia seria o do nascimento da mais insolente aristocracia que o sol jamais alumiou" MACHADO DE ASSIS ESCRITOR E FUNDADOR DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS .

----------------------------------

1- a média nacional do salário dos professores estaduais de Ensino Fundamental em (1880) era de R$8.950,00 em valores atualizados 2- Entre 1850 a 1890, o Rio de Janeiro era Conhecido na Europa como "A Cidade dos Pianos" devido ao enorme número de pianos em quase todos os ambientes Comerciais e Domésticos 3- O Bairro mais caro do Rio de Janeiro, o Leblon, era um quilombo que cultivava Camélias, Flor simbolo da Abolição, sendo sustentado pela Princesa Isabel 4- O Maestro e Compositor Carlos Gomes de "O Guarani" foi sustentado pelo Pedro II até atingir o grande sucesso mundial 5- Pedro II tinha o projeto de construção de um trem que ligasse diretamente a cidade do Rio de Janeiro a cidade de Niterói. O projeto em tramito até hoje nunca saiu do papel 6- Pedro II mandou acabar com a Guarda Chamada Dragões da Independência por achar desperdício ao dinheiro publico. Com a republica a guarda voltou a existir 7- Em 1887, Pedro II Recebeu Diplomas honorários de Botânica e Astronomia pela Universidade de Cambridge 8- Descostruindo Boatos, Dom Pedro II e o Barão/Visconde de Mauá eram amigos e planejavam juntos o futuro dos escravos Pós-Abolição. Infelismente com o golpe militar de 1889 os planos foram interrompidos 9- Oficialmente, a primeira grande favela do rio de janeiro, data de 1893, 4 anos e meio após a Proclamação da Republica e Cancelamento da ajuda aos ex cativos 10- Dom Pedro II tinha 1,91m de altura, quando a média de altura dos homens brasileiro era de 1,70m e mulheres 1,60m 11- Na Época do Golpe militar de 1889, Dom Pedro II tinha 90% da aprovação da população em geral. Por isso o golpe não teve a participação popular 12- José do Patrocínio organizou uma guarda especialmente para a proteção da Princesa Isabel, chamada "A Guarda Negra". Devido a abolição e até mesmo antes da lei do ventre livre, a princesa recebia diariamente ameaças contra sua vida e de seus filhos. As ameaças eram financiadas pelos grandes cafeicultores escravocratas 1- O Paço Leopoldina localiza-se onde atualmente é o Jardim Zoológico 2- O Terreno onde fica o Estádio do Maracanã pertencia ao Duque de Saxe, esposo da princesa Leopoldina 3- Santos Dumont almoçava 3 vezes por semana na casa da Princesa Isabel em Paris 4- A Ideia do Cristo na Montanha do Corcovado partiu da Princesa Isabel 5- a familia imperial não tinha escravos. Todos os negros eram alforriados e assalariados, em todos os móveis da familia. 6- Dom Pedro II tentou ao parlamento a Abolição da escravatura desde 1848. Uma luta contra os poderosos fazendeiros por 40 anos 7- Dom Pedro II Falava 23 Idiomas, sendo que 17 era Fluente 8- A primeira tradução do clássico árabe "Mil em uma noites" foi feita por Dom Pedro II, do Árabe Arcaico para o Português do Brasil 9- Dom Pedro II doava 50% de sua dotação anual para as instituições de caridade e incentivos para educação do ênfase nas Ciências e artes 10- D. Pedro Augusto Saxe-Coburgo era fã assumido de Chiquinha Gonzaga 11- Princesa Isabel recebia com bastante frequência amigos negros em seu palacio em Larangeiras para saraus e pequenas festas. Um verdadeiro escândalo para época 12- Na casa de veraneio de Petrópolis, Princesa Isabel ajudava a esconder escravos fugidos e arrecadava numerários para alforriá-los 13- Os Pequenos Filhos de Isabel Possuiam um Jornalzinho que Circulava Petrópolis, um jornal totalmente abolicionista 14- Dom Pedro II recebeu 14 mil votos na Filadélfia para a Eleição Presidencial, devido a sua popularidade, na época os eleitores podiam votar em qualquer pessoa nas eleições 15- Uma senhora milionária no Sul, incorfomada com a derrota na guerra civil americana, propôs a Dom Pedro II anexar o sul dos Estados Unidos ao Brasil, ele respondeu literalmente com dois "Never!" bem enfáticos 16- Pedro II fez um empréstimo pessoal há um banco europeu para comprar a fazenda que abrange hoje o Parque Nacional da Tijuca. Em uma Época que ninguém pensava na ecologia ou em desmatamento, Dom Pedro II mandou Reflorastar toda a grande fazenda de café com mata atlatica nativa 17- A Midia ridicularizava a figura de Dom Pedro II por usar roupas extremamentes simples, e o descanso no cuidado e manutenção dos palácios Quinta da Boa Vista e Petrópolis. Pedro II não admitia tirar dinheiro para tais futilidades. Alvo por charges quase diárias nos jornais, mantinha liberdade de expressão e nenhuma censura. 18- Thomas Edilson, Pasteur e Graham Bell fizeram teses em homenagens ao dom Pedro II 19- Dom Pedro II acreditava em Allan Kardec e Dr.Freud, confiando o tratamento do seu neto Pedro Augusto. Os resultados foram excelentes deixando Pedro Augusto nenhum surto por anos 20- Dom Pedro II andava pelas ruas de Paris em seu exilio sempre com um saco de veludo ao bolso com um pouco de areia da praia de Copacabana. Foi enterrado com ele ... ... Fontes: Biblioteca Nacional, IMS, Coleção Teresa Cristina, Diário de Dom Pedro II, Correspondência do acervo do Museu Imperial de Petrópolis, Biografias como As Barbas do Imperador, Imperador Cididão, Filho de uma Hansburgo, Chicl Xavier e Dom Pedro II, Cartaz da Imperatriz, Teatro de Sombras, Construção da Ordem, Dom Pedro II Ser ou não Ser, Acervo Museu Histórico Nacional, entre outros. Para mais informações do Movimento Monarquista do Brasil, visite a página no Facebook do Pró-Monarquico.
-----------------
Foi isso amigos, este é meu primeiro Post na Comunidade. Ave Império!!!
submitted by Sarieru2812 to Monarquia [link] [comments]


2019.10.14 05:37 CabritoRomero TRADICIONES DE MEXICO

Tradiciones y Costumbres de México Más Importantes
Las tradiciones y costumbres mexicanas han evolucionado a través del tiempo. La cultura de este país refleja la influencia de otras naciones que han intervenido durante el proceso de desarrollo de México, tales como España y los Estados Unidos.
Sin embargo, México aún conserva elementos de las culturas aborígenes que poblaron originalmente este territorio, lo que ha permitido que este país mantenga su integridad cultural y se diferencie de las demás naciones de América.
En este sentido, México tiene una historia muy rica, lo que hace de él un país lleno de atractivos. Para comenzar, tenemos las culturas olmeca, maya y azteca, que antaño ocuparon el territorio de Centroamérica, cuyas muestras arquitectónicas, las pirámides, son una marca de la cultura mexicana. Por otra parte, la nación mexicana fue colonia de España desde el siglo XVI hasta el siglo XIX, es por esto que muchos aspectos de la cultura española están presentes en el México de hoy en día.
1 – El día de los muertos
El día de los muertos se celebra el 1° y el 2° de noviembre de cada año. Esta festividad es, probablemente, una de las más relevantes a nivel nacional y una de las más reconocidas a nivel mundial. En esta celebración, se incorporan elementos de las creencias precolombinas, de las culturas mayas y aztecas, y de las creencias cristianas, incorporadas por los españoles durante la colonia. La celebración del día de los muertos data desde la época precolombina y tiene su origen en la celebración azteca en honor a la “dama de la muerte” y a los ancestros ya fallecidos. En nuestros días, esta dama de la muerte es conocida como Catrina.
La fiesta del día de los muertos se lleva a cabo en los cementerios de México, en donde las familias construyen altares en las lápidas, a la vez que ofrecen comida a sus fallecidos. Los elementos comunes de este día son el tequila, el chocolate, el pan de muerto y las flores amarillas y rojas.
2 – La Catrina
La Catrina es una imagen que representa a una calavera creada por el litógrafo José Guadalupe Posada en las primeras décadas del siglo XX. Originalmente fue nombrada “La Calavera Garbancera”, para hacer referencia a las personas que se avergonzaban de sus raíces aborígenes y que prefería adoptar las costumbres francesas. Posteriormente, en 1948, la calavera fue retomada por Diego Rivera, quien la pintó en el mural “Sueño de una tarde dominical en la Alameda Central”. Asimismo, Rivera le dio un nuevo nombre a esta figura: la Catrina, término que se refiere a las personas ricas.
Gracias a este mural, la Catrina se transformó en una imagen icónica de México. Actualmente, es símbolo del día de los muertos.
3 – Día de la revolución
El 20 de noviembre se celebra el día de la revolución. En esta fecha se conmemora el inicio de la revolución mexicana de 1910, la cual tuvo como resultado el derrocamiento del dictador José de la Cruz Porfirio Díaz Mori.
4 – Fiesta de Santa Cecilia
El 22 de noviembre se celebra el día de Santa Cecilia, la Santa Patrona de los Músicos. La fiesta más resaltante es la que se hace en la Ciudad de México, en la que mariachis y otros músicos del norte del país y del golfo se reúnen en Plaza Garibaldi para llevar a cabo un concierto al aire libre.
5 – Día de la virgen de Guadalupe
El día de la Virgen de Guadalupe es una celebración católica que festeja el encuentro entre un aborigen, Juan Diego, y la Virgen María. Esta advocación mariana es la Santa Patrona de México y se celebra el 12 de diciembre. Durante este día, los devotos hacen peregrinaje hacia la Basílica de Santa María de Guadalupe, en México D.F., para ver la imagen de la Virgen Morena.
6 – Las posadas
Desde el 16 de diciembre hasta Nochebuena, los niños de México participan en las procesiones de las posadas. Durante estos días, los jóvenes usan trajes semejantes a los que se habrían usado durante el nacimiento de Jesús y reviven la historia de María y José en busca de un hospedaje en el que María pueda dar a luz. Los niños van de posada en posada y en estas reciben velas e ilustraciones de María y José. Asimismo, van a casa de familiares y amigos y cantan canciones sobre Jesús y sus padres. Este proceso se repite hasta que lleguen a una posada que los reciba, en la cual se hace una pequeña fiesta con comida típica y fuegos artificiales.
7 – Nochebuena y Navidad
La Nochebuena tiene lugar el 24 de diciembre. Este es un día para celebrar en familia. Algunos grupos acuden a la Posada Final y después tienen la cena de noche buena. A medianoche, se lanzan fuegos artificiales, se suenan las campanas, se soplan pitos y se tocan tambores para anunciar el nacimiento de Jesús. Poco después de la medianoche, las familias acuden a la misa, popularmente conocida como la misa del gallo, para celebrar la llegada del niño Jesús. Posteriormente, regresan a sus casas y tienen la comida de Navidad. A diferencia de otras culturas, los niños no suelen recibir regalos el 25 de diciembre, sino que los reciben el 6 de enero, durante la epifanía.
8 – Día de los Santos Inocentes
El día de los Santos Inocentes se celebra el 28 diciembre y hace referencia al relato bíblico, según el cual el rey Herodes ordenó asesinar todos los bebés varones nacidos en Belén para así asesinar al Niño Jesús. En México y en los demás países latinoamericanos, se acostumbra hacer bromas a los amigos y familiares. En ocasiones, los medios de comunicación también se unen y publican noticias falsas y alarmantes.
9 – Año nuevo
Los mexicanos tienen una serie de rituales y costumbres con respecto al año nuevo. Entre estas costumbres destacan: – Esparcir lentejas en las puertas de las casas como símbolo de abundancia. – Poner una moneda en tu zapato en tu bolsillo para garantizar la prosperidad económica del año que va a comenzar. – Barrer hacia la calle, para sacar las experiencias negativas de la casa. – Comer doce uvas cuando comienza el conteo regresivo para recibir el año nuevo. Cada una de estas uvas representa un deseo. – Arrojar agua hacia afuera de la casa para ahuyentar las lágrimas, las preocupaciones y la negatividad. – Pararse sobre una silla si se desea mayor éxito en el trabajo.
10 – Epifanía
La epifanía se celebra el 6 de enero. En este día se conmemora la llegada de los Reyes Magos a Belén, por lo que constituye una fiesta cristiana. La costumbre es comer la rosca de Reyes, que es un pan de frutas horneado con una figura del niño Jesús en el centro
11 – Día de la Candelaria
El día de la Candelaria se celebra el 2 de febrero. En México, las familias se reúnen para llevar a la imagen del Niño Jesús a la iglesia con el objeto de que esta sea bendecida. Esta festividad se basa en la ley judía, según la cual los niños recién nacidos tenían que ser presentados en el templo 40 días después de su nacimiento.
Por otra parte, la costumbre es comer tamales durante esta fecha. Los tamales son proporcionados por la persona de la familia que haya recibido la figura del niño Jesús cuando se hubo picado la rosca de Reyes.
submitted by CabritoRomero to u/CabritoRomero [link] [comments]


2019.08.29 21:54 Pepe-Argento [Mega Thread] Origen de palabras y frases argentinas

Estimados rediturros, en base al post del usuario que hoy descubrió la etimología de Michi (gato), vengo a hacerles entrega del thread que se merecen aquellas personas curiosas.
Seguramente faltan varias palabras pero dejo las que fui recolectando. ----
A CADA CHANCHO LE TOCA SU SAN MARTÍN.
Alude al 11 de noviembre, día de San Martín de Tours, patrono de Buenos Aires, que se celebra comiendo lechón. Significa que a todos les llega en algún momento la compensación por sus buenos o malos actos.
A SEGURO SE LO LLEVARON PRESO.
Viene de Jaén, España, donde los delincuentes eran recluídos en el Castillo de Segura de la Sierra. Originalmente se decía `a (la prisión de) Segura se lo llevaron preso`, que advertía de no robar, para no terminar en Segura. Hoy significa que nadie está libre de alguna contingencia.
AL TUN TÚN.
Con la expresión `al tun tún`, los paremiólogos no se ponen de acuerdo: para unos deviene de `ad vultum tuum`, que en latín vulgar significa `al bulto`, y para otros, es una voz creada para sugerir una acción ejecutada de golpe. De cualquier forma, hoy `al tun tun` indica algo hecho sin análisis ni discriminación.
ANANÁ.
Es una fruta nativa de América del Sur, deliciosa, decorativa y habitualmente asociada con los climas tropicales. El vocablo ananá proviene de nana, que en guaraní significa perfumado. Y fueron los colonizadores portugueses quienes adaptaron esta voz original guaraní para acercarla al modo en que hoy la usamos en la Argentina. Otra de sus nominaciones, piña, se debe a Cristóbal Colón, quien al verla por primera vez (en 1493, en la isla de Guadalupe) pensó erróneamente que había encontrado un tipo de piñón de pino.
ATORRANTES.
Lo de `atorrantes` viene de principios del siglo pasado, cuando colocaron unos grandes caños de desagüe en la costanera, frente a la actual Casa de Gobierno, en lo que hoy es Puerto Madero. Éstos tenían la leyenda `A. Torrant et Cie.` (nombre del fabricante francés) bien grande a lo largo de cada segmento de caño, y estuvieron casi más de un año hasta que, por fin, los enterraron. Mientras tanto `se fueron a vivir a los caños` cuanto vago, linyera y sujetos de avería rondaban por la zona y así surgió este dicho. Cuando la gente se refería a las personas que vivían en esos caños, los llamaban "A-Torran-tes". Más adelante se llamó así a toda persona vaga o de mal comportamiento.
BACÁN.
Aunque casi ya no se emplea, podemos escuchar esta palabra en muchísimos tangos de comienzos del siglo XX. “Mina que de puro esquillo con otro bacán se fue”, dice la letra de Ivette, compuesta por Pascual Contursi. “Hoy sos toda una bacana, la vida te ríe y canta”, reza Mano a mano, el clásico de Celedonio Flores. Del genovés baccan (jefe de familia o patrón), el término alude a una persona adinerada, elegante, amante del buen vivir y acompañó un fenómeno social: el surgimiento de la clase media y la figura del hombre capaz de darse ciertos lujos y exhibirlos.
BANCAR.
Con frases como “Yo te banco” o “No te banco más”, bancar es uno de los verbos que más usamos los argentinos para expresar si aguantamos, toleramos o apoyamos a algo o alguien. El origen del término es bastante discutido. Algunas opiniones señalan que alude al banco en el que nos sentamos, en el sentido de que este soporta nuestro cuerpo. Sin embargo, otros argumentan que se trata de una expresión popularizada gracias a los juegos de azar. Es que “bancame” era la súplica que hacían los apostadores a los responsables de la banca en los casinos.
BARDO.
Esta voz comenzó a utilizarse en la década del 80 y se propagó rápidamente, incluso con su verbo derivado: bardear. Se aplica para indicar la ocurrencia de problemas, líos, desorden o embrollos. Para algunos es una especie de “lunfardo del lunfardo” porque se trata de una simplificación del término balurdo, otra locución coloquial que tomamos del italiano (balordo: necio o tonto). Así que están avisados: la próxima vez que digan que algo “es un bardo”, sepan que del otro lado del océano pueden interpretar que se refieren simplemente a una tontería.
BERRETÍN.
Una obsesión, un capricho, una esperanza acariciada sin fundamento racional… eso es un berretín. De origen genovés, donde beretín alude a una especie de gorro o sombrero, la creatividad popular nombró así a los deseos intensos que llevamos en la cabeza. El tango supo recoger esta palabra. Por ejemplo, Niño bien arranca: “Niño bien, pretencioso y engrupido, que tenés el berretín de figurar”. Esta voz, hoy casi en desuso, también llegó al cine. En 1933 se rodó Los tres berretines, la segunda película argentina de cine sonoro que narraba tres pasiones porteñas: fútbol, tango y cine.
BOLÓ.
Sin lugar a dudas, boludo es una de las palabras que identifican a los argentinos y que más transformó su sentido a lo largo de las últimas décadas. De ser agresiva e insultante, se convirtió en una expresión inocente y típica empleada para llamar la atención del otro. En la provincia de Córdoba evolucionó de tal modo que terminó teniendo una sonoridad totalmente diferente: boló. Y la frase “¿Qué hacé’ boló?” podría ser perfectamente el saludo entre dos cordobeses que se tienen la más alta estima.
BOLUDO [Mención especial].
Convertida en un verdadero clásico argentino, boludo (y sus derivados, boludez, boludeo, boludear) fue mutando su significado a través del tiempo.
En el siglo XIX, los gauchos peleaban contra un ejército de lo que en aquella época era una nación desarrolla como la española.
Luchaban contra hombres disciplinados en las mejores academias militares provistos de armas de fuego, artillería, corazas, caballería y el mejor acero toledano, mientras que los criollos (montoneros), de calzoncillo cribado y botas de potro con los dedos al aire, sólo tenían para oponerles pelotas, piedras grandes con un surco por donde ataban un tiento, bolas (las boleadoras) y facones, que algunos amarraban a una caña tacuara y hacían una lanza precaria. Pocos tenían armas de fuego: algún trabuco naranjero o arma larga desactualizada.
Entonces, ¿cuál era la técnica para oponerse a semejante maquinaria bélica como la que traían los realistas? Los gauchos se formaban en tres filas: la primera era la de los "pelotudos", que portaban las pelotas de piedras grandes amarradas con un tiento. La segunda era la de los "lanceros", con facón y tacuara, y, la tercera, la integraban los "boludos" con sus boleadoras o bolas. Cuando los españoles cargaban con su caballería, los pelotudos, haciendo gala de una admirable valentía, los esperaban a pie firme y les pegaban a los caballos en el pecho. De esta forma, rodaban y desmontaban al jinete y provocaban la caída de los que venían atrás. Los lanceros aprovechaban esta circunstancia y pinchaban a los caídos.
En 1890, un diputado de la Nación aludió a lo que hoy llamaríamos "perejiles", diciendo que "no había que ser pelotudo", en referencia a que no había que ir al frente y hacerse matar. En la actualidad, resemantizada, funciona como muletilla e implica un tono amistoso, de confianza. El alcance del término es tan grande que, en el VI Congreso de la Lengua Española, realizado en 2013, el escritor argentino Juan Gelman la eligió como la palabra que mejor nos representa.
BONDI.
A fines del siglo XIX, los pasajes de tranvía en Brasil llevaban escrita la palabra bond (bono en inglés). Por eso, las clases populares comenzaron a referirse al tranvía como bonde (en portugués la “e” suena como nuestra “i”). A partir de entonces, el recorrido del vocablo fue directo: la trajeron los italianos que llegaban desde Brasil y, cuando el tranvía dejó de funcionar en Buenos Aires, se convirtió en sinónimo popular de colectivo.
CAMBALACHE.
Es el título del emblemático tango escrito por Enrique Santos Discépolo en 1935. Pero, ¿sabés qué significa exactamente esta palabra? Originalmente deriva del verbo cambiar y en nuestro país se utilizó para nombrar a las antiguas tiendas de compraventa de objetos usados. Este es el sentido que se le da en el tango cuando dice: “Igual que en la vidriera irrespetuosa de los cambalaches se ha mezclao la vida, y herida por un sable sin remache, vi llorar la Biblia junto al calefón”. Por eso, el significado se transformó en sinónimo de desorden o mezcla confusa de objetos.
CANA.
Existen diferentes versiones para explicar cómo surgió este vocablo que en lunfardo significa unívocamente policía. Una dice que proviene de la abreviatura de canario, que se empleaba en España para designar a los delatores. Aunque la historia más extendida lo ubica en el idioma francés, del término canne, y alude al bastón que portaban los agentes del orden. Como sea, cana pasó a nombrar a la policía y, más tarde, se empleó como sinónimo de cárcel (“ir en cana”). Hoy también se utiliza la expresión “mandar en cana” para decir, con picardía, que dejamos a alguien en evidencia.
CANCHA.
Apasionados por el deporte, los argentinos repetimos frases que ya forman parte de nuestra genética. “El domingo vamos a la cancha” es una de ellas. Como es sabido, cancha es el espacio que se destina a eventos deportivos y, en ocasiones, a algunos espectáculos artísticos. Pero lo que pocos conocen es que esta palabra proviene del quechua, lengua originaria en la que kancha significa lugar plano. La acepción que en la actualidad le damos a esta expresión llegó con la práctica de la lidia de toros y pronto se expandió a todos los deportes.
CANILLITA.
El origen de esta palabra es literalmente literario. La voz se toma de Canillita, una pieza teatral escrita por Florencio Sánchez en los primeros años del siglo XX. El protagonista es un muchacho de 15 años que trabaja en la calle vendiendo periódicos para mantener a su familia. Como sus piernas son muy flaquitas y lleva unos pantalones que le quedaron cortos por los que asoman sus canillas, lo llaman Canillita. Desde 1947, el 7 de noviembre se celebra el Día del Canillita en homenaje a la muerte del gran escritor uruguayo, autor de otra obra emblemática M’hijo el dotor.
CATRASCA.
Puede que, a menudo, muchos de los que utilizan esta palabra para referirse socarronamente a las personas torpes o propensas a los pequeños accidentes no tengan cabal idea de su significado literal. Sucede que esta expresión se establece como síntesis de la frase “Cagada tras cagada”. En la Argentina, se hizo popular en 1977 a partir de la película El gordo catástrofe, protagonizada por Jorge Porcel, quien personificaba un hombre que vivía de accidente en accidente y al que todos llamaban Catrasca.
CHABÓN.
Desde el tango El firulete, de Rodolfo Taboada, que dice “Vos dejá nomás que algún chabón chamuye al cuete y sacudile tu firulete…”, hasta After chabón, el último disco de la banda de rock Sumo, esta voz del lunfardo se instaló en la cultura argentina como sinónimo de muchacho, tipo o pibe. El término deriva de chavó (del idioma caló, usado por el pueblo gitano), que significa joven, muchachuelo. De allí provienen, también, algunas variantes como chavo y chaval, empleadas en diferentes países de habla hispana.
CHAMAMÉ.
La palabra chamamé proviene del guaraní chaá-maì-mé (“estoy bajo la lluvia” o “bajo la sombra estoy”). Según Antonio Sepp, musicólogo jesuita, los nativos se reunían bajo un enorme árbol y, en forma de ronda, hablaban y cantaban ordenadamente a lo largo de la noche; respetaban así la sabiduría de los años, sin negarles un lugar a los más jóvenes. Muchas veces terminaban danzando y desplazándose como en un rito de adoración o gratitud. Es en esos espacios de encuentro donde se cree que nació el chamamé, esa marca de identidad musical de la Mesopotamia.
CHAMIGO.
La oralidad reunió che y amigo en un solo término para dar origen a una tercera palabra: chamigo. En este caso, el vocablo che proviene del guaraní, y no del mapuche ni del valenciano, donde tiene otros significados. En guaraní, che es el pronombre posesivo mi, y por eso chamigo quiere decir mi amigo o amigo mío. Esta voz se emplea en Chaco, Corrientes, Misiones y Entre Ríos, provincias donde la cultura guaranítica tiene mayor peso. “El chamigo es algo más que lo común de un amigo, es esa mano que estrecha con impulso repentino”, canta el chamamecero Antonio Tarragó Ros.
CHANGO.
En el noroeste se usa la palabra chango, o su diminutivo changuito, como sinónimo de niño o muchacho. El término deriva de una voz quechua que significa pequeño. Una zamba dice “Cántale, chango, a mi tierra, con todita tu alma, con toda tu voz, con tu tonadita bien catamarqueña; cántale, changuito, lo mismo que yo”. Nieto, Farías Gómez y Spasiuk son solo tres de los Changos que ha dado el folklore argentino y que llevan este vocablo como apodo, indisolublemente unido a su apellido.
CHANTA.
Se trata de la abreviatura de la voz genovesa ciantapuffi, que significa planta clavos; es decir, persona que no paga sus deudas o que no hace bien su trabajo. Pero en nuestro país, cuando le decimos chanta a alguien, nos referimos a que no es confiable o creíble, que es irresponsable o no se compromete. Aunque también se asocia a la picardía si se emplea para nombrar a aquel que finge y presume cualidades positivas. En otras palabras, un chanta sería un charlatán, un chamuyero. En cambio, “tirarse a chanta” es abandonar las obligaciones o, como se dice en la actualidad, “hacer la plancha”.
CHAUCHA Y PALITO.
Se estima que esta frase nació en nuestro campo y se la usa para referirse a algo de poco beneficio económico o ínfimo valor. El palito alude al de la yerba que flota en el mate mal cebado: aquello que no sirve, que está pero molesta. En el caso de chaucha refuerza el sentido: para el gaucho, básicamente carnívoro, la chaucha era un vegetal sin importancia, barato, del que prefería prescindir. Además, en tiempos de la colonia, chaucha se denominaba una moneda de poco valor. Como decir “poco y nada”, pero referido unívocamente al valor monetario.
CHE.
Es una de las palabras que más nos identifica en el mundo. Casi como una seña personal. La usamos para llamar la atención del otro, para quejarnos o simplemente como interjección. La historia más difundida sostiene que es una voz mapuche que significa gente. Sin embargo, otra teoría señala que proviene de Valencia (España), donde le dan usos similares a los nuestros. Ernesto Guevara, ya que de Che hablamos, debe su apodo a la recurrencia con que empleaba la muletilla en su discurso coloquial.
CHORIPÁN.
A mediados del siglo XIX, los gauchos que habitaban las zonas rurales del Río de la Plata dieron origen a una de las minutas que más caracteriza los domingos de los argentinos: el choripán. El término, que es un acrónimo de chorizo y pan, nació en los tradicionales asados gauchescos cuando comer una achura entre dos trozos de pan empezó a ser costumbre. Hoy, a esta denominación que ya es un símbolo identitario de nuestro vocabulario, se le acoplaron dos sándwiches más: vaciopán y morcipán.
COLIFA.
Colifa es un término muy popular que empleamos para expresar, con cierta ternura, que alguien está loco, piantado o rayado. Aunque el sentido común nos lleva a pensar que proviene del término colifato, los estudiosos explican que coli deriva del vocablo italiano coló (que significa, justamente, chiflado). A su vez, colo es loco al vesre ()al revés en lunfardo). Entonces, colifato, y su apócope colifa, aparecen como transformaciones de ese término original que en el habla de la calle sumó sílabas con fines únicamente creativos.
CROTO.
La expresión `Croto` se remonta a la década del `20, cuando el entonces Ministro de Obras Públicas y Transporte, Crotto, implementó una especie de certificado de pobreza y cuyo portador podía viajar gratis en los tranvías y trenes. Hoy en día se denomina con este nombre a toda persona mal vestida que con su apariencia denota su estado de indigencia.
CUARTETO.
En cualquier lugar del mundo se denomina cuarteto a un conjunto de cuatro integrantes, pero para los argentinos se trata, además, de un género musical con influencias de la tarantela y el pasodoble. Este ritmo tropical, que comenzó a bailarse en las zonas rurales de la provincia de Córdoba durante la década del 40 y se popularizó en todo el país en los 90, es una creación cien por ciento argentina. Sus dos exponentes más emblemáticos, Carlos “La Mona” Jiménez y Rodrigo Bueno, convirtieron a este género en una alegre y festiva marca de identidad.
DEL AÑO DEL ÑAUPA.
Se trata de una expresión muy antigua y, decirlo así, puede parecer redundante. Porque ñaupa es una voz quechua que significa viejo o antiguo. En general, se emplea para aludir a un acontecimiento que data de tiempo atrás. La creencia popular considera que Ñaupa fue una persona que tuvo una existencia asombrosamente prolongada. Muy utilizado en la década del 30, suele asociarse al lunfardo, en especial cuando se dice que un tango es “del año del ñaupa”. Su equivalente en España es “del tiempo de Maricastaña”. La versión moderna sería "del año del orto"
DESPIPLUME.
Muchas veces, los medios de comunicación masiva logran instalar expresiones en el habla cotidiana gracias a memorables personajes de ficción y, también, a los guiones de algunas publicidades. Es el caso de despiplume, una voz que nació en la década del 70 en un spot de la famosa marca de coñac Tres plumas protagonizado por Susana Giménez. A través de un juego de palabras, la idea fue asociar el término despiole al producto. Sin dudas, lo lograron, pues si bien hoy la expresión casi no se usa, cualquiera sabe qué queremos decir cuando afirmamos que “esto es un despiplume”.
DULCE DE LECHE.
“Más argentino que el dulce de leche”, dice la expresión popular. Sin embargo, son varios los países que se atribuyen su creación. Nuestra versión cuenta que esta delicia nacional nace de una casualidad. En 1829, Juan Manuel de Rosas esperaba a Juan Lavalle, su enemigo político, en una estancia. La criada hervía leche con azúcar para cebar el mate y olvidó la preparación por largo tiempo en el fuego. Aún así, Rosas quiso probar la sustancia espesa y amarronada que se había formado en la olla. Para sorpresa de la criada, le encantó y decidió bautizarla dulce criollo.
EN PAMPA Y LA VÍA.
Quedarse sin un peso, agotar los recursos, tener que vender la casa… Cualquiera de estas circunstancias puede expresarse con el mismo dicho: “Me quedé en Pampa y la vía”. ¿Alguna vez escuchaste de dónde viene este dicho? Tiene una ubicación geográfica muy precisa porque la calle La Pampa se cruza con la vía del tren muy cerca del hipódromo de Buenos Aires. Cuenta la leyenda que los jugadores que apostaban a los caballos, cuando tenían un día de mala racha y lo perdían todo, se iban del barrio en un ómnibus que salía del cruce de Pampa y la vía.
FIACA.
La historia de esta palabra –que todos asociamos a la pereza y desgano– se origina en el habla de los almaceneros de barrio procedentes de Italia. En genovés, fiacún alude al cansancio provocado por la falta de alimentación adecuada. Y fueron estos comerciantes quienes diseminaron el término que, con el uso coloquial, se transformó en fiaca. Como habrá sido que se instaló, que una de las famosas Aguafuertes porteñas de Roberto Arlt se refiere al tema: “No hay porteño, desde la Boca a Núñez, y desde Núñez a Corrales, que no haya dicho alguna vez: ‘Hoy estoy con fiaca”.
GAMBETA.
Proviene de gamba, que en italiano significa pierna, y es un término que usamos en diferentes contextos. Por ejemplo, “hacer la gamba” es ayudar a otra persona. Claro que, si las cosas no salen bien, decimos que lo que hicimos fue “meter la gamba”. Puntualmente, gambeta refiere a un movimiento de danza que consiste en cruzar las piernas en el aire. Pero en el Río de la Plata funciona como metáfora de otro arte, el fútbol: porque en el campo de juego, gambeta es el movimiento que hace el jugador para evitar que el contrario le arrebate la pelota. Por eso, en el uso cotidiano, cuando sorteamos obstáculos decimos que gambeteamos.
GAUCHADA.
En nuestro lenguaje cotidiano, hacer una gauchada es ayudar a alguien sin esperar nada a cambio. La gauchada era una actitud típica de los gauchos, un gesto completo de solidaridad. Es que estos hombres cumplieron un rol clave en la guerra de la Independencia por su valentía, habilidad para cabalgar y gran conocimiento del territorio. Por el contrario, hacer una guachada es cometer una traición, aunque detrás de esta expresión haya un sentido más trágico que desleal. Y es que guacho refiere a la cría animal que perdió a su madre, y por extensión, a los niños huérfanos.
GIL.
A la hora de dirigirse a alguien en forma peyorativa, gil es una de las expresiones preferidas por los argentinos. Asociada a la ingenuidad o a la falta de experiencia, algunos sostienen que proviene de perejil, otra voz coloquial que en una de sus acepciones puede emplearse con un significado parecido, puesto que hasta hace unos años era una hortaliza tan barata que los verduleros directamente la regalaban. Sin embargo, gil proviene del caló, una antigua lengua gitana en la que gilí quiere decir inexperto.
GUACHO.
En el campo se denomina como guacho al ternero que queda huérfano.
GUARANGO.
Es lamentable, pero algunas palabras que usamos cotidianamente provienen de situaciones históricas de discriminación y exclusión. Es el caso de guarango, que si bien en la actualidad se emplea como sinónimo de grosero, maleducado o malhablado, fue instalada por los españoles de la conquista como referencia despectiva y racista hacia los nativos que hablaban en guaraní. Decirle guarango a la persona que emplea un vocabulario soez es ofensivo pero no por la adjetivación que pretende, sino porque su origen alude a una descalificación arbitraria.
GUASO.
La frecuencia con que se emplea el término guaso en Córdoba lo convierte en un cordobesismo. Pero ser guaso en esta provincia tiene por lo menos dos niveles. Cuando alude a un hombre: “El guaso estaba tomando algo en el bar”, la palabra solo sirve para definirlo como individuo masculino (en este caso, guaso funciona como sinónimo de tipo, chabón, etc.). Pero también se emplea para hacer referencia a alguien grosero o de poca educación: “No seai guaso vo’”. Y es tal la dinámica del vocablo que permite hiperbolizarlo, de manera que algo guaso pueda crecer hasta ser guasaso.
GUITA.
En lunfardo, el dinero tiene infinidad de sinónimos: mango, viyuya, morlaco, vento, mosca, tarasca. También existe un lenguaje propio para hablar de su valor: luca es mil, gamba es cien y palo es millón. Sin embargo, el origen del término guita es difícil de rastrear. Una de las versiones más difundidas sostiene que proviene del alemán, específicamente del germano antiguo, de la voz witta, usada para denominar algo fundamental sin lo cual no se puede vivir. A su vez, witta también proviene del latín vita que significa vida.
GURÍ.
¿Alguna vez te dijeron gurí o gurisa? Seguramente fue cuando todavía eras un chico. Porque el término proviene de la voz guaraní ngiri y significa muchacho, niño. Es una palabra que podemos escuchar en Corrientes, Misiones y Entre Ríos, y por supuesto también en la República Oriental del Uruguay. “¡Tu recuerdo ya no es una postal, Posadas! Ni tu yerbatal, ni tu tierra colorada. Con un sapukay siento que tu voz me llama porque tengo en mí, alma de gurí”, dice la letra del chamamé Alma de gurí.
HUMITA.
La humita es mucho más que un gusto de empanada. Pero son pocos los que saben que la palabra proviene de la voz quechua jumint’a, un alimento que preparaban los antiguos pueblos indígenas del continente (incas, mayas y aztecas). Hecho a base de choclo triturado, la preparación incorpora cebolla, tomate y ají molido, se sirve envuelto en las mismas hojas de la planta del maíz. Este delicioso y nutritivo plato es típico de Chile, Bolivia, Ecuador, Perú y el norte argentino.
IRSE AL HUMO.
“Se me vino al humo” es una imagen cotidiana en el habla de los argentinos. El dicho alude al modo en que los indígenas convocaban a los malones y figura en el Martín Fierro, de José Hernández: “Su señal es un humito que se eleva muy arriba / De todas partes se vienen / a engrosar la comitiva”. Pero también la registra Lucio V. Mansilla en Una excursión a los indios Ranqueles: “El fuego y el humo traicionan al hombre de las pampas”, escribe dando a entender que una fogata mal apagada o la pólvora que quemaban los fusiles bastaban para que lanzas y boleadoras acudiesen a la humareda.
LABURAR.
Laburar surge naturalmente del verbo lavorare (trabajar en italiano), que a su vez deriva de labor en latín, cuyo significado es fatiga, esfuerzo. La connotación negativa se encuentra también en los orígenes del término en español ya que trabajar proviene del vocablo latín tripalium, traducido como tres palos: un instrumento de castigo físico que se usaba contra los esclavos. De modo que si bien el laburo dignifica y es salud; el origen de su locución nos remonta a situaciones que poco tienen que ver con esos significados.
MATE.
La propuesta es natural en cualquier parte: “¿Y si nos tomamos unos mates?”. Esta infusión, la más amada por los argentinos, toma su nombre, como muchas otras palabras, de la lengua quechua. Porque mati es la voz que empleaban los pueblos originarios para referirse a cualquier utensilio para beber. Y es que mate tiene la particularidad de aludir al contenido, pero también al continente. Un término que para los rioplatenses significa mucho más que una bebida. Porque la mateada es un ritual, un espacio de encuentro y celebración.
MORFAR.
Proviene de la palabra italiana morfa que significa boca. Con el tiempo y el uso, la expresión adquirió nuevos sentidos: padecer, sobrellevar, sufrir: “Me morfé cuatro horas de cola”. En el ámbito del deporte, especialmente en el terreno futbolístico, suele emplearse el giro “morfarse la pelota”, algo así como jugar solo sin pasar el balón a los otros jugadores. Pero tan instalado estaba el término en la década del 30, que el historietista Guillermo Divito creó un personaje para la revista Rico Tipo que se llamaba Pochita Morfoni, una señora a la que le gustaba mucho comer.
MOSCATO.
Quizás los más jóvenes asocian el término a la famosa canción de Memphis La Blusera, Moscato, pizza y fainá. Sin embargo, el tradicional vino dulce, llamado así porque está hecho con uva moscatel, perdura más allá del blues local y sigue siendo un clásico de los bodegones y pizzerías de todo el país. El hábito llegó con los inmigrantes italianos a fines del siglo XIX, pero la costumbre de servirlo cuando se come una buena porción de muzzarella es propia de nuestro país y comenzó a establecerse allá por 1930.
NO QUIERE MÁS LOLA.
Lola era el nombre de una galleta sin aditivos que a principios del siglo XX integraba la dieta de hospital. Por eso, cuando alguien moría, se decía: `Este no quiere más Lola`. Y, desde entonces, se aplica a quien no quiere seguir intentando lo imposible.
ÑANDÚ.
De norte a sur y hasta la provincia de Río Negro, el ñandú es una de las aves que más se destaca en los paisajes de la Argentina. Este fabuloso animal de gran porte, que puede llegar a medir hasta 1,80 m de altura, toma su nombre de la lengua guaraní, en la que ñandú significa araña. La explicación alude a las semejanzas entre los elementos de la naturaleza. Los pueblos originarios veían un notorio parecido entre el plumaje del avestruz americano -y las figuras que se forman en él- y los arácnidos que habitan las regiones subtropicales.
NI EN PEDO.
Para ser tajantes, a veces decimos que no haremos algo "Ni en pedo", "Ni mamado", o “Ni ebrios ni dormidos”. Algunos sostienen que la expresión nació cuando Manuel Belgrano encontró a un centinela borracho y dormido. Enseguida, habría establecido una norma por la que “ningún vigía podía estar ebrio o dormido en su puesto”. Otra versión dice que, tras el triunfo en Suipacha, alguien alcoholizado propuso un brindis “por el primer Rey y Emperador de América, Don Cornelio Saavedra”. Mariano Moreno se enteró y lo desterró diciendo que nadie “ni ebrio ni dormido debe tener expresiones contra la libertad de su país”.
NO QUIERE MÁS LOLA.
Cuando no queremos más complicaciones, nos cansamos de participar en algo, o necesitamos cesar alguna actividad, decimos: “No quiero más lola”. En la Buenos Aires de 1930 se fabricaban las galletitas Lola. Elaboradas con ingredientes saludables, eran indicadas en las dietas de los hospitales. En ese contexto, cuando un enfermo podía empezar a ingerir otro tipo de alimentos, se decía que “No quería más lola”. Otro uso, más oscuro: cuando fallecía un paciente internado, obviamente, dejaba de comer. De ahí el dicho popular: “Este no quiere más lola”.
PANDITO.
Los mendocinos emplean muchos términos propios que pueden escucharse en su territorio y también, debido a la cercanía, en Chile (y viceversa). Una de las voces más representativas de este intercambio lingüístico es guón, apócope del huevón chileno. Existen algunas otras, pero menos conocidas. Por ejemplo, pandito. ¿Pero qué significa? Proviene de pando y quiere decir llano o poco profundo. “Me quedo en lo pandito de la pileta” o “Donde topa lo pandito”, que alude a donde termina el llano y comienza la montaña.
PAPUSA.
El lunfardo, la creatividad de la calle y el tango se ocupan de piropear y resaltar la belleza de la mujer. Quizá, una de las palabras que mejor lo hace sea papusa, empleada para referirse a una chica bonita, atractiva o espléndida. Este término, que también funciona como sinónimo de papirusa, se puede encontrar en clásicos del tango rioplatense como El ciruja, de Alfredo Marino, o ¡Che, papusa, oí!, de Enrique Cadícamo, que inmortalizó los versos “Che papusa, oí los acordes melodiosos que modula el bandoneón”.
PATOVICA.
Llamamos patovicas a quienes se ocupan de la seguridad de los locales bailables. Pero esta expresión nació lejos de las discotecas y cerca de los corrales avícolas. Allá por 1900, Víctor Casterán fundó en Ingeniero Maschwitz un criadero de patos y lo llamó Viccas, como las primeras letras de su nombre y su apellido. Alimentados con leche y cereales, los patos Viccas eran fornidos y sin grasa. La semejanza entre estos animales y los musculosos de los gimnasios surgió enseguida. Que los hercúleos custodios de los boliches terminaran cargando con ese mote, fue cuestión de sentarse a esperar.
PIBE.
Los rioplatenses suelen utilizar la expresión pibe como sinónimo de niño o joven. Existen diferentes versiones sobre su origen. La más difundida señala que proviene del italiano, algunos creen que del lombardo pivello (aprendiz, novato) y otros que se tomó del vocablo genovés pive (muchacho de los mandados). Pero la explicación española aporta el toque de humor. La palabra pibe, del catalán pevet (pebete), denominaba una suerte de sahumerio que gracias a la ironía popular y la subversión del sentido pasó a nombrar a los adolescentes, propensos a los olores fuertes.
PIPÍ CUCÚ.
Este argentinismo se usa para decir que algo es espléndido o sofisticado. La divertida leyenda cuenta que se popularizó en la década del 70 cuando Carlos Monzón llegó a París para pelear con el francés Jean-Claude Bouttier. Antes del combate, el argentino recibió la llave de la ciudad y, al tomar el micrófono para agradecer el honor, se dispuso a repetir el discurso que había ensayado largamente. La carcajada de la platea se desató cuando Monzón, en lugar de decir “merci beaucoup” (muchas gracias en francés) tal como lo había practicado, expresó algo nervioso: “pipí cucú”.
PIRARSE.
Pirarse es piantarse. Es decir, “irse, tomarse el buque”. Y literalmente así nace este verbo. El piróscafo era un barco a vapor que, en los primeros años del siglo XX, constituía la forma más rápida de viajar de un continente al otro. Por eso, la expresión “tomarse el piro” empezó a usarse para decir que alguien se marchaba de un lugar de manera apresurada. Sin embargo, el tiempo le otorgó otro significado: el que se iba, podía hacerlo alejándose de la realidad: “Está pirado”, “No le digas así que se pira”. Entonces, pirarse pasó a ser sinónimo de enloquecer.
PONCHO.
El poncho es una prenda sudamericana típica por definición que forma parte de la tradición criolla. Por simpleza, comodidad y capacidad de abrigo, es utilizado hasta el día de hoy en la Argentina, Chile, Ecuador y Bolivia. El origen de la palabra que lo denomina tiene muchísimas variantes, pero una de las más difundidas explica que proviene del quechua, punchu, con el mismo significado. Otra versión la relaciona con punchaw (día en quechua), como una analogía entre el amanecer de un nuevo día y la acción de emerger la cabeza a través del tajo del poncho.
PORORÓ.
Si algo destaca al maíz y a sus distintas preparaciones en todo el mundo, especialmente en Latinoamérica, es la gran cantidad de voces que lo nombran. Lo que en Buenos Aires se conoce como pochoclo y en otros países son rosetas de maíz; en Misiones, Corrientes, Entre Ríos, Chaco, Formosa y Santa Fe se le llama pororó. Esta palabra encuentra su origen en el guaraní. Es que los nativos le decían pororó a todo aquello que generaba un sonido estruendoso y, como es sabido, la preparación de este alimento, provoca la idea de pequeñas explosiones.
TANGO.
El tango es uno de nuestros géneros musicales y de danza más tradicionales. Sin embargo, la etimología de su nombre es objeto de fuertes controversias. Hay quienes dicen que el término proviene de tangomao, un africanismo con el que se definía a los traficantes de esclavos en la época colonial. De este modo, en América se llamó tango a los sitios donde se reunían los africanos para bailar y cantar. Otra teoría señala que el mismo vocablo entró en la segunda mitad del siglo XIX, desde Cuba y Andalucía, para denominar un género musical que en el Río de la Plata adquirió su propia idiosincrasia.
TENER LA VACA ATADA.
“Vos tenés la vaca atada”, le decimos a quien disfruta de un garantizado bienestar económico. El dicho nace en el siglo XIX, cuando en la Argentina se impuso el modelo agroexportador y muchos estancieros se enriquecieron gracias a la vasta cantidad de hectáreas que podían explotar. En aquellos tiempos, era común que los nuevos ricos viajaran a Europa con sus familias. Era costumbre que también llevaran a su personal de servicio y una vaca para obtener la leche para sus hijos durante el viaje. El animal tenía que viajar sujeto en un rincón de la bodega del barco. Esa es la famosa vaca atada.
TILINGO.
Hay palabras que, como si se tratara de una moda, aparecen y desaparecen del uso cotidiano según el contexto histórico. Es el caso de tilingo, la expresión popularizada por Arturo Jauretche, quien la instaló en el habla de los argentinos como un adjetivo para calificar a las personas que se preocupan por cosas insignificantes y ambicionan pertenecer a una clase social más alta. Además, este pensador emblemático del siglo XX actualizó el empleo de cipayo e introdujo los términos vendepatria y medio pelo.
TIRAR MANTECA AL TECHO.
Seguramente más de una vez le habrás dicho a alguien: “Dejá de tirar manteca al techo”. El giro busca expresar la idea de un gasto ostentoso e innecesario y su origen se ubica en la Buenos Aires de 1920. Por entonces, los jóvenes adinerados se divertían en los restaurantes de moda arrojando rulitos de manteca con el tenedor. Le apuntaban al techo y el objetivo era competir para ver quién era capaz de dejar pegados más trozos al cielo raso, o cuál de todos se mantenía adherido por más tiempo. Una práctica absurda de la que, afortunadamente, solo nos queda la expresión cotidiana.
TODO BICHO QUE CAMINA VA A PARAR AL ASADOR.
Tomado del Martín Fierro, el libro de José Hernández icono de la literatura gauchesca, este refrán se basa en la idea de que cualquier animal se presta para ser asado y comido. Sabido es que en la Argentina amamos los asados y todo el ritual que los envuelve. Pero, además, con el tiempo el dicho “Todo bicho que camina va a parar al asador” evolucionó sumando otros significados. Durante las décadas del 40 y 50, la frase fue utilizada también para hacer alusión a las cosas o personas cuyas acciones tienen un final previsible.
TRUCHO.
Desde hace algunas décadas es un término de uso ineludible en nuestro lenguaje cotidiano. Para los argentinos, las cosas falsas, tramposas o de mala calidad son truchas. Y dentro de esa categoría entran también las personas fraudulentas. Deriva de la palabra truchimán, muy común en el español antiguo y que refiere a personas sin escrúpulos. El empleo de trucho se hizo popular en 1986 cuando, a raíz de la crisis ecológica causada por algunas empresas en el río Paraná, el periodista Lalo Mir comentó en su programa radial que los funcionarios debían dar la trucha (cara) porque si no eran unos truchos.
VAGO.
Córdoba tiene su propia tonada, su propia forma de hablar y, claro, su modo particular para usar las palabras. En cualquier otra región, el término vago hace referencia a alguien perezoso, a un holgazán que nunca tiene ganas de hacer nada. Pero en esta provincia, vago puede ser cualquiera. Es que la palabra se utiliza para dirigirse a otra persona en forma totalmente desenfadada. Así, una frase como “El vago ese quiere trabajar todo el día” no encierra ninguna contradicción si es pronunciada dentro de los límites del territorio cordobés.
VIVA LA PEPA.
Contra lo que pudiese creerse, `viva la Pepa` no es el grito de alegría de un buscador de oro, sino el que usaban los liberales españoles en adhesión a la Constitución de Cádiz, promulgada el 19 de marzo de 1812, en la festividad de San José Obrero. Como a los José se los apoda Pepe, en vez de decir `viva la Constitución` -lo que conllevaba llegar a ser reprimidos- los liberales gritaban `viva la Pepa`. Hoy, en Argentina, su significado se ha desvirtuado y se parece a `piedra libre`.
YETA.
Significa mala suerte y se cree que deriva de las palabras napolitanas jettatura (mal de ojos) y jettatore (hombre maléfico que con su presencia produce daño a los demás). En 1904 se estrenó la obra ¡Jettatore!, de Gregorio de Laferrere, sobre un hombre con un aura funesta, y, desde entonces, los supersticiosos mantienen viva la palabra yeta. Por ejemplo, se emplea la expresión “¡Qué yeta!” en lugar de “¡Qué mala suerte!” ante una situación desafortunada. También se dice que alguien es yeta cuando se sospecha que trae mala suerte o que está enyetado cuando todo le sale mal.
ZAMBA.
No hay que confundir zamba, género folklórico argentino, con samba, música popular brasileña. Porque el simple cambio de una letra nos puede hacer viajar de una cultura a otra. La historia cuenta que durante la conquista española se denominaba zambo al hijo varón de un negro con una indígena. Por extensión, la música y la danza de esta comunidad pasó a llamarse zamba, ya que las coplas que se cantaban iban dirigidas a las mujeres. Esta danza proviene de la zamacueca peruana que, al llegar a la Argentina, incorporó el pañuelo como elemento característico.
submitted by Pepe-Argento to argentina [link] [comments]


2019.07.22 03:17 TYagami Domadores de Almas - Destino, Espiritualidade e Apocalipse

Não acho que o nome tenha te trazido até aqui, mas se você não segue nenhuma religião, mas tem uma crença, e ainda por cima tem contato com espíritos, acho que já podemos começar nossa conversa.
Primeiramente, muito prazer.Eu nem sei o que eu estou fazendo aqui pra começo de conversa porque jamais me imaginei fazendo isso...
Caí aqui no Reddit meio que de paraquedas. No meio de uma conversa com um amigo meu, ele me disse para vir aqui e criar um post contanto minha história porque querendo ou não, tem mais pessoas envolvidas e muitas delas já sabem também que foram escolhidas para um "algo maior". Mas... Ao invés de enrolar mais, vou explicar do começo.

Meu primeiro contato com algum espirito foi aos 3 anos de idade. Eu me lembro de ter visto uma mulher de pele clara, cabelo comprido preto e usava uma roupa branca, parecia uma camisola. Uma criança normal se assustaria, já eu... Por algum motivo eu decidi falar com ela.
- Quem é você? - Perguntei.
- Um alguém. Só um alguém. - Respondeu. - Quer ser meu amigo? Sorriu a moça.
- Tá. - Respondi.
No momento em que eu respondi, ela sumiu e eu apaguei.
Alguns anos se passaram e nunca mais tinha visto aquela moça. Pra mim, aquilo tinha sido apenas um sonho. Engano meu.
Não entrarei em detalhes sobre a moça no momento para não deixar a história muito extensa e principalmente pra mim não perder o foco do post. E antes que perguntem, sim, ela ainda está comigo.
Eu sempre fui uma criança bem extrovertida, de uma imaginação muito fértil e sempre amei desenhar. Então, por conta da criatividade, as coisas que eu via/ouvia/sentia que eu não podia contar pra ninguém, eu decidi começar a escrever uma história: Domadores de Almas. Não, não são pessoas que controlam almas... Na verdade, são espíritos que são mandados para a Terra (o carnal) para encontrar pessoas capazes de receberem certos poderes/habilidades e também para que até esses espíritos ficassem mais fortes, conseguindo liberar até mesmo 100% de seu poder total. O porque desses espíritos terem vindo até nós? Um mal ia nascer a partir dos 7 pecados e esse mal irá destruir os dois lados, por isso eles receberam essa missão.
História legal, né? kk
Só que parecia que algo ou alguém não queria que eu escrevesse essa história porque sempre que eu ia escrever o capitulo 4, algo acontecia. Se fosse no caderno: A folha rasgava por conta da borracha, a ponta do lápis quebrava, a caneta estourava... Se fosse no computador: O word travava, o pc travava e até a força chegava a cair!
Ainda não "acreditou", né? Tá bom.
Com 19 anos me batizei na igreja evangélica. Pois é. Sou evangélico. Mesmo com tudo o que sempre aconteceu na minha vida, decidi seguir a Cristo rs e não me arrependo. A história? Bom, estava parada. Nunca dava pra continuar, então deixei ela de canto. Mentira. Eu pensava que era algum bloqueio meu e tentava de novo, mas ai era desde o começo e com isso as mudanças e alterações vieram, coisas que deixaram a história mais real e um pouco mais pesada também.
Toda pessoa quando cria ou faz algo tem a vontade de mostrar para a família, né? Desde os 12 anos quando eu comecei a escrever essa história eu sempre quis mostrar ela pra minha mãe e pra minha irmã mais velha. Meu pai nunca ligou muito. Sabem o que elas falavam? "Que era do demônio". Gente, como é do demônio se eu nunca li, vi, estudei ou até mesmo procurei sobre algo do tipo? Mesmo vendo e ouvindo coisas, eu tinha medo! Não gostava! Mas não quer dizer que eu procurava. ME DESCULPA SE QUANDO PASSAVA DRAGON BALL Z EU GRITAVA "SATAN, SATAN" NA SALA COM A MÃO PRA CIMA, MAS ACREDITA EM MIM, EU NUNCA PESQUISEI! E MR. SATAN É O NOME DO TIOZINHO ALI!!
Lembram? Me converti, entrei pra igreja e fui conversar com meus pastores sobre o assunto. Resumindo? Apaguei a história e queimei todos os meus desenhos referentes a minha história. Todos que de acordo com o espirito santo tinham que ser queimados/destruídos.
Eu, minha mãe, minha irmã mais velha e meus pastores descemos para uma rua aqui perto de casa que é calma e levamos os desenhos (todos que achamos), uns tapetes e uma mesa de plastico branca que íamos jogar fora. Aproveitamos pra queimar tudo junto. Peguei uma folha, molhei com álcool Zulu na ponta, peguei o esqueiro e acendi. Tava lá, a chama azul, toda bonitinha e o papel ainda branco. Branco. Não queimava. O papel não queimava. Ok, álcool de cozinha é fraco. Vamos na ponta seca. ... ... ... ... É... Acho que o problema não era o Zulu. O papel não quer pegar fogo mesmo. Parti pro tapete. Fui e pensei: "Pelo menos os fiapinhos vão pegar fogo...". Nem os fiapos do tapete pegavam fogo. A chama azul lá parada e nada acontecia. Ninguém tava acreditando. Meus pastores pegaram o carro deles e levaram tudo para o monte onde lá pegou fogo sem exitar.
Quase entrei em depressão depois disso. Eu não desenhava mais. Não escrevia mais. Nunca fui fã de copiar desenhos, sem gostei de criar os meus. Aí, num certo dia eu tive um sonho. Era muito real pra ter sido só um sonho. Eu estava num campo. Um lugar lindo. Um céu limpo com poucas nuvens, uma brisa gostosa. Do meu lado direito tinha uma montanha que por ela descia uma cachoeira e do lado esquerdo era só campo. Na minha frente tinha alguém, mas eu não conseguia ver seu rosto. Era como se o Sol estivesse atrás dele impedindo com que eu visse sua face. Ele usava uma roupa branca com uns detalhes amarelos ou eram dourados. Ele me olhou, esticou a mão em minha direção e disse:
- Vem. Vamos conversar.
Sua voz era calma. Forte, mas passava tranquilidade. Por algum motivo eu não conseguia falar e então ele continuou.
- Sabe... Tem muita coisa que gostaria de falar, mas a principal é... Sabe o porque de não conseguir escrever a história do capitulo 4 em diante? O porque de tudo isso acontecer? - Perguntou e esperou. - Porque do capitulo 4 em diante você envolveria pessoas reais. Seus amigos, os que você colocou como personagem, todos eles passariam pelo mesmo que você passa e poderia ainda acontecer coisa pior por conta da história deles. Compreende agora? - Apenas assenti que sim. - Agora sobre seus desenhos, você pode dar continuar com eles, mas com um porem. Vamos usar o ser humano como exemplo. Um homem comete vários crimes em sua vida, mas num certo ponto ele decide mudar. Ele decide ser diferente. Se arrependeu de tudo o que fez e agora segue uma vida ajudando as pessoas, fazendo a diferença. Entendeu onde eu quis chegar? Mesma pessoa, mas com atitudes diferentes. Seus personagens, ainda pode fazê-los, mas eles não podem voltar a ser quem eram. Tudo bem?
Antes que eu pudesse pensar em responder, fui acordado.
Depois disso voltei a desenhar e comecei uma história nova, mas uma coisa começou a acontecer e eu estava com medo de contar pra alguém e ser taxado de louco. mais ainda
No dia 3 de Fevereiro de 2018, no primeiro final de semana de Carnaval, foi onde "tudo começou".
3 amigos meus estavam comigo aqui em casa. Íamos pro bloquinho tanto no Sabado quanto no Domingo, mas alguma coisa tinha acontecido que não fomos no Sabado e íamos no domingo. Eu então recebi uma mensagem de um amigo meu me chamando para ir na casa dele comer pizza e beber alguma coisa, disse que estava com uns amigos, ele disse que não se importava e fomos todos. Nos dividimos em "2 grupos". Eu, Ele e um amigo meu fomos comprar bebida. A mulher dele, e os meus dois outros amigos ficaram lá com ela. Do nada, no meio da caminhada, entramos no assunto espiritualidade. Assim que chegamos na casa dele, ele me olhou e pediu pra perguntar sobre o que eles estavam conversando e em que parte eles estavam. Quando perguntei, sim, eles estavam na mesma parte que a gente, e foi ai que o assunto "bombou" e ficamos conversando sobre isso o resto da noite. No meio da conversa, ele me olha e diz:
- Tá, vamos lá. A sua moça tá aqui na minha direita dando em cima da minha entidade, né? - Perguntou ele.
- Como você? Como é que você sabe? - Perguntei.
- Ele... Isso não tem graça! - Respondeu minha moça toda sem jeito.
- Agora... - Ele então continuou. - Aquele ali é seu outro, não é? - Perguntou apontando para frente.
- Espera. Ela eu entendo você saber porque as vezes eu não resisto as piadas dela e olho pra ela sem graça, mas ele? Eu nem olhei pra ele e você sabia que ele tava ali? - Perguntei. Eu não estava acreditando.
- Do que ele tá falando? - Perguntou um amigo meu.
- E que moça? - Perguntou uma amiga minha.
Foi nessa noite que meus amigos souberam dos meus amigos. E foi nessa noite que eu descobri também que não eram amigos imaginários e que tudo o que eu tinha vivido, era 100% real.
Contei pra ele dos meus desenhos, da história e de como tudo acabou e ele ficou nervoso. Muito nervoso.
- Porque você fez isso? Apagar sua história e queimar seus desenhos? Pra que? Se tinha algo te atrapalhando era só falar comigo que eu eliminava esse ser.
- Então... Eu não fiz porque 1°: Pensei que fosse Disney minha e 2°: Não sabia de você e muito menos de mim.
- Tá, mas de verdade? Eu tenho certeza que você foi destinado a escrever essa história e sabe o que eu acho? Que depois que você apagou a história, você tá vendo todas as cenas acontecendo de verdade na sua frente. Do mesmo jeito que você tá me vendo agora, você vê as cenas. Tô mentindo? - Sorriu ele.
Ali meu mundo caiu. Lembram ali em cima quando disse que algo começou a acontecer depois que eu parei com a história? Então. Foi isso. E eu não tinha contado isso pra ninguém. E eu não conversava com esse meu amigo mais.
Depois dessa noite muita coisa na minha vida mudou. Eu precisei incorporar meus dois amigos porque esse meu outro amigo queria conhecê-los porque precisava saber se iam me fazer mal ou não. Ele queria falar com eles e esse teria sido o único meio ali já que eu já tinha dado abertura para os dois. Depois disso, além de ganhar alguns "dons" acabei ficando sem asma e meu problema de coluna.
2 meses depois enquanto voltava para o escritório depois do almoço, tem um galho abaixado, muito caído no meu caminho e uma das suas folhas ia me acertar se eu empurrasse ela ou me abaixasse. Eu bati na folha e com isso o galho levantou, mas voltou depois pro lugar que tava. De repente...
-Ai... - Ouvi uma voz infantil vindo de trás de mim.
- Acho que batemos em alguém. - Respondeu um dos meus amigos.
Quando eu olho para trás, atrás daquela folha tinha alguma coisa. Eu parei, olhei, vi duas mãozinhas segurando a folha, ele estava escondido.
- Cês tão vendo isso também? - Perguntei e eles disseram que sim.
Fui devagar até a folha e quando estava chegando, vi uma cabecinha me olhando e assim que percebe que eu a percebi ela volta pra trás da folha.
- Tem alguém ai...? - Perguntei.
- Por favor não me bate de novo, eu não fiz nada, eu só tava aqui na minha folhinha.
- Calma, eu não vou te bater e me desculpa, foi sem querer. Eu não sabia que você estava aqui.
- Ah, tudo bem então. Sua energia é boa. - Sorriu ele saindo de trás da folha. - Só a do seu amigo aí que me assusta. A energia dele é pesada. Me dá medo.
- QUE COISINHA FOFA! - Ouvi minha amiga gritando saindo de dentro de mim e indo pra cima dele apertando suas bochechas.
Vou cortar o dialogo...
Depois de conversarmos um pouco, acabei chegando na história. A reação dele não foi uma das melhores...
- O QUÊ? VOCÊ É UM DOS ESCOLHIDOS? - Gritou o pequeno. tem 19 centímetros ele.
- Escolhidos? Do que?
- Do Apocalipse. Um dos que vão ficar aqui pra batalha.
- Isso é real? Porque assim... Quando eu era pequeno que eu tinha lido apocalipse e pedia nas minhas orações pra estar na Terra ao lado de Deus e tudo mais, eu não esperava que fosse real ou que fosse dar certo.
- Não importa como foi! Eu quero ficar com você. Vou te proteger. Você me aceitando como parceiro ou não, vou te proteger. Passei muito tempo nessa arvore esperando um motivo pra sair dela e finalmente achei. Vou com vocês.
Só que... Parece que alguém mais ouviu nossa conversa...
No dia seguinte eu acordei com um grito de uma criança de madrugada.
- O que aconteceu? - Perguntei. Eu sabia que não era um sonho, porque quando sou acordado por eles é diferente.
- Nossa conversa ontem... Ouviram.
- Como assim "ouviram", pirralho. Desembucha. - Disse meu amigo rosnando.
- Calma. Me explica isso melhor.
- Eu não sei o que aconteceu, mas deveria ter alguém seguindo vocês já e agora o mundo inteiro já tá sabendo de você e que "você tá montando um exercito pro apocalipse".
- Exercito? Eu só queria escrever uma história...
- Desculpa, a culpa foi minha da gente ter conversado na rua e eu nem lembrei de fazer uma barreira também.
- Agora já foi. - Rosnou meu amigo.
No dia seguinte, no meu grupo do WhatsApp grupo do tinder rs. Entrou um rapaz do DDD 81 que depois que viu minha apresentação no grupo me chamou no privado e depois simplesmente saiu do grupo. Conversei com ele e tudo mais e depois perguntei o motivo dele ter saído.
- Já te encontrei. Não preciso de mais nada no grupo. - Respondeu o rapaz.
- Eu tô falando pra você que esse viado é do babado, mas você não me escuta... - Disse minha amiga.
- Own, que fofo. - Respondi.
- Fica tranquilo que daqui, que mesmo longe eu vou estar te protegendo. - Continuou.
- Aaaah, se eu ganhasse 1 macho a cada palpite certo meu... - Debochou minha amiga.
- Posso fazer uma pergunta? Qual sua religião? - Perguntei.
- Não tenho uma religião. Acredito em Deus, mas também acredito em outras coisas.
Quando ele disse isso... Alem de confirmar que minha amiga estava certa, também comprovou que era alguém "como eu", que tem amizades assim com espíritos e tudo mais. A gente continuou conversando, ele acabou conversando com ela, mas por um mal entendido, ele sumiu. Ela disse pra ele que "Tinha que passar por ela e pelo meu outro amiguinho pra me ter"... Foi triste. Mas seguimos. Mas não acabou por aqui. Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Portugal... Gente de vários lugares por algum motivo conseguiam meu numero, não sei como, a gente conversava e dava no mesmo. Não a parte da minha amiga falando aquilo, mas era todo mundo do "meio".
No meio do ano, em Junho de 2018 se não me engano recebi uma ameaça aqui em casa. Cercaram a minha casa e me mandaram um "aviso"
- Pode avisar para todos esses seus amigos "Domadores" que o "exercito" de vocês não chega aos pés do nosso.
Ele tinha entrado aqui em casa com outras entidades, ameaçaram de destruir meus amigos e me mandou mandar esse recado para os meus amigos que estavam nesse grupo do WhatsApp sobre o assunto.
Depois disso fomos atrás de ajuda. Eu nem sabia que dava pra atacar alguém espiritualmente, ou melhor, eu nem acreditava que pelo espiritual poderiam ser feitas tantas coisas... Eu era recém-nascido no assunto praticamente. Não tive treinamento nenhum.
Uma amiga então me disse que tinha um grupo perto da casa dela que eram do meio. Pedi para ela falar com eles dizendo que precisávamos de ajuda e fui ao encontro deles. A diferença entre nós dois? Meu grupo e o deles? O que nós conhecemos por "Apocalipse" eles conhecem por "Ragnarok". Eles estavam dispostos a nos ajudar e chegaram até a nos propor uma "aliança" entre nosso grupo e a alcateia deles, mas... Sabem minha "amiga"? Não sei se é ela que tem as visões ou se graças a ela eu consigo ter elas, mas vimos que parte deles estariam no outro time e... Eu me apego fácil as pessoas.
- Sabe que se a visão for real, alguns deles morreram pelas nossas mãos, não é? Melhor nos afastarmos sem nenhuma inimizade pra caso venhamos a nos encontrar na rua do que algo pior venha a acontecer. Sei que vai doer mais em você do que em mim. Ou melhor, em nós. - Disse meu amigo. o que rosna
Eu concordei. Ele estava certo.
Depois disso, um amigo meu que é do "meu grupo" me disse:
- Cara, porque não vai no Reddit, cria um post contando tudo e vê se consegue encontrar mais pessoas? Tá, é uma faca de dois gumes porque pode ser que apareçam pessoas querendo nos ajudar, mas também podem aparecer pessoas que vão querer nos matar a qualquer custo! O que nós, não só nós sabemos, mas todos sabem... O tempo está próximo mesmo. Não acho que essas coisas aconteceriam a toa. Acho que custa tentar. - Disse esse meu amigo.
- O que vocês acham? - Perguntei para os meus amigos.
- Não podemos sujar nossas mãos de sangue agora, mas se tentarem machucar você, não exitarei em incorporar para te proteger. - Rosnou meu amigo.
- E se forem para nos ajudar, os ajudaremos também! Com tudo o que pudermos. Se for um boy gato eu ajudo mais ainda hihi - Brincou minha amiga.
- Antes disso eu tenho que voltar a escrever a história. Só ai vou confirmar mesmo que eu aceito meu destino. - Disse.
- Infelizmente nós dois já aceitamos o nosso. - Sorriu minha amiga dando um tapa no braço do meu outro amigo.
- Domadores até o fim?
- Uma vez domadores, sempre domadores. Não importa o que aconteça. - Sorriram.
Depois que decidi que ia fazer a história e seguir com isso, tive outro sonho, naquele mesmo lugar, com aquele mesmo homem. Dessa vez eu estava em pé.
- Tem certeza de que vai seguir em frente com isso? - Perguntou ele.
- Sim. Tenho. Se eu fui destinado a escrever essa história, a estar mesmo nessa luta, mesmo que eu vá ficar com muito medo quando chegar a hora, eu vou em frente. Sem falar que... E se essa história tiver informações que possam ajudar algumas pessoas ou avisá-las sobre o que está por vir. Se acontecer algo com elas e eu não tiver avisado, vai doer bem mais em mim do que nelas, porque eu tinha a informação, mas quis guardar elas pra poupar umas 10, então... Não compensa.
- Então está certo. Que assim seja.
E ai acordei.


E é por isso eu tô aqui. Não sei se vai aparecer o horário no post com a data tudo certinho, mas agora são 22:20 de um Domingo, dia 21/07/2019 e tá dando pra sentir uma pressão muito forte vindo do lado de fora da minha casa. Eu não ia escrever esse post hoje, nem sei até quando eu ia continuar enrolando pra escrever isso, mas... Por algum motivo... Peguei meu celular pra jogar Grand Chase e o Reddit abriu. Se eu entendi? Não entendi. E como eu sei que a vida dá dessas, então eu pensei: Porque não? Deve ser a hora.
Ps: Não adianta me chamar de louco, sei que sou. kk
Ps 2: Não vou revesar o post como eu sempre faço com qualquer texto meu que eu reviso sempre umas 3 vezes. Então, escrevi, postei. kk
submitted by TYagami to u/TYagami [link] [comments]


2019.06.13 12:29 kong-dao La mentira del reciclaje plástico

El plástico, material extremadamente difícil de degradar, tóxico, nocivo para la flora, fauna y humanos. En muchas ciudades del mundo hay cestos para separar los productos reciclables como el papel/cartón, vidrios y plásticos. Una vez que los ciudadanos cumplen con obediencia los "consejos" del gobierno (o debería decir las imposiciones?) separando los materiales ¿qué tan seguro estamos de que una vez llevada la basura en el camino se recicla?
En el siguiente link se podrán ver las compañías del todo el mundo que hacen reciclajes plásticos, ordenados por país, tipo de plástico que recicla y cantidad soportada (la mayoría está en blanco)

¿Cómo es el proceso de reciclaje plástico?
Debido a los diferentes pesos moleculares de sus largas cadenas de polímero, los plásticos poseen una baja entropía de mezclado. Por lo que cuando diferentes tipos de plástico se mezclan, tienden a separarse en capas por fases, como el aceite y el agua, de tal forma que los tipos de plásticos tienen que ser idénticos para mezclarse eficientemente. Las interfaces entre fases causan puntos estructurales débiles en el material que se obtiene, por lo que las mezclas de distintos polímeros poseen muy pocos usos. Otro problema al reciclar el plástico es el uso de tintes, rellenos y demás aditivos que están en los plásticos, son generalmente muy difíciles de eliminar sin dañar al plástico. Una última barrera es que muchos de los pequeños artículos de plástico comunes no están catalogados como tal, lo que dificulta su reciclado. Aquí dejo un interesante informe que se ha llevado a cabo en España (2016) También hay videos que explican de forma "superficial" el proceso.

¿Todos los países tienen plantas de reciclaje plástico?
La respuesta es NO ,incluso aquellos países que tienen plantas de reciclaje, una vez troceado, los ponen en contenedores de carga, los suben a un barco y los venden a Asia por Millones de dólares. Lamentablemente no hay muchas plantas de reciclaje estatales, por lo que el dinero siempre se mueve dentro de sectores privados, es decir, entre compañías, haciendo así de la basura un negocio altamente lucrativo.
Además de que el dinero siempre fluye dentro de aquellas entidades, el plástico, desde que se comenzó a utilizar de forma masificada en los mercados, solamente es reciclado menos del 10% a nivel mundial.
Según censos hechos por Earth Day y World Atlas son al menos 20 los países que hacen una mala administración de los plásticos, terminando en océanos o vertederos. ¿Se puede culpar a esos 20 países por comprar los residuos del mundo? No lo creo. Los responsables son las empresas que producen el plástico, haciendo que los países asiáticos tengan que reciclarlo para usarlos en materiales que luego exportarán, como carcasas de laptops, móviles, juguetes, ropa, etc, (ej. lo que diga made in China/Bangladesh/etc) El problema reside en que se produce más plástico del que se consume o del que se pueda legar a re-utilizar, pero para entender esto veamos un poco la historia del comercio plástico:
2009: Según New York Times Europa ya exportaba ilegalmente 7 toneladas de basura a países asiáticos y sudamericanos, con origen en uno de los puertos más grandes de Europa: Rotterdam
2010 : un periodista de Bloomber Shangai visitó Wen (China) para mostrar los efectos de la polución plástica en la región causando enfermedades sanguíneas, pulmonares y demás en la población. El costo estimado en exportación de plástico con origen en Estados Unidos, según Forbies, era de $940 Millones de dólares
2011: China importaba o compraba los desechos plásticos de Norte América que según The Guardian y otras ONG estaban valuados en $11.3 Billones de dólares anuales, que según New York Post, fueron $39 Billones a empresas privadas americanas.
2012: Según la Agencia Europea Medioambiental (EEA) en 2012, Europa no contaba con las infraestructuras suficientes para reciclar la basura que estaba produciendo por lo que tenía que enviar contenedores con más de 75 toneladas de basura (como hizo desde 2009) a países fuera de la región, situación que es avalada con documentos oficiales de la Comunidad Europea.
2013 China propuso "Operación Cerca Verde" (Operation Green Fence) una política para prohibir la importación de plásticos post-consumo sin lavar y otros contaminantes, aludiendo a los países exportadores de basura a que reciclen el material en sus propias regiones, reduciendo la importación a 8/9 toneladas con respecto a los años anteriores, y, que según Journal Science dió paso a países como Indonesia, Filipinas, Vietnam, Sri Lanka, Tailandia, Malaysia y Bangladesh, entre otros, a sumarse al negocio de comprar basura.
2015: China declaró que recibía de Europa casi 50 Millones de toneladas basura y 1.4 Millones de toneladas de EEUU
2016: China se convierte en el "basurero del mundo" recibiendo más de la mitad de todos los desechos plásticos, metálicos y de papel, invirtiendo $18 Billones de dólares en importaciones y que según informes de Huffington Post, $5.2 Billones eran de Estados Unidos. The Guardian por su parte informa que se vendieron más de 480 Billones de botellas plásticas de agua en todo el mundo, estimando que podría subir a 600 Billones para el 2021. Las estadísticas indican que solamente el 7% de las botellas usadas en bebidas han sido recicladas en nuevas botellas durante aquel año, desechando 13 Millones de toneladas al océano. En Inglaterra se estima que 38.5 Millones de botellas plásticas son usadas por día y 16 Millones de esas botellas van a parar al océano o vertederos tóxicos. Por otro lado, científicos de la Universidad Ghent en Bélgica, calcularon que las personas que consumen alimentos marinos, ingieren 11 Mil pequeños pedazos de plástico por año, una cantidad lo suficiente significativa para producir enfermedades genéticas y hereditarias.
2017: China implementa el nuevo proyecto "Operación Espada Nacional" (National Sword) prohibiendo la compra de productos reciclables, una política extensible hasta el 2020. Esta situación puso contra la pared a las empresas que más plástico producen, forzando a los gobiernos (protectores de aquellas compañías) a crear plantas de reciclajes locales o buscar nuevos compradores, situación que, según Wall Street Journal, llevó a un desplome de los valores de mercado en un 3% Para finales del 2017 se exportaban 7.3 Millones de toneladas por metro cuadrado, fecha en la que el 87% del plástico de Europa era enviado directamente a Hong Kong. El periódico The Economist resalta que la mayor exportación de desechos plásticos es de productos domésticos, como botellas de agua, lejía para vajilla, y lo que se pueda adquirir en un supermercado. The Guardian también publicó un detallado informe indicando que solamente el 14% del plástico mundial era reciclado; y al mismo tiempo National Geographic realizó otro informe indicando que el 91% no es reciclado. Un excelente informe de Huffington Post detalla cómo Canadá vende el 83% de su basura plástica a empresas privadas norteamericanas para enviarlas dentro de contenedores a las islas Filipinas. Según el periódico DW, Alemania, en 2017, estaba exportando el 95% de su basura plástica a India, Malasia e Indonesia. El periódico El Espectador, comenta que en este año el valor alcanzado en la exportación de basura mundial llegó a los $86 Millones de dólares. Acorde al portal científico The Conversation, muchos de los países que importaban sus desechos a China se saltaban directamente el proceso de tratamiento de residuos y reciclaje (por la facilidad de sacarla de sus países) España tampoco está exenta de las atrocidades, exportando en 2017, 115 toneladas de plástico, valuado en $35 Millones de euros
2018: NAT GEO redobla la apuesta tras otra investigación diciendo que menos del 5% es reciclado a nivel mundial. Sin embargo otras estadísticas señalan que es menos del 1%. Las cifras van en picada y el consumo de plástico en alza. El mismo año China avisa al mundo que dejará de comprar plásticos y otras 24 categorías de desechos incluyendo materiales textiles y papeles, situación que generó malestar en los países exportadores de basura, por ejemplo, Irlanda que envía el 95% de su basura plástica a China; otro informe de New York Times comenta que países como UK, Nueva Escocia envían el 80% de los productos reciclables a China, Science Advance realizó una detallada y minuciosa investigación que explica cómo China, desde 1993 a 2016, se encargo de convertirse en el "basural del mundo", explicando la cantidad de dinero ganado por tonelada de residuos plásticos, los países que importaban los mismos, rutas marítimas y muchos más, un informe que vale la pena leer. La BBC comenta que el Buró Internacional de Reciclaje (BIR), con sede en Bruselas, que representa a la industria global de reciclado, afirma que ya se están buscando nuevos mercados potenciales para estos materiales, que podrían incluir a Tailandia, Vietnam, Camboya, Malasia, India y Pakistán. La "solución" para Europa sigue estando en mandar sus porquerías lejos del territorio. La nueva medida de China forzó a países como España y México a reducir la exportación de plásticos en un 50%, sin embargo, el primer país, durante el primer cuarto de año re-destinó 1.100 tonleadas sus residuos a Tailandia, Vietnam y Camboya, haciendo caso a las normas del BIR. Tras las nuevas normativas de China, Malasia tomo la posta y pasó a ser líder del mercado inviertiendo $5 Billones de dólares en la compra de basura de forma ilegal, y, $116 Millones de forma legal. Reportes de Business Insider informan que tras las medidas de China, se bajó un 4% la exportación de plástico a nivel mundial (buena noticia) aunque no es lo suficiente para terminar con los altos niveles de toxicidad que producen las plantas de reciclaje, después de todo, el plástico, es un gran negocio.
2019: El presidente de Filipinas envía 106 contenedores con basura plástica originado en Canadá de vuelta al país emisor siguiendo el plan de China con respecto a la desintoxicación medioambiental desatando una batalla legal contra el presidente Trudeau

¿Cuáles son las empresa que más plástico producen?
Según Independent es que la empresa Coca-Cola produce 100 Billones de botellas de plástico cada año. Otras fuentes como ZME Sience dicen que Coca-Cola produce 110 Billones.
Acorde a Forbies y Huffington Post Coca-Cola produce 3 Millones de toneladas en plástico; Nestlé 1.7 Millones de toneladas; y, Unilever 610 Mil toneladas.
Según la CBC las empresas que producen más plástico son: Coca-Cola, Nestlé, Danone, Johnson and Johnson, H&M, Kellogg, L'Oreal, PepsiCo y Walmart.

Hay un dato extremadamente irónico en todo esto, en 2019, fueron 30 las empresas que crearon la Alianza para terminar con los Desechos Plásticos (The Alliance to End Plastic Waste) y que según las fuentes: Plastic Technology, Fast Company esas empresas son, al mismo tiempo, las mayores productoras de plástico.

¿Qué se puede hacer para reducir el consumo de plástico?

Estadísticas de la polución producida por el plástico:
Our World in data
Collective Responsibility
Statista
Statista 2
Naciones Unidas
Video: Océano Plátsico (Naciones Unidas) 2017

Documentales (inglés)
Exposing Australia recycling lies
submitted by kong-dao to DeepMinds [link] [comments]


2019.02.06 04:31 orpheu272 Odisseia p.4

A Odisseia p.3 me fez refletir muito e trouxe muitas sensações nostálgicas - boas e ruins.
Após os acontecimentos relatados anteriormente, muita coisa aconteceu. Eu contei tudo sobre a ida de meu pai e eu à casa de sua outra mulher. Minha mãe ficou em choque, mas, resumindo, nada fez. Meus pais discutiram feio, porém como em um forte temporal, tudo se acalmou e o único despedaçado pelos ventos fortes fui eu.
Nossa vida seguiu como se nada tivesse acontecido. Meu pai continuava “trabalhando” nos fins de semana, e minha mãe acreditava fielmente nisso.
O ano era 2004. Na época eu estudava no Imaculada Conceição (“entra burro, sai ladrão”, essa era a piada interna de nossa sala da 3ª série) - hoje o colégio não existe mais, no seu lugar foi construído uma nova escola chamada Ativa. Minha vida seguiu e eu fui jogando todo aquele acontecimento para longe, em um lado da memória que eu pretendia nunca mais acessar. Minha rotina era como a de qualquer criança: pela manhã eu acordava bem cedo e assistia o Art Attack e todos os desenhos possíveis, almoçava e saia junto à minha mãe para o colégio que ficava duas ruas de distância de minha casa; de lá minha mãe seguia para o trabalho, em uma escola menor, três ruas atrás de onde eu estudava. Quando eu saia do colégio, subia a ladeira do IPE que dava direto a uma casa larga com dois pés de jambo na frente. Era a casa da minha avó. Lembro que eu subia aquela rua contando meus passos; meu primo sempre me esperava junto ao meu avô, na calçada. Eram tempos bons, sem preocupação e sem nenhum planejamento quanto ao futuro. Tudo o que me importava estava ali: meus avós, meu primo, meus tios, minha mãe e irmãos, aquela imensa rua e todos os meus amigos, todo o IPE que eu tinha a liberdade de correr.
(abro um parêntese aqui apenas para mostrar esse fato curioso: https://www.google.com/maps/@-5.8519077,-35.3517844,3a,75y,35.43h,93.97t/data=!3m6!1e1!3m4!1sSkt77cA6_uDfibvoWpUAiA!2e0!7i13312!8i6656 - essa é a minha avó sentada na frente de sua casa. Ao seu lado está seu vizinho, Manoel, mais conhecido como “Mané Capeta”.)
Certo dia minha mãe disse que precisávamos nos mudar. Foi uma notícia repentina. Nosso destino era Santa Cruz, cidade do interior do RN, lugar aonde meu pai nasceu e cresceu e onde, também, vivia toda a família dos meus avós paternos. Tudo isso foi uma surpresa muito boa, pois eu sempre amei aquela cidade, sempre me senti atraído por tudo o que havia lá. Santa Cruz é uma cidade impressionante, ao seu redor há serras e um clima de tranquilidade que eu nunca vi - até hoje sinto isso quando visito meus familiares que moram lá. Eu fiquei muito feliz com a notícia, embora na época não soubesse -e até não ligasse - o motivo de nossa ida. Mais tarde descobri que estávamos nos mudando porque meu pai havia contraído uma dívida alta com um agiota e outras pessoas. No desespero todos nós nos mudamos, meus pais e avós paternos.
A chegada em Santa Cruz foi interessante. Eu sentia uma paz e alívio, talvez meu inconsciente estivesse ciente de certos acontecimentos que o meu “eu” criança não estava dando muita bola. Nossa primeira parada foi na rua Mossoró, na casa de meus bisavós, os pais da minha avó Arlete. De lá, fomos para a casa que minha avó alugara para ela, meu avô e tia. Era uma casa muito comprida, três quartos, uma cozinha imensa e um quintal grande que ficava no térreo da casa. Lá nós passamos a noite, para nos mudarmos para nossa casa no dia seguinte. As coisas foram se encaixando de forma mágica: antes de chegarmos à Santa Cruz, meu bisavô conhecido como “Seu Peão” havia falado com um amigo sobre seu neto, esposa e filhos que estavam chegando para morar na cidade, prontamente seu amigo disse que tinha uma casa para alugar e que seria nossa assim que chegássemos. Eu não tenho como provar isso para vocês, mas espero que acreditem, o aluguel da casa custava R$ 80,00. Eu nunca vi isso em lugar nenhum do MUNDO! Enquanto meu bisavô fazia essa gentileza, minha tia Shyrlei, irmã de minha avó, estava falando com a diretora da escola em que ela trabalhava. Foi ela que conseguiu a entrevista para minha mãe.
(https://www.google.com/maps/place/R.+Mossor%C3%B3,+Santa+Cruz+-+RN,+59200-000/@-6.2322868,-36.017769,3a,75y,114.24h,81.89t/data=!3m7!1e1!3m5!1swyiXzeGVvR5VbUYR5tTxJQ!2e0!3e11!7i13312!8i6656!4m5!3m4!1s0x7b1fbf19b3cd5c9:0x1e3a8db953381fe8!8m2!3d-6.2332947!4d-36.016516 Essa era a nossa casa. Na época não tinha essa mureta e no lugar da pequena palmeira havia uma árvore que, como não sabíamos a qual espécie pertencia, chamávamos de “pé de pau”. Se vocês andarem para a esquerda, irão se deparar com uma ladeira - também a esquerda - e descendo ela, chegarão ao Santa Lúcia.)
Na semana seguinte estávamos em nossa casa, minha mãe trabalhando e eu com uma nova turma no colégio. Eu amava tanto aquela casa, amava tanto o canto dos pássaros, o cheiro fedido dos besouros que ficavam na árvore na frente de casa, acordar cedo para comprar o leite que vinha direto de um sítio, mas eu amava o conjunto de tudo isso e a sensação de que todos os problemas e aquela vida pesada havia ficado para trás, lá em Macaíba.
Na rua ao lado morava os meus primos, Tainã e Thiego. A minha tia Arleide, irmã da minha avó, cuidava deles, mas o único que morava com ela era Tainã, seu neto mais velho. Toda tarde, ao voltar do colégio, eu assistia Cavaleiros do Zodíaco na Bandeirantes, jantava e corria para brincar com eles e os meninos da rua. Eu amava tudo aquilo. Nós corríamos da Rua Mossoró até a praça Tequinha Farias - e minha mãe nem fazia ideia. Era comum nos finais de semana a gente subir o cruzeiro que, na época, não tinha a Santa Rita como monumento.
Santa Cruz é uma cidade católica, de pessoas bondosas e uma limpeza invejável. Eu me sinto em casa sempre que vou até lá. Lembro das ruas por onde andei, os amigos com quem brinquei e as tardes gostosas que passei na casa da minha doce a amada bisavó Helena, a mãe de meu avô (escrevo brevemente sobre ela nesse parágrafo com uma dor imensa no peito. Em algum momento falarei mais sobre você, vovó).
Mas uma coisa que me marcou em Santa Cruz não foi a sensação de fazer parte de algo ou o preenchimento que aquela cidade me dava. Foi justamente a perda que me marcou como brasa.
Dito isto, iremos iniciar uma nova aventura. Não se preocupe, estou com você, pois fui o primeiro, o original.

A jangada que leva…

Eu e meu primo Tainã éramos muito unidos: brigamos, batemos um no outro ao ponto de ficar um do lado do outro cansado no chão, mas nos amávamos como irmãos. Era minha companhia de todas as horas; andávamos aquela cidade, conhecíamos tudo que havia ali e gostávamos de explorar cada canto ainda não explorado. Tainã era luz, sempre disposto, sempre caridoso. Ele sempre estava para ajudar qualquer pessoa, independente de quem fosse. Ele era puro, verdadeiro e iluminava aonde chegava. Tainã foi meu primeiro melhor amigo. Tudo era bom quando ele estava por perto - mesmo o dia em que zoamos alguns meninos na rua e eles correram atrás de nós dois.
Uma noite de sexta todos estavam brincando na rua da casa de minha tia. Lembro que a gente estava brincando de polícia e ladrão. Acho que foi o dia que mais fiquei sem fôlego. O tempo estava fechado, mas estava quente e sem vento. Era uma noite silenciosa, mesmo com todos aqueles gritos de criança e pessoas em suas calçadas conversando. Às 20:00 me despedi dos meus amigos e do meu primo. Ainda lembro da conversa:
-Vai jogar videogame amanhã comigo, né?
-Vou. Papai vai sair pro sítio amanhã de duas horas, mas se você passar aqui eu vou com você jogar.
-Tá certo.
No dia seguinte eu almocei rápido e pedi dinheiro para minha mãe. Eu estava completamente viciado em Halo e queria logo correr para o videogame. Nesse meio tempo acabei brigando com o meu irmão, bati nele. Minha mãe estava no quintal lavando roupa e ouviu toda a confusão. Por eu ter feito aquilo, ela me proibiu de sair naquele dia para brincar, então eu chorei com muita raiva. Por volta das 14:00, Tainã apareceu na janela da sala, eu o avisei que não iria pois mãe havia me proibido de sair naquele dia. Ele então foi para o sítio junto de Luiz, seu avô (que ele chamava de pai).
Lembro que meu dia foi bem tedioso. A programação da TV aberta sempre foi ruim e a única pessoa que eu podia brincar no momento, estava emburrado comigo, além disso o tempo não ajudava nada, demorava a passar e parecia parado, monótono, cinza.
Eu não lembro bem a hora, mas foi lá pro fim da tarde, minha avó chegou na minha casa e eu fui recebê-la. Ela me gritou, pediu para que eu chamasse minha mãe e que não voltasse. Achei estranho minha avó agir daquela forma comigo, ela nunca tinha feito isso antes e era notório seu nervosismo. Como o quarto de minha mãe era o primeiro e muito próximo da sala,mesmo que elas estivessem falando baixo, eu ainda consegui ouvir “Tainã” e “morreu”.
Eu não quis acreditar no que havia ouvido. Talvez meus ouvidos estivessem pregando uma peça em mim. Era impossível. Tainã estava saudável brincando comigo na noite anterior, eu o vi vivinho horas atrás na janela de minha casa…
Minha avó foi embora em direção à casa de minha tia. Ao entrar no quarto minha mãe fez aquele ar de quem quer conversar. Reconheci na hora aquela cara de quem vem falar algo sério. Ela se sentou ao meu lado na cama, respirou, olhou nos meus olhos e falou calmamente, mesmo com sua voz um pouco trêmula: “meu filho, sua avó veio aqui pra avisar que seu primo foi levado ao hospital em Natal. Ele estava andando de cavalo no sitio, quando caiu e bateu com a cabeça, mas vai ficar tudo bem”.
A verdade é que Tainã já estava morto antes mesmo de chegar em Natal. Ele havia morrido no caminho. No sítio, ele decidiu andar de cavalo, mas a viseira não estava bem encaixada. No momento em que ele puxou, ela acertou o olho do cavalo e este deu um impulso com as patas da frente. Meu primo caiu, bateu com a cabeça justamente em uma pedrinha e sua massa encefálica saiu pelo ouvido.
Mais tarde naquele mesmo dia, fomos à casa de minha tia Arleide. Lembro que entrei, passei pela sala e fui em direção do quarto dela. No momento em que ela me viu, me abraçou. Ali foi a primeira vez que eu senti o peso da vida, das emoções, do pesar. Ela me abraçou como quem se agarra a uma esperança. Talvez ela nem estivesse abraçando Jean Filho, seu sobrinho, mas usando meu corpo para imaginar Tainã, seu neto, o neto que ela tanto amava e que não estava presente no momento de sua partida. Tudo estava parado ali. Nada funcionava; não havia voz, não havia pessoas, muito embora a casa estivesse repleta de familiares. A única coisa que existia ali era aquele abraço forte e um choro de agonia, de dor, de pranto e súplica. Minha tia não perdeu apenas um neto naquele dia. Ela perdeu um filho e uma parte de si.
A morte de Tainã marcou o fim da infância, da inocência, dos tempos bons correndo as ladeiras de Santa Cruz. Sua morte levou um pedaço de todos nós. Eu carreguei umas rosas que me entregaram; fui à frente do velório. Para todo lugar que eu olhava, tinham pessoas nas calçadas olhando, não de curiosidade, mas com um olhar triste e respeitoso. Meu primo foi muito querido em nossa cidade.
submitted by orpheu272 to u/orpheu272 [link] [comments]


2019.02.04 21:13 orpheu272 Odisseia p.4

A Odisseia p.3 me fez refletir muito e trouxe muitas sensações nostálgicas - boas e ruins.
Após os acontecimentos relatados anteriormente, muita coisa aconteceu. Eu contei tudo sobre a ida de meu pai e eu à casa de sua outra mulher. Minha mãe ficou em choque, mas, resumindo, nada fez. Meus pais discutiram feio, porém como em um forte temporal, tudo se acalmou e o único despedaçado pelos ventos fortes fui eu.
Nossa vida seguiu como se nada tivesse acontecido. Meu pai continuava “trabalhando” nos fins de semana, e minha mãe acreditava fielmente nisso.
O ano era 2004. Na época eu estudava no Imaculada Conceição (“entra burro, sai ladrão”, essa era a piada interna de nossa sala da 3ª série) - hoje o colégio não existe mais, no seu lugar foi construído uma nova escola chamada Ativa. Minha vida seguiu e eu fui jogando todo aquele acontecimento para longe, em um lado da memória que eu pretendia nunca mais acessar. Minha rotina era como a de qualquer criança: pela manhã eu acordava bem cedo e assistia o Art Attack e todos os desenhos possíveis, almoçava e saia junto à minha mãe para o colégio que ficava duas ruas de distância de minha casa; de lá minha mãe seguia para o trabalho, em uma escola menor, três ruas atrás de onde eu estudava. Quando eu saia do colégio, subia a ladeira do IPE que dava direto a uma casa larga com dois pés de jambo na frente. Era a casa da minha avó. Lembro que eu subia aquela rua contando meus passos; meu primo sempre me esperava junto ao meu avô, na calçada. Eram tempos bons, sem preocupação e sem nenhum planejamento quanto ao futuro. Tudo o que me importava estava ali: meus avós, meu primo, meus tios, minha mãe e irmãos, aquela imensa rua e todos os meus amigos, todo o IPE que eu tinha a liberdade de correr.
(abro um parêntese aqui apenas para mostrar esse fato curioso: https://www.google.com/maps/@-5.8519077,-35.3517844,3a,75y,35.43h,93.97t/data=!3m6!1e1!3m4!1sSkt77cA6_uDfibvoWpUAiA!2e0!7i13312!8i6656 - essa é a minha avó sentada na frente de sua casa. Ao seu lado está seu vizinho, Manoel, mais conhecido como “Mané Capeta”.)
Certo dia minha mãe disse que precisávamos nos mudar. Foi uma notícia repentina. Nosso destino era Santa Cruz, cidade do interior do RN, lugar aonde meu pai nasceu e cresceu e onde, também, vivia toda a família dos meus avós paternos. Tudo isso foi uma surpresa muito boa, pois eu sempre amei aquela cidade, sempre me senti atraído por tudo o que havia lá. Santa Cruz é uma cidade impressionante, ao seu redor há serras e um clima de tranquilidade que eu nunca vi - até hoje sinto isso quando visito meus familiares que moram lá. Eu fiquei muito feliz com a notícia, embora na época não soubesse -e até não ligasse - o motivo de nossa ida. Mais tarde descobri que estávamos nos mudando porque meu pai havia contraído uma dívida alta com um agiota e outras pessoas. No desespero todos nós nos mudamos, meus pais e avós paternos.
A chegada em Santa Cruz foi interessante. Eu sentia uma paz e alívio, talvez meu inconsciente estivesse ciente de certos acontecimentos que o meu “eu” criança não estava dando muita bola. Nossa primeira parada foi na rua Mossoró, na casa de meus bisavós, os pais da minha avó Arlete. De lá, fomos para a casa que minha avó alugara para ela, meu avô e tia. Era uma casa muito comprida, três quartos, uma cozinha imensa e um quintal grande que ficava no térreo da casa. Lá nós passamos a noite, para nos mudarmos para nossa casa no dia seguinte. As coisas foram se encaixando de forma mágica: antes de chegarmos à Santa Cruz, meu bisavô conhecido como “Seu Peão” havia falado com um amigo sobre seu neto, esposa e filhos que estavam chegando para morar na cidade, prontamente seu amigo disse que tinha uma casa para alugar e que seria nossa assim que chegássemos. Eu não tenho como provar isso para vocês, mas espero que acreditem, o aluguel da casa custava R$ 80,00. Eu nunca vi isso em lugar nenhum do MUNDO! Enquanto meu bisavô fazia essa gentileza, minha tia Shyrlei, irmã de minha avó, estava falando com a diretora da escola em que ela trabalhava. Foi ela que conseguiu a entrevista para minha mãe.
(https://www.google.com/maps/place/R.+Mossor%C3%B3,+Santa+Cruz+-+RN,+59200-000/@-6.2322868,-36.017769,3a,75y,114.24h,81.89t/data=!3m7!1e1!3m5!1swyiXzeGVvR5VbUYR5tTxJQ!2e0!3e11!7i13312!8i6656!4m5!3m4!1s0x7b1fbf19b3cd5c9:0x1e3a8db953381fe8!8m2!3d-6.2332947!4d-36.016516 Essa era a nossa casa. Na época não tinha essa mureta e no lugar da pequena palmeira havia uma árvore que, como não sabíamos a qual espécie pertencia, chamávamos de “pé de pau”. Se vocês andarem para a esquerda, irão se deparar com uma ladeira - também a esquerda - e descendo ela, chegarão ao Santa Lúcia.)
Na semana seguinte estávamos em nossa casa, minha mãe trabalhando e eu com uma nova turma no colégio. Eu amava tanto aquela casa, amava tanto o canto dos pássaros, o cheiro fedido dos besouros que ficavam na árvore na frente de casa, acordar cedo para comprar o leite que vinha direto de um sítio, mas eu amava o conjunto de tudo isso e a sensação de que todos os problemas e aquela vida pesada havia ficado para trás, lá em Macaíba.
Na rua ao lado morava os meus primos, Tainã e Thiego. A minha tia Arleide, irmã da minha avó, cuidava deles, mas o único que morava com ela era Tainã, seu neto mais velho. Toda tarde, ao voltar do colégio, eu assistia Cavaleiros do Zodíaco na Bandeirantes, jantava e corria para brincar com eles e os meninos da rua. Eu amava tudo aquilo. Nós corríamos da Rua Mossoró até a praça Tequinha Farias - e minha mãe nem fazia ideia. Era comum nos finais de semana a gente subir o cruzeiro que, na época, não tinha a Santa Rita como monumento.
Santa Cruz é uma cidade católica, de pessoas bondosas e uma limpeza invejável. Eu me sinto em casa sempre que vou até lá. Lembro das ruas por onde andei, os amigos com quem brinquei e as tardes gostosas que passei na casa da minha doce a amada bisavó Helena, a mãe de meu avô (escrevo brevemente sobre ela nesse parágrafo com uma dor imensa no peito. Em algum momento falarei mais sobre você, vovó).
Mas uma coisa que me marcou em Santa Cruz não foi a sensação de fazer parte de algo ou o preenchimento que aquela cidade me dava. Foi justamente a perda que me marcou como brasa.
Dito isto, iremos iniciar uma nova aventura. Não se preocupe, estou com você, pois fui o primeiro, o original.

A jangada que leva…

Eu e meu primo Tainã éramos muito unidos: brigamos, batemos um no outro ao ponto de ficar um do lado do outro cansado no chão, mas nos amávamos como irmãos. Era minha companhia de todas as horas; andávamos aquela cidade, conhecíamos tudo que havia ali e gostávamos de explorar cada canto ainda não explorado. Tainã era luz, sempre disposto, sempre caridoso. Ele sempre estava para ajudar qualquer pessoa, independente de quem fosse. Ele era puro, verdadeiro e iluminava aonde chegava. Tainã foi meu primeiro melhor amigo. Tudo era bom quando ele estava por perto - mesmo o dia em que zoamos alguns meninos na rua e eles correram atrás de nós dois.
Uma noite de sexta todos estavam brincando na rua da casa de minha tia. Lembro que a gente estava brincando de polícia e ladrão. Acho que foi o dia que mais fiquei sem fôlego. O tempo estava fechado, mas estava quente e sem vento. Era uma noite silenciosa, mesmo com todos aqueles gritos de criança e pessoas em suas calçadas conversando. Às 20:00 me despedi dos meus amigos e do meu primo. Ainda lembro da conversa:
-Vai jogar videogame amanhã comigo, né?
-Vou. Papai vai sair pro sítio amanhã de duas horas, mas se você passar aqui eu vou com você jogar.
-Tá certo.
No dia seguinte eu almocei rápido e pedi dinheiro para minha mãe. Eu estava completamente viciado em Halo e queria logo correr para o videogame. Nesse meio tempo acabei brigando com o meu irmão, bati nele. Minha mãe estava no quintal lavando roupa e ouviu toda a confusão. Por eu ter feito aquilo, ela me proibiu de sair naquele dia para brincar, então eu chorei com muita raiva. Por volta das 14:00, Tainã apareceu na janela da sala, eu o avisei que não iria pois mãe havia me proibido de sair naquele dia. Ele então foi para o sítio junto de Luiz, seu avô (que ele chamava de pai).
Lembro que meu dia foi bem tedioso. A programação da TV aberta sempre foi ruim e a única pessoa que eu podia brincar no momento, estava emburrado comigo, além disso o tempo não ajudava nada, demorava a passar e parecia parado, monótono, cinza.
Eu não lembro bem a hora, mas foi lá pro fim da tarde, minha avó chegou na minha casa e eu fui recebê-la. Ela me gritou, pediu para que eu chamasse minha mãe e que não voltasse. Achei estranho minha avó agir daquela forma comigo, ela nunca tinha feito isso antes e era notório seu nervosismo. Como o quarto de minha mãe era o primeiro e muito próximo da sala,mesmo que elas estivessem falando baixo, eu ainda consegui ouvir “Tainã” e “morreu”.
Eu não quis acreditar no que havia ouvido. Talvez meus ouvidos estivessem pregando uma peça em mim. Era impossível. Tainã estava saudável brincando comigo na noite anterior, eu o vi vivinho horas atrás na janela de minha casa…
Minha avó foi embora em direção à casa de minha tia. Ao entrar no quarto minha mãe fez aquele ar de quem quer conversar. Reconheci na hora aquela cara de quem vem falar algo sério. Ela se sentou ao meu lado na cama, respirou, olhou nos meus olhos e falou calmamente, mesmo com sua voz um pouco trêmula: “meu filho, sua avó veio aqui pra avisar que seu primo foi levado ao hospital em Natal. Ele estava andando de cavalo no sitio, quando caiu e bateu com a cabeça, mas vai ficar tudo bem”.
A verdade é que Tainã já estava morto antes mesmo de chegar em Natal. Ele havia morrido no caminho. No sítio, ele decidiu andar de cavalo, mas a viseira não estava bem encaixada. No momento em que ele puxou, ela acertou o olho do cavalo e este deu um impulso com as patas da frente. Meu primo caiu, bateu com a cabeça justamente em uma pedrinha e sua massa encefálica saiu pelo ouvido.
Mais tarde naquele mesmo dia, fomos à casa de minha tia Arleide. Lembro que entrei, passei pela sala e fui em direção do quarto dela. No momento em que ela me viu, me abraçou. Ali foi a primeira vez que eu senti o peso da vida, das emoções, do pesar. Ela me abraçou como quem se agarra a uma esperança. Talvez ela nem estivesse abraçando Jean Filho, seu sobrinho, mas usando meu corpo para imaginar Tainã, seu neto, o neto que ela tanto amava e que não estava presente no momento de sua partida. Tudo estava parado ali. Nada funcionava; não havia voz, não havia pessoas, muito embora a casa estivesse repleta de familiares. A única coisa que existia ali era aquele abraço forte e um choro de agonia, de dor, de pranto e súplica. Minha tia não perdeu apenas um neto naquele dia. Ela perdeu um filho e uma parte de si.
A morte de Tainã marcou o fim da infância, da inocência, dos tempos bons correndo as ladeiras de Santa Cruz. Sua morte levou um pedaço de todos nós. Eu carreguei umas rosas que me entregaram; fui à frente do velório. Para todo lugar que eu olhava, tinham pessoas nas calçadas olhando, não de curiosidade, mas com um olhar triste e respeitoso. Meu primo foi muito querido em nossa cidade.
submitted by orpheu272 to brasil [link] [comments]


2019.02.04 21:11 orpheu272 Odisseia p.4

A Odisseia p.3 me fez refletir muito e trouxe muitas sensações nostálgicas - boas e ruins.
Após os acontecimentos relatados anteriormente, muita coisa aconteceu. Eu contei tudo sobre a ida de meu pai e eu à casa de sua outra mulher. Minha mãe ficou em choque, mas, resumindo, nada fez. Meus pais discutiram feio, porém como em um forte temporal, tudo se acalmou e o único despedaçado pelos ventos fortes fui eu.
Nossa vida seguiu como se nada tivesse acontecido. Meu pai continuava “trabalhando” nos fins de semana, e minha mãe acreditava fielmente nisso.
O ano era 2004. Na época eu estudava no Imaculada Conceição (“entra burro, sai ladrão”, essa era a piada interna de nossa sala da 3ª série) - hoje o colégio não existe mais, no seu lugar foi construído uma nova escola chamada Ativa. Minha vida seguiu e eu fui jogando todo aquele acontecimento para longe, em um lado da memória que eu pretendia nunca mais acessar. Minha rotina era como a de qualquer criança: pela manhã eu acordava bem cedo e assistia o Art Attack e todos os desenhos possíveis, almoçava e saia junto à minha mãe para o colégio que ficava duas ruas de distância de minha casa; de lá minha mãe seguia para o trabalho, em uma escola menor, três ruas atrás de onde eu estudava. Quando eu saia do colégio, subia a ladeira do IPE que dava direto a uma casa larga com dois pés de jambo na frente. Era a casa da minha avó. Lembro que eu subia aquela rua contando meus passos; meu primo sempre me esperava junto ao meu avô, na calçada. Eram tempos bons, sem preocupação e sem nenhum planejamento quanto ao futuro. Tudo o que me importava estava ali: meus avós, meu primo, meus tios, minha mãe e irmãos, aquela imensa rua e todos os meus amigos, todo o IPE que eu tinha a liberdade de correr.
(abro um parêntese aqui apenas para mostrar esse fato curioso: https://www.google.com/maps/@-5.8519077,-35.3517844,3a,75y,35.43h,93.97t/data=!3m6!1e1!3m4!1sSkt77cA6_uDfibvoWpUAiA!2e0!7i13312!8i6656 - essa é a minha avó sentada na frente de sua casa. Ao seu lado está seu vizinho, Manoel, mais conhecido como “Mané Capeta”.)
Certo dia minha mãe disse que precisávamos nos mudar. Foi uma notícia repentina. Nosso destino era Santa Cruz, cidade do interior do RN, lugar aonde meu pai nasceu e cresceu e onde, também, vivia toda a família dos meus avós paternos. Tudo isso foi uma surpresa muito boa, pois eu sempre amei aquela cidade, sempre me senti atraído por tudo o que havia lá. Santa Cruz é uma cidade impressionante, ao seu redor há serras e um clima de tranquilidade que eu nunca vi - até hoje sinto isso quando visito meus familiares que moram lá. Eu fiquei muito feliz com a notícia, embora na época não soubesse -e até não ligasse - o motivo de nossa ida. Mais tarde descobri que estávamos nos mudando porque meu pai havia contraído uma dívida alta com um agiota e outras pessoas. No desespero todos nós nos mudamos, meus pais e avós paternos.
A chegada em Santa Cruz foi interessante. Eu sentia uma paz e alívio, talvez meu inconsciente estivesse ciente de certos acontecimentos que o meu “eu” criança não estava dando muita bola. Nossa primeira parada foi na rua Mossoró, na casa de meus bisavós, os pais da minha avó Arlete. De lá, fomos para a casa que minha avó alugara para ela, meu avô e tia. Era uma casa muito comprida, três quartos, uma cozinha imensa e um quintal grande que ficava no térreo da casa. Lá nós passamos a noite, para nos mudarmos para nossa casa no dia seguinte. As coisas foram se encaixando de forma mágica: antes de chegarmos à Santa Cruz, meu bisavô conhecido como “Seu Peão” havia falado com um amigo sobre seu neto, esposa e filhos que estavam chegando para morar na cidade, prontamente seu amigo disse que tinha uma casa para alugar e que seria nossa assim que chegássemos. Eu não tenho como provar isso para vocês, mas espero que acreditem, o aluguel da casa custava R$ 80,00. Eu nunca vi isso em lugar nenhum do MUNDO! Enquanto meu bisavô fazia essa gentileza, minha tia Shyrlei, irmã de minha avó, estava falando com a diretora da escola em que ela trabalhava. Foi ela que conseguiu a entrevista para minha mãe.
(https://www.google.com/maps/place/R.+Mossor%C3%B3,+Santa+Cruz+-+RN,+59200-000/@-6.2322868,-36.017769,3a,75y,114.24h,81.89t/data=!3m7!1e1!3m5!1swyiXzeGVvR5VbUYR5tTxJQ!2e0!3e11!7i13312!8i6656!4m5!3m4!1s0x7b1fbf19b3cd5c9:0x1e3a8db953381fe8!8m2!3d-6.2332947!4d-36.016516 Essa era a nossa casa. Na época não tinha essa mureta e no lugar da pequena palmeira havia uma árvore que, como não sabíamos a qual espécie pertencia, chamávamos de “pé de pau”. Se vocês andarem para a esquerda, irão se deparar com uma ladeira - também a esquerda - e descendo ela, chegarão ao Santa Lúcia.)
Na semana seguinte estávamos em nossa casa, minha mãe trabalhando e eu com uma nova turma no colégio. Eu amava tanto aquela casa, amava tanto o canto dos pássaros, o cheiro fedido dos besouros que ficavam na árvore na frente de casa, acordar cedo para comprar o leite que vinha direto de um sítio, mas eu amava o conjunto de tudo isso e a sensação de que todos os problemas e aquela vida pesada havia ficado para trás, lá em Macaíba.
Na rua ao lado morava os meus primos, Tainã e Thiego. A minha tia Arleide, irmã da minha avó, cuidava deles, mas o único que morava com ela era Tainã, seu neto mais velho. Toda tarde, ao voltar do colégio, eu assistia Cavaleiros do Zodíaco na Bandeirantes, jantava e corria para brincar com eles e os meninos da rua. Eu amava tudo aquilo. Nós corríamos da Rua Mossoró até a praça Tequinha Farias - e minha mãe nem fazia ideia. Era comum nos finais de semana a gente subir o cruzeiro que, na época, não tinha a Santa Rita como monumento.
Santa Cruz é uma cidade católica, de pessoas bondosas e uma limpeza invejável. Eu me sinto em casa sempre que vou até lá. Lembro das ruas por onde andei, os amigos com quem brinquei e as tardes gostosas que passei na casa da minha doce a amada bisavó Helena, a mãe de meu avô (escrevo brevemente sobre ela nesse parágrafo com uma dor imensa no peito. Em algum momento falarei mais sobre você, vovó).
Mas uma coisa que me marcou em Santa Cruz não foi a sensação de fazer parte de algo ou o preenchimento que aquela cidade me dava. Foi justamente a perda que me marcou como brasa.
Dito isto, iremos iniciar uma nova aventura. Não se preocupe, estou com você, pois fui o primeiro, o original.

A jangada que leva…

Eu e meu primo Tainã éramos muito unidos: brigamos, batemos um no outro ao ponto de ficar um do lado do outro cansado no chão, mas nos amávamos como irmãos. Era minha companhia de todas as horas; andávamos aquela cidade, conhecíamos tudo que havia ali e gostávamos de explorar cada canto ainda não explorado. Tainã era luz, sempre disposto, sempre caridoso. Ele sempre estava para ajudar qualquer pessoa, independente de quem fosse. Ele era puro, verdadeiro e iluminava aonde chegava. Tainã foi meu primeiro melhor amigo. Tudo era bom quando ele estava por perto - mesmo o dia em que zoamos alguns meninos na rua e eles correram atrás de nós dois.
Uma noite de sexta todos estavam brincando na rua da casa de minha tia. Lembro que a gente estava brincando de polícia e ladrão. Acho que foi o dia que mais fiquei sem fôlego. O tempo estava fechado, mas estava quente e sem vento. Era uma noite silenciosa, mesmo com todos aqueles gritos de criança e pessoas em suas calçadas conversando. Às 20:00 me despedi dos meus amigos e do meu primo. Ainda lembro da conversa:
-Vai jogar videogame amanhã comigo, né?
-Vou. Papai vai sair pro sítio amanhã de duas horas, mas se você passar aqui eu vou com você jogar.
-Tá certo.
No dia seguinte eu almocei rápido e pedi dinheiro para minha mãe. Eu estava completamente viciado em Halo e queria logo correr para o videogame. Nesse meio tempo acabei brigando com o meu irmão, bati nele. Minha mãe estava no quintal lavando roupa e ouviu toda a confusão. Por eu ter feito aquilo, ela me proibiu de sair naquele dia para brincar, então eu chorei com muita raiva. Por volta das 14:00, Tainã apareceu na janela da sala, eu o avisei que não iria pois mãe havia me proibido de sair naquele dia. Ele então foi para o sítio junto de Luiz, seu avô (que ele chamava de pai).
Lembro que meu dia foi bem tedioso. A programação da TV aberta sempre foi ruim e a única pessoa que eu podia brincar no momento, estava emburrado comigo, além disso o tempo não ajudava nada, demorava a passar e parecia parado, monótono, cinza.
Eu não lembro bem a hora, mas foi lá pro fim da tarde, minha avó chegou na minha casa e eu fui recebê-la. Ela me gritou, pediu para que eu chamasse minha mãe e que não voltasse. Achei estranho minha avó agir daquela forma comigo, ela nunca tinha feito isso antes e era notório seu nervosismo. Como o quarto de minha mãe era o primeiro e muito próximo da sala,mesmo que elas estivessem falando baixo, eu ainda consegui ouvir “Tainã” e “morreu”.
Eu não quis acreditar no que havia ouvido. Talvez meus ouvidos estivessem pregando uma peça em mim. Era impossível. Tainã estava saudável brincando comigo na noite anterior, eu o vi vivinho horas atrás na janela de minha casa…
Minha avó foi embora em direção à casa de minha tia. Ao entrar no quarto minha mãe fez aquele ar de quem quer conversar. Reconheci na hora aquela cara de quem vem falar algo sério. Ela se sentou ao meu lado na cama, respirou, olhou nos meus olhos e falou calmamente, mesmo com sua voz um pouco trêmula: “meu filho, sua avó veio aqui pra avisar que seu primo foi levado ao hospital em Natal. Ele estava andando de cavalo no sitio, quando caiu e bateu com a cabeça, mas vai ficar tudo bem”.
A verdade é que Tainã já estava morto antes mesmo de chegar em Natal. Ele havia morrido no caminho. No sítio, ele decidiu andar de cavalo, mas a viseira não estava bem encaixada. No momento em que ele puxou, ela acertou o olho do cavalo e este deu um impulso com as patas da frente. Meu primo caiu, bateu com a cabeça justamente em uma pedrinha e sua massa encefálica saiu pelo ouvido.
Mais tarde naquele mesmo dia, fomos à casa de minha tia Arleide. Lembro que entrei, passei pela sala e fui em direção do quarto dela. No momento em que ela me viu, me abraçou. Ali foi a primeira vez que eu senti o peso da vida, das emoções, do pesar. Ela me abraçou como quem se agarra a uma esperança. Talvez ela nem estivesse abraçando Jean Filho, seu sobrinho, mas usando meu corpo para imaginar Tainã, seu neto, o neto que ela tanto amava e que não estava presente no momento de sua partida. Tudo estava parado ali. Nada funcionava; não havia voz, não havia pessoas, muito embora a casa estivesse repleta de familiares. A única coisa que existia ali era aquele abraço forte e um choro de agonia, de dor, de pranto e súplica. Minha tia não perdeu apenas um neto naquele dia. Ela perdeu um filho e uma parte de si.
A morte de Tainã marcou o fim da infância, da inocência, dos tempos bons correndo as ladeiras de Santa Cruz. Sua morte levou um pedaço de todos nós. Eu carreguei umas rosas que me entregaram; fui à frente do velório. Para todo lugar que eu olhava, tinham pessoas nas calçadas olhando, não de curiosidade, mas com um olhar triste e respeitoso. Meu primo foi muito querido em nossa cidade.
submitted by orpheu272 to rapidinhapoetica [link] [comments]


2018.09.08 20:17 Cabelitz Meus pais podem não ser meus pais. O que eu faço?

Atenção: isto é uma teoria. Nada comprovado. E quem falou o que falou teve razões para mentiocultaofuscar. Então, entendam tudo com uma tonelada de sal em cima.

Meus pais (T=mãe, L=pai) e eu nunca tivemos uma boa relação. Desde a infância. Situações em que eu apanharia por nada eram comuns. Para ilustrar, uma vez eu estava brincando no meu quarto, de Lego, e um gato entrou pela janela. Eu nunca tinha visto um gato. Eu me apavorei e chamei pelo pai, já chorando de medo (eu era criança idade<4 anos, da um desconto). Meu pai veio até o quarto e me empurrou pra trás na cama, onde ele subiu também. O gato deu umas voltas no quarto correndo, pulou pela janela e foi embora. Eu fiquei aliviado por uns 2s. Em seguida meu pai me bateu por ter assustado ele e voltou pro quarto dele, batendo a porta.

Eu tenho uma irmã, M, que sempre foi bem tratada. O tratamento era visualmente diferente, até para quem visitava a casa. Minha irmã ganhava tudo que pedia, eu não. Minha irmã estudou no particular nos melhores colégios, teve os cursinhos pré vestibular mais caros da cidade, teve curso de inglês. Tanto que hoje é concursada de uma federal e formada em Direito.
Eu? Colégio público a vida inteira, só não fui pra um colégio de quinta no ensino médio porque passei na prova do CEFET. Porém, por conta de como era diferente o tratamento que eu recebia, acabei tendo de sair do CEFET.
Com uns 14 anos eu pedi pra mãe comprar um tênis pra mim que eu achava bonito (ainda lembro que era um da Qix, daqueles que parece um pão de hamburguer de tão gordo). Era 300 reais. Meu sapato "anual" era um Topper de 80 comprado em 3 vezes na loja de sapato da esquina que a mãe era amiga das funcionárias e comprava parcelado no nome dela ao invés de usar cartão/cheque. Disseram meus pais que se eu quisesse o tênis eu que trabalhasse para comprar.
Passei um mês entregando panfleto pra uma lojinha, no sinal, pra comprar o tênis.
Coisas assim eram recorrentes.
Com 18 a situação já estava insuportável ao ponto de que absolutamente nada que eu precisasse era pago, exceto luz, água, comida e teto. Larguei o CEFET para trabalhar full time e paguei supletivo, do meu bolso, para finalizar meus estudos.
As coisas pioraram muito quando meu primeiro filho nasceu. Pra encurtar essa parte da história, chegou ao ponto de eles ameaçarem meu bebê.

Porque eu tô contando todo esse prefácio?

Certas peças do que me parece um quebra cabeça de novela mexicana começaram a se juntar na minha cabeça conforme eu fui fazendo perguntas às pessoas.

1 - minha irmã, quando eu era criança, falava que eu tinha sido achado. A mãe não brigava com ela quando ela dizia isso, simplesmente carregava ela pra um canto e falava baixo com ela.
2 - eu nunca era convidado pras festas de aniversário da minha irmã, e ela não ia nas minhas. As dela eram fora de casa, na casa de parentes da minha mãe, enquanto eu só recebia os parentes do meu pai e um amigo de infância.
3 - a minha irmã teve festa de debutante em iate. Meu aniversário de 16 eu ganhei a passagem e o dinheiro do xerox pra tirar minha carteira de trabalho. Eu sou homem, diga-se de passagem, então já não esperava muita coisa.
4 - recentemente, numa das últimas brigas que tive com meu pai, eu já estava além do meu limite de tolerância e disse: você não tem mais filho. A resposta dele foi "não dá pra perder O QUE NUNCA SE TEVE". Hm.
A partir daí eu fui reunir informações.

Minha mãe sempre me falou que a data de nascimento na minha certidão tá errada. A história é inconsistente e pra cada um ela fala uma coisa diferente.
Ela disse pra minha esposa que nasci em um hospital. Na certidão está outro.
Ela disse 3 idades diferentes para eu ter parado de mamar.
Ela disse que se recuperou da cesária 6 horas depois da cesária e que quando o médico chegou no quarto para dar alta, ela já estava de banho tomado e maquiada. NOTA: minha esposa passou por cesárea e ficou 2 dias de cama por conta da cirurgia.

Antes desses desencontros de informação todos, quando a minha mulher ainda estava grávida, a gente entrou naqueles sites de calcular probabilidade de cor de cabelo e olho do bebê usando os dados dos pais e avós.
Ao preencher os dos meus pais e o meu o site dá erro e diz "essa combinação é impossível/improvável". Hm.

Depois desse rolo todo, eu fui atrás de algumas informações genéticas, e aí que o bicho pega.

Pai de L: cabelo preto, olho castanho. Mãe de L: cabelo castanho, olho castanho.
Pai de T: cabelo castanho, olho verde. Mãe de T: cabelo preto, olho castanho.
L: cabelo preto, olho castanho. T: cabelo preto, olho castanho. Irmã: cabelo castanho, olho castanho. EU: CABELO LOIRO, OLHO VERDE.
Hm.
Fui um pouco além. Eu tenho uma única parente mais velha que eu que tem características semelhantes as minhas. Ela é loira de olho verde. Vou chamar ela de MR. MR sempre teve muito carinho por mim, sempre me chamando para passear. Eu cuidava dos cachorros dela quando ela viajava. Eu cuidava da casa nos finais de semana. E ela num geral sempre me tratou bem. MR tem uma filha e um filho. Ambos são loiros de olhos verdes. A mais velha, LA, nasceu em 1992. Eu nasci em 1991. Hm.
Fui mais um pouco além.
Em 1989/90 MR tinha um noivo, com quem já estava de data de casamento marcada. O noivo se chama MU. MU tem cabelo preto e olho verde.
Em 1990 MR desistiu do casamento com MU às pressas e engatou num casamento com JO. JO nessa época estava nos Estados Unidos fazendo MBA, pago pela empresa dele. Ele já era concursado na época.
Em resumo, JO era montado na grana e MU era um pobre coitado funcionário de eletrônica.

Esses tempos eu encontrei na rua o homem que era pra ter sido meu padrinho de batismo.
Perguntei pra ele se ele lembrava da minha mãe, T, grávida. A resposta foi tácita: não, e ela vivia na minha casa. Porque, tu acha que não é filho dela?
Contei essas discrepâncias e minha teoria.
Ele riu, e disse: "teorias que se confirmam! E só agora que tu tá indo atrás disso?"

estomago_afundou.jpeg

Teoria da conspiração:
MR engravidou de MU em 1990. Desistiu porque ele era um pobre fudido e resolveu reatar com o ex namorado que estava pra voltar dos EUA. Pra não chegar aqui com ela sendo "mãe solteira", implorou para T cuidar do filho como se fosse dela. Em compensação, ela daria um jeito de dar uma boa vida para T. Nem MU nem JO sabem disso.
Isso explica como um mecânico e uma dona de casa conseguiram construir uma casa de 2 andares, 3 quartos, 2 banheiros, área enorme, duas garagens, duas áreas de serviço/lazer e viver comprando móveis e eletrodomésticos numa época de crise. Também explica como eles tinham dinheiro para bancar os colégios de elite que bancaram para a Irmã. Também explica o porque nunca gastaram um centavo comigo. Explica porque L disse que "não dá pra perder o que nunca se teve", e porque T tem álbum de grávida de Irmã, muito mais velha que eu, mas não tem álbum de grávida de mim. Também explica porque não existe foto minha bebê exceto do dia do batismo.
Explica o porque de T não contar uma única versão dos fatos pra todos que perguntam. Explica ela não lembrar com que idade eu desmamei.
Explica o porque eu nunca fui tratado como filho, porque não me chamavam de filho e sim de [meu nome]. Isso explica a diferença de fenótipo entre eu, a família inteira de L, e a semelhança entre eu, MR e seus filhos. Eu ser filho de MU explica o porque temos aparência semelhante (testa, nariz, queixo, bochecha, orelhas, sorriso e formato de olho).
O que eu faço?
submitted by Cabelitz to brasil [link] [comments]


2018.08.28 10:47 kong-dao El lobby de Internet

Tiempo de lectura: 15 min.

Internet, una red de hardware (y software) entrelazados para crear una gran "red social" que permite la comunicación entre diferentes regiones del mundo.
Internet funciona como el cuerpo humano, tiene diferentes partes para funcionar como una unidad. Estas partes son:
Partiendo de la base, la información digital debe ser almacenada en un disco rígido, osea, hardware. Este hardware no es único, sino que comparte otros componentes para el almacenamiento, como CPU, memoria ram, placa madre (motherboard), etc. cada uno de estos componentes forman lo que hoy conocemos como Pc.
Un ejemplo para clarificar la idea de software sería el OS (Operative System o Sistema Operativo) Los OS más conocidos al día de hoy pueden ser Windows o Linux, entre otros. El software funciona como una especie de 'interprete', es decir, interpreta lo que el usuario quiere hacer o decir (igual que el predictor de texto) para luego procesarlo y guardarlo en el hardware.
Pero para que Internet funcione no bastaba con hardware y software, sino que también se necesitaban cables para conectar estas PCs, y fue en 1988 que empresas como AT&T comenzaron con el tendido de cables de fibra óptica transatlántica, osea cables submarinos (ver mapa) Estas infraestructuras requieren de una gran, gran, gran inversión, que no es realizada por los Gobiernos o Estados, por lo tanto Internet no es público, sino que pertenece a las empresas privadas o ISP.
(Casualmente) Con la infraestructura ya montada, en 1989 el ingeniero Tim Berners-Lee desarrolló lo que hoy conocemos como 'World Wide Web', también conocido como Web, y representado con las siglas 'www' (las mismas que anteceden a cualquier página web) La 'Web' tal y como la conocemos funciona con URLs (Uniform Resource Locators) Las URLs son dominios web, osea, el nombre de la página. Cada una de estas URL o nombres se almacena en un Server (servidor) instalados en 'Datacenters' o 'Web hosting' o 'Cloud'. Las siglas cambian, pero al fin y al cabo estamos hablando de PCs, osea, hardware; la información no está en ninguna "nube", no se almacena en el aire, necesita de un lugar físico para ser escrito, cada vez más grande y que consume realmente enormes recursos eléctricos. Un libro no existiría sin un lugar físico donde plasmar las letras o palabras, con la información digital pasa lo mismo, debe ser 'escrita' de forma física. Esta información almacenada en servidores no tiene sentido que esté aislada sino ¿para qué necesitaríamos Internet? Internet es una interconexión hecha por sectores privadas o ISP. Muchas de estas empresas dan servicios de 'hosting' o 'cloud' a grandes compañías multinacionales y estatales, que al mismo tiempo dan conectividad a nivel nacional e internacional gracias al tendido de cables marinos y cableado local. El cableado local puede ser ADSL, UTP, Coaxial, o actualmente Fibra Óptica, para ello como dijimos se requiere una gran infraestructura que necesita de una gran cantidad de dinero que se va a invertir en el país donde se haga, se tendrán que cavar túneles, montar torres, compra de departamentos, campos o áreas donde instalar los nodos), etc. De esta inversión los beneficiados están en la cúpula política.
Al mismo tiempo, estas empresas pueden tener empresas sub-contratadas para reducir los costos. La lista de ISP con inversión en cables marinos es larga y compleja, sin embargo vale la pena mencionar algunos de los más conocidos a nivel mundial (para más detalles ver anexos):
Estas empresas multinacionales fueron fundadas en diferentes países y por diferentes "grupos inversores", sin embargo necesitan de acuerdos mutuos entre ellas para que la información fluya, y para que esto suceda, son necesarias otras empresas de menor envergadura que funcionen como ISP locales o regionales. En los últimos años, el monopolio submarino empezó a cambiar con empresas como Google , Facebook, Amazon, Microsoft sumándose a la carrera inversionista. Por un lado está el monopolio internacional, y por el otro, el monopolio regional de ISPs en manos de empresas como Vodafone, Orange, T-System, Claro, Xfinity, Hughesnet, etc. Estas empresas no poseen cables marinos sin embargo son las encargadas de montar las infraestructuras sobre tierra. De esta forma Internet se expande por mar y tierra para conectar la más grande "red social" del mundo.
Para que Internet funcione, los ISP son imprescindibles ¿por qué?
Las URL son lo que comúnmente se conocen como 'dominios web', éstos son nombres registrados de forma legal por cuestiones de derechos de autor, así cada persona o empresa tiene que registrar el nombre de su web. Las PCs entienden números, no con letras, y la información que viaja por los cables funciona por voltajes o pulsos de luz traducidos en 1 y 0, por lo tanto es necesario traducir ese texto en números, y para ello existe lo que se llama DNS (Domain Name System / Sistema de nombres de dominio) Estos DNS están asociados al llamado direccionamiento IP. El direccionamiento IP funciona de la misma forma que un correo: Supongamos que tenemos un amigo en "x" lugar y le queremos enviar una carta, para ello es necesario conocer el país, la provincia, el código postal, el domicilio y finalmente el nombre del destinatario. De esta forma serán necesarios los datos de origen y destino. Las IP funcionan deforma similar, la IP establece de qué país, de qué ciudad, y quien es el propietario y a qué otra IP se quiere conectar.
Dentro del mundo de las telecomunicaciones, existe lo que se llaman IP Públicas y son las únicas válidas para navegar por Internet. ¿Quién tiene o posee IPs Públicas? Las empresas privadas que dan las conexiones: los ISP. Actualmente las direcciones públicas de todo el mundo se están agotando (IPv4) y para solventar esta situación se creó lo que se llama IPv6, pero no entraremos en estos detalles.
Anteriormente dijimos que las PC funcionan con números, las IP son números, por ejemplo 123.456.789.000 que van asociados a lo que se llaman Mac Address. La Mac Address sería como el número de serie del hardware, único e irrepetible en todo el mundo. Entonces por medio de una IP se puede obtener quién es el propietario de esa mac-address, quien es la empresa que le está dando el servicio, dónde está ubicada geográficamente, etc. Todo, absolutamente todo lo que se conecta a Internet tiene mac-address: los teléfonos móviles, las tablet, las PCs, Televisores Smart, consolas de videojuegos, etc.
Cuando se contrata un servicio de Internet a un ISP o Proveedor de Servicios, es necesario firmar o aceptar las clausulas y condiciones de la empresa, para ello se van a solicitar datos como domicilio, nombres y apellidos entre otros. De esta forma los ISP funcionan como "base de datos" para los Estados o Gobiernos, conglomerando a los clientes que pagan por la conexión con el mundo, osea Internet. Pero no solamente tienen este tipo de información, también conocen las conexiones que se hacen desde la PC al servidor que almacena el URL o dominio web. Así, los ISP, tienen un registro de cada empresa y ciudadano por las conexiones que realiza, montando así un 'perfil' de cada usuario ¿¡Cómo!?
Supongamos que la Pc A se quiere conectar a www.google.com y después a www.facebook.com se vería de la siguiente forma:
Pc (mac-address + IP Privada) -----> ISP (IP Pública) -----> Servidor de Google donde se almacena la URL www.google.com (IP Pública)
Pc (misma mac-address + misma IP Privada) ------> ISP (IP Pública)------> Servidor de Facebook donde se almacena la URL www.facebook.com (IP Pública)
Esta conexión queda temporalmente almacenada en los router, switches, firewall y demás equipos del ISP, y por cada consulta a las diferentes web se va armando una tabla que se conoce como "Tabla de ruteo/ruting". Como dijimos, las mac-address son únicas e irrepetibles, por lo tanto cada persona que usa Internet tiene al menos 1 mac-address en su casa o bolsillo. Cuando se compra un hardware que tenga mac-address, queda registrado en la tienda donde se compró, quién lo compró, el valor que le costó, la ubicación donde se hizo la compra, y mucha más información. Todo esto se conoce como metadata son los datos de los datos. Esta información no es la única que se "da" cuando se establecen las conexiones a una web, también están los denominados cookies. Las Cookies son pequeños archivos que dejan las páginas web en la Pc del usuario, para que la información se cargue de forma instantánea y no le agarre un ataque de ansiedad (ironía). Pero tampoco entraremos en estos detalles.
Es bien conocido el lobby entre el sector privado y los gobiernos, la venta de base de datos, osea, la venta de información o metadata (Ya lo dijo el filósofo Francis Bacon: "La información es poder") No se trata de un método actual, sino que viene siendo utilizado desde tiempos anteriores a la era digital, sucedía con las empresas de telefonía cuando llamaban para ofrecer los productos o servicios (ver anexos), también sucedía con los CV cuando los sectores de Recursos Humanos pasaban la información a otras compañías, y muchos otros miles de casos más. Esta manipulación de la información se hizo siempre a espaldas de los usuarios, sin su consentimiento y no por eso va a cambiar, fue y seguirá siendo un negocio. En la era digital, la información ocupa mucho menos espacio que los papeles y por lo tanto es más fácil de almacenar, el historial completo de una persona desde su nacimiento hasta la actualidad, puede ocupar tan sólo unos cuantos Megabytes o siendo generoso Gigabytes que pueden entrar en un pendrive USB, en un disco rígido, server, cloud, etc. volvemos al principio del texto: hardware, uno que no es propio sino que pertenece a empresas privadas.
Los servidores, hoy llamados "cloud", tienen la información que subimos (como si el concepto fuera etéreo, como si nuestra información no estuviera siendo guardada en ningún lugar, como si fuera una nube en el cielo. La ingenuidad nos empuja al abismo de la ignorancia y se caemos en él, pocos tienen la voluntad para salir) ¿Cómo es que la empresas privadas obtienen nuestra información (en sus hardwares)? Facebook, Google, Yahoo, Hotmail, Dropbox, Whatsapp, Instagram, Youtube, Twitter, Linkedin, Paypal, etc. usan hardware, son servidores donde los usuarios "guardan" sus cosas y acceden de forma remota. Cada vez que utilizamos estos servicios, significa que aceptamos las políticas de "privacidad" de cada una de estas compañías. Por ejemplo, aquellas personas que utilizan el servicio de Whatsapp (aplicación propietaria de Facebook) acepta las políticas de privacidad en las que se autoriza a las compañías a vender nuestra información a otras compañías o gobiernos:
Podemos ceder con libertad todos nuestros derechos y obligaciones en virtud de estas Condiciones a nuestras afiliadas o en relación con la fusión, adquisición, reestructuración o venta de activos, o de pleno derecho u otro modo. Así mismo, podemos transferir tu información a cualquiera de nuestras afiliadas, a entidades sucesoras o a un nuevo propietario. En el caso de que se llevase a cabo dicha cesión, estas Condiciones seguirían rigiendo tu relación con el tercero que recibiese nuestros derechos y obligaciones. Esperamos que sigas usando WhatsApp. No obstante, si no aceptases esta cesión, deberías eliminar tu cuenta para dejar de usar nuestros Servicios.

Aceptar este tipo de políticas dan pie a situaciones como la conocida por el caso de Cambridge Analytica (ver anexos) en el que la información de los usuarios se vende/cede a Gobiernos o sectores privados con fines políticos, comerciales o de otra índole desconocida a las personas (o quizás no tanto) y que pueden ser utilizados para "conocer" a los individuos, que unidos forman sociedades, y las sociedades forman Estados o Naciones, manejadas por los políticos y las empresas privadas que les llenan los bolsillos. Los que conocen este tipo de funcionamiento, son los hoy denominados 'whistblowers' o informantes, que son censurados, condenados, asilados, y estigmatizados por el establishment que se ve afectado. Existen varios ejemplos de revolucionarios que quisieron hablar y fueron censurados:
​La lista sigue, es bastante extensa. Estas personas lograron acceder a los documentos necesarios para mostrar el 'lobby del establishment', le hicieron público y sufrieron las consecuencias, algunos tan letales como la muerte, otros se convirtieron en presos políticos, otros condenados a largos años de prisión...todo por informar a la sociedad. Con la ayuda de los medios de comunicación, las cuales también son una mezcla de sectores privados y públicos (donde también se hace lobby) lograron que las personas los olviden de estos defensores de la información.

Anexos:
Cables submarinos:
ISP por región
10 Facts About the Internet's Undersea Cables

Privacidad y datos:
Welcome to the Age of Privacy Nihilism
Here is all the data Facebook and Google have on you
Whatsapp Policy
Facebook Policy
Google Policy

Caso: Cambrige Analytica
https://www.theguardian.com/news/2018/ma26/the-cambridge-analytica-files-the-story-so-far
https://www.businessinsider.com/cambridge-analytica-trump-firm-facebook-data-50-million-users-2018-3/?IR=T
https://www.huffingtonpost.com/topic/cambridge-analytica
submitted by kong-dao to u/kong-dao [link] [comments]


2018.08.13 15:39 DSCBank Yile Finanzas y Economía "Foro de la Cumbre Mundial de Tecnología de Blockchain de China en el Extranjero y Estación global de elección de la Guerra de Cadenas" de Shenzhen " 13-08-2018 Edward

Yile Finanzas y Economía "Foro de la Cumbre Mundial de Tecnología de Blockchain de China en el Extranjero y Estación global de elección de la Guerra de Cadenas" de Shenzhen " 13-08-2018 Edward 01 gran convocatoria, la atmósfera está caliente "El bloque lidera el futuro. El copresidente de la 4ª Feria de la Industria China de Ultramar, asistió a la ceremonia de apertura. El 13 de agosto de 2018, "El bloque lidera la futura cadena de comerciantes chinos globales en el extranjero". El tema del foro de cumbre de tecnología blockchain comercial global en el extranjero y la elección mundial de mar de "guerra en cadena" Estación de Shenzhen celebrada en el Hall 1, Centro de Convenciones y Exposiciones de Shenzhen. La cumbre fue organizada por Shenchuang College, el título de BTCC, el Instituto de Investigación de la Nueva Industria Económica de la Academia de Ciencias de la Administración de China como unidad guía, y por Yile Finance, Inteligencia Empresarial China en el Extranjero, Comunidad Quark, Fundación Shangya, Hip Hop Finance, Cadena Noticias, Yunqi, Ivy, Accelerated Capital, Walter Holding Group copatrocinado, DLB Foundation, Future Rating, Bit Holdings, Coin Ma Wen Co-organizador! Como organizador conjunto, Yile Finance participó en la cumbre. El siguiente es un informe de transmisión en vivo.
Bao Shi y todos los invitados abrieron en común la ceremonia de "Shenzhen Consensos Shenzhen capacidad" Esta cumbre ha creado muchas de las participaciones más exitosas en proyectos empresariales de blockchain, instituciones participantes relevantes, oradores, temas y delegados. La escala no tiene precedentes, lo que ha promovido el desarrollo y la ecología de la tecnología blockchain global. La aplicación de aterrizaje de la plataforma causó sensación en la sede del Centro de Convenciones y Exposiciones de Shenzhen. La emisión en línea de Yile Finanza fue vista simultáneamente por hasta 2.825 millones de personas en línea. Según estadísticas incompletas, un total de 30.482 millones de reproducciones acumuladas.
Ambiente caliente en la escena
02 b) La alineación fuerte y la participación de todos
Todo el en el pasado, es prólogos.
" Todo el en el pasado, es prólogos. Ahora es el 13 de agosto de 2018, hora de Beijing, lunes, 10 de la mañana. Anuncié el foro mundial de la cumbre de la tecnología blockchain china en el extranjero y la elección marítima mundial de la guerra de cadenas" ¡Apertura! "Después del discurso de apertura del anfitrión, la cumbre comenzó oficialmente. Los invitados presentes en la cumbre incluyeron: el fundador de la guerra de la cadena, el fundador del Instituto Shenzhen y el copresidente de la Feria de la Industria China Global de Ultramar. Fundador de Data Shield, fundador de Yile Finance, Zhang Yun. El CEO de Yi Le Finance, Song Yuliang. Huang Jianping, Secretario General de la Cámara de Comercio de Shantou. Btcc opera VP, el fundador de Chain Love Finance, Yang Sanshi. Li Yikuan, subdirector y director del Centro para la Gestión del Nuevo Instituto de Investigación de la Industria Económica de la Academia China de Ciencias de la Administración. Presidente de la International Blockchain Technology Expo y Presidente del Centro de Solicitud de National Blockield Chainchain, Dong Yuchen.
El señor Bao Shi hizo la palabra. El fundador de la guerra de cadenas, fundador del Instituto de Ciencia y Tecnología de Shenzhen y copresidente de la Feria de la Industria China Global de Ultramar China, dijo que esta cumbre ya es la cuarta feria comercial de la industria china en el exterior. Las cumbres anteriores atrajeron a cientos de miles de amigos para participar. Discutir temas como el rejuvenecimiento de la patria, la Iniciativa Belt and Road y el desarrollo de la economía global. Las gemas proponen que el status quo de blockchain se encuentra en el dominio propio y ha tenido cierto éxito, pero el mundo exterior tiene poca comprensión de la cadena de bloques. Los practicantes de Blockchain esperan obtener más apoyo y confirmación del exterior. Gracias. La Overseas Chinese Business Expo brinda esta valiosa oportunidad para los practicantes de blockchain. Para mejorar la industria, cada profesional debe ejercer su poder y cumplir con sus obligaciones. Gem alienta a los profesionales a aplicar verdaderamente la tecnología blockchain al desarrollo de la sociedad.
Li Yikuan otorgó el honor de "Base de Innovación Económica de Bengzheng" al Colegio Shenchuang Después del discurso de Gem Dean, Li Yikuan, subdirector y director del Centro para la Gestión del Nuevo Instituto de Investigación de la Industria Económica de la Academia China de Ciencias de la Administración, otorgó el honor de la "Chengzheng Economic Innovation Base" al Colegio de Shenchuang. 03 c) Líder de la industria de Yi Le Finance
La industria de las cadenas de bloques, el vino también teme al callejón
Song Yiliang, CEO de Yile Finance, pronunció un discurso como invitado especial. El consenso se ha profundizado y nos esforzamos por ser el líder de la industria. Song Yiliang, CEO de Yile Finance, señaló: "La dirección actual de la billetera digital es de 1600 W. El número de personas que poseen Bitcoin en Estados Unidos superó al número de poseedores de oro en marzo, lo que representa una profundización del consenso de blockchain. Puede transmitir información valiosa, promover la comunicación de información de la industria y guiar el desarrollo de las tendencias de la industria ".
Formas comerciales ricas, luchando por medios principales. Song Yiliang dijo: "La forma comercial es la base de la supervivencia de los medios. Yile Finanzas tiene una gama completa de formas de negocios tales como conferencias, capacitación, calificación, datos, incubación, etc. En términos de capacitación, Shenchuang College es la mayor universidad de formación blockchain de China. Tiene una gran influencia en China y el mundo, y ha desempeñado un papel importante en el desarrollo de Blockchain. En términos de calificación, los inversores pueden tomar mejores decisiones de inversión en función de la calificación objetiva y justa de Yile Finanzas. El concepto del proyecto se propone en el libro blanco, en el mercado y en el aterrizaje. Easy Finanzas puede completar todo el contenido de forma independiente y con alta calidad ".
En la industria de las cadenas de bloques, el vino también teme el callejón profundo. Canción Yi Liang señaló que "la industria de la cadena de bloque si la falta de una buena publicidad, entonces no habrá nadie sabe la situación técnica. Ofrece una gama completa de comercialización, envasado, la eclosión es lo que debemos hacer. Tan fácil Finanzas proporcionará la música ¿cuál es la solución? en primer lugar, tenemos los mejores talentos, todos sabemos, la tecnología de la cadena de bloques de china originó en Pekín, principalmente en el Norte se limpiaron para proporcionar apoyo técnico. mayoría de los miembros del equipo de Lok Yi Finanzas es claro desde el medio complejo del Norte Zhejiang las mejores universidades, top-ingenio que puede proporcionar una mejor solución para la industria de la cadena de bloque ".
Respaldado por las mejores universidades, con calificaciones de apoyo académico. Canción Yi Liang dijo: "En comparación con otras clasificaciones, fácil Finanzas música tendrá más dimensiones, jerarquías y nos proporcionará valiosa informe de calificación para todos los inversores y calificación de la norma Wechsler, como nuestra calificación en Cardano , ahora ampliamente distribuido en el círculo. equipo de Finanzas fácil detrás de Le dependen Facultad de economía, Universidad de Pekín, la Universidad Renmin de china Escuela de estadísticas de china Escuela de Finanzas Renmin, Universidad de Fudan, Escuela de Matemáticas y otro instituto super-clase para construir clasificaciones, que no es más que el mercado es La mayoría de las calificaciones son más competitivas y más altas que un nivel profesional ".
Yile Finanzas es rico en contenido. Canción Yi Liang señaló, "Yi Yi Yue Yue Finanzas también incluye un número público de micro-canales, de difusión, de la comunidad, en varios idiomas PR, una colección de éstos plataforma de flujo, basado en el índice de micro-canales para construir nuestra influencia real."
En primer lugar, los primeros datos de Internet financieros fáciles de proteger la ecología de música "en la lista de bloque de la cadena, -" índice de Bo en el equipo, la música clara y fácil de Finanzas de micro-canales número público vector de la Universidad de Tsinghua en marcha una lista de datos de alto nivel " Ranking de negocios, después de china Mobile y Telecom, superando a china Construction Bank, Dangdang y otra famosa marca Durex. Ningún índice Bo clara valoración pública 178.2 millones de dólares. "
"Fácil música de una transmisión en vivo de Finanzas en más de 10 millones de un total de 10 veces en una fila para ver una transmisión en vivo de 10 veces la cumbre nacional en la búsqueda del reloj más alta acumulada de 16 millones, mientras que en línea de hasta 1,32 millones, 10 veces más de un millón La gente mira en línea ".
Agregación de recursos para crear una plataforma de alto nivel. Canción Yi Liang dijo, "todo tipo de agregación de medios, personal técnico, y otra comunidad, la promoción de proyectos, operación y mantenimiento para proporcionar una gama completa de servicios de la comunidad tiene formas micro carta y telegrama. Hay 720.000 base de fans, grupos de usuarios concretos que cubren 1,3 millones se espera que la gente para llegar a 500 millones dentro de los seis meses, para llegar a 10 millones de años para llegar a 30 millones de abonados dentro de tres años. nuestra promoción comunidad de usuarios cubre más de más de 50 países y regiones, que abarcan chino, Inglés, japonés, coreano, ruso, Francia, Alemania, Portugal, Argentina, Tailandia y otros 12 idiomas. todo nuestro equipo desde el norte de Qing y otras universidades. Cada artículo escrito por ellos, PR mundial.
“Para muchos medios de comunicación, millones de comunidades, decenas de miles de clics.Pero otro indicador duro, el índice de WeChat, el otro rendimiento de los medios no es muy bueno. Porque no debe ser cepillado. El índice de WeChat de crédito "EAR Finance" por cerca de 2000, "Braddock" por 70.000, FCoin alrededor de 12.000. El índice de Yile de WeChat es 160.000. Comparación intersectorial, biblioteca de la estrella del baloncesto para 140.000. Cada uno del índice del microcrédito es sobre el número real de la cobertura de la micro-letra, que Tencent calcula el blanco verdadero. Ahora fácil unir la creación profunda, las estaciones de cadena, tales como el flujo de los medioses de comunicación del grupo, el flujo futuro está disponible.”
El proyecto Yile eclosiona y el servicio es completo. Song Yiliang expresa:“Si el partido del proyecto necesita llevar a cabo cambio de moneda o cambio de cadena, basándose en el gran flujo de las finanzas de Yile, el proyecto puede ser integrado desde un concepto, los recursos de la entidad a un proyecto de aterrizaje, puede proporcionar la planificación estratégica de soluciones técnicas, la Fundación, la escritura del libro blanco, la gestión de la comunidad en el extranjero, como una gama completa de servicios. En la actualidad, Yile Finanza cobertura interna de 1000 portales domésticos, el global portal inglés sobre 300-400 . Hay 50-100 familias de pequeños idiomas.”
La exposición de la caligrafía de Apellido Wei Famoso caligrafía, artista nacional de primera clase, weisi caligrafía 73rd descendiente de generación, el cuerpo moral de caligrafía de segunda generación fundador, taoísmo Quan Zhen Long Men Pai de la generación 27 discípulo Wei Fuzhi inscribe en la escena para la Cumbre. 04
4)La guerra de Cadena de bloque, crea una marca global. La fuerza de Shenzhen,consenso global 《La guerra de la Cadena de Bloque》es la plataforma global de la cadena de la innovación carretera ecología, esta cumbre es sólo la cadena de la guerra mundial audición Shenzhen estación, en el tiempo siguiente,las audiciones globales de《La guerra de la Cadena de Bloque》tiene muchas estaciones en el mundo, por ejemplo, dos estaciones ultramarinas a punto a comenzar, primero es 6 de septiembre en Taiwan, segundo es 24 de septiembre en Bangkok, Tailandia. El sitio de la Cumbre llevó a cabo una ceremonia de entrega de la bandera de la guerra, guerra de la cadena Co-fundador del Presidente de la Zhang Li vinculará la bandera a la mano de Taiwán representante ejecutivo de la estación Deng Guofu, productor de guerra de cadena Bruce Zhang vinculará la bandera a la cadena de la guerra Tailandia representante de la estación líder de la nube de la comunidad de Guangdong jefe de las manos del Sr. Rowan. Los participantes presenciaron la ceremonia de lanzamiento de la estación de Bangkok de la estación de Taipei en las audiciones globales.
La ceremonia de adjudicación de una licencia de BTCC La ceremonia de adjudicación de una licencia de BTCC Super Node también completa en esta cumbre. El primero: KNJ Internacional Co.Ltd 【KNJ FUND】,Invitado autorizado :Chen Yucheng(Presidente de operaciones de BTCC). El segundo: HongKong Yun Hai Internacional Co.Ltd【YTech】, invitado: Chen Yucheng (Presidente de operaciones de BTCC) y ceremonias de adjudicación de una licencia de BTCC&Super Code de 11 familias completan en esta cumbre. Cada Super Node hicieron breve introducción a ti mismo y sacaron foto de nostalgia.
La foto de Ceremonia de iniciación
Ceremonia de iniciación de fondo de la audición de 《La guerra de la Cadena de Bloque-Luchar》,Bao Shi, Yang Xiaobai, Zhang Yungeng, Kong Ling, Zhang Tao, Zhang Li, Bao Yu salen a escena juntos poner en marcha este nuevo fondo token doméstico en Cadena de Bloque.
Al terminar la inauguración y la cumbre por la mañana, El Presidente Baoshi y los invitados juntos visitan Yile Finanzas y otros cabinas paticipando en esta exposición. Yile Fianza participa total en esta cumbre como Co-patrocinador. Yile Fianza defiende el juego más salvaje, las últimas ideas para bloquear la cadena y las finanzas de Internet en primer lugar de los medios de comunicación, Deep Chuang College para un fondo fuerte, diseñado para crear 11 idiomas de los primeros medios de cadena de bloque del mundo. El final
submitted by DSCBank to u/DSCBank [link] [comments]


homens unidos jamais serão vencidos!! Os Amigos Unidos a trolagem que deu errado Episódio 3 ... ¿Qué es Habeas Data? LEIS: O QUE É PROIBIDO FAZER EM NOVA YORK?  AMIGO GRINGO ... Anjos de Resgate: (Mensagem); Amigos Pela Fé; Mais que ... LOS AMIGO QUE MA DISCUTEN -UN DÍA EN EL BARRIO -JEAN SHOW ... Asi Se trabaja en los campos de california... Para mis amigos que no saben como es el trabajo de USA REGALANDO UN DÍA FELIZ A UN ANCIANO QUE NECESITABA NUESTRA ... Dia dos Namorados 2018 - Data, Dicas de Presentes Qual a diferença entre condado, cidade e borough?  Amigo Gringo Responde #10

Big Data: Los datos que salvan vidas Planeta Futuro EL ...

  1. homens unidos jamais serão vencidos!!
  2. Os Amigos Unidos a trolagem que deu errado Episódio 3 ...
  3. ¿Qué es Habeas Data?
  4. LEIS: O QUE É PROIBIDO FAZER EM NOVA YORK? AMIGO GRINGO ...
  5. Anjos de Resgate: (Mensagem); Amigos Pela Fé; Mais que ...
  6. LOS AMIGO QUE MA DISCUTEN -UN DÍA EN EL BARRIO -JEAN SHOW ...
  7. Asi Se trabaja en los campos de california... Para mis amigos que no saben como es el trabajo de USA
  8. REGALANDO UN DÍA FELIZ A UN ANCIANO QUE NECESITABA NUESTRA ...
  9. Dia dos Namorados 2018 - Data, Dicas de Presentes
  10. Qual a diferença entre condado, cidade e borough? Amigo Gringo Responde #10

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube. Se encontraba cruzando la pista, lo habíamos visto desde hace muchos días pedir una limosna en medio de esta, estaba muy cansado, creo que ya se estaba yendo... Trecho do show em Brasília, lançado em CD/DVD pela Codimuc, contendo mensagem sobre amizade. Compre o DVD, divulgue, mas também contribua com os artistas. Todas as marcas, nomes de lojas, serviços, lugares, passeios citados nos episódios de Amigo Gringo refletem apenas escolhas editoriais. Não há nenhum acordo comercial envolvido, nem na forma ... É um vídeo legal onde a mulher tenta jogar as roupas do homem fora e começa a chegar outros homens para ajudar!! EL HABEAS DATA - Tribuna Constitucional 98 - Guido Aguila Grados - Duration: 13:28. Tribuna Constitucional 1,840 views. 13:28. Estudiar Derecho con 5 consejos para Memorizar Todo - Duration: 5:02. Mi gente espero que le guten mi nuevo video dale like comentalo y suscribete muchas gracias por todo el apoyo. Data do Dia dos Namorados no Calendário 2018 O dia dos namorados é sempre comemorado no dia 12 de junho Data Dia dos Namorados 2018 → Terça-Feira 12 de Junho de 2018 Data Dia dos Namorados ... Em Nova York, as leis funcionam! Hoje, seu Amigo Gringo passa uma lista bem importante do que NÃO é permitido fazer na cidade, ações que podem gerar multas e... Asi Se trabaja en los campos de california... Para mis amigos que no saben como es el trabajo de USA